domingo, 30 de dezembro de 2012

Rescaldo natalício

Após uma ausência mais ou menos prolongada, motivada pelas festas tradicionais desta época, eis-me de regresso a casa e ao contacto regular com a blogosfera.
A consoada foi passada em casa de familiares na margem Sul, na companhia de pequenos, médios e grandes enófilos, sendo os vinhos ajustados a esta realidade.
Começou-se com o excelente Morgado de Stª Catherina 2010, já aqui referido por diversas vezes, que acompanhou uns pastelinhos de bacalhau como aperitivo e continuou com o prato de polvo cozido com todos. Com o bacalhau no forno, couves e ovos cozidos, mudámos para o tinto Vale Pradinhos 2007, muito interessante mas ainda com taninos demasiado duros que não ligaram bem com o prato. Finalmente, com as sobremesas, o Moscatel DSF Armagnac 1998, que cumpriu bem a sua função.
O almoço de Natal foi passado em Tavira, com um nível de enofilia algo semelhante. Comemos cozido à portuguesa, devidamente acompanhado pelo grande Qtª do Crasto Vinhas Velhas 2009. A fechar, com os doces, foi servido um Noval 20 Anos, sem rótulo, de um ano de engarrafamento desconhecido, mas que se sabe ser antigo. Está, apesar de tudo, em grande forma.
Na sequência das festas e ainda no Algarve, almoçámos com uns amigos no Chá com Água Salgada, na Manta Rota. E, como estávamos no Algarve, bebemos vinhos algarvios Barranco Longo, a marca daquela região que mais me seduz. Começámos com o Rosé 2011 (para mim o rosé mais interessante que se faz em Portugal), que acompanhou o couver e continuou com a sopa de peixe. Com o prato, um naco de atum com polenta, avançou o Reserva 2008, em grande estilo.
Esta crónica será a última deste ano. Recomeçarei, no início de 2013, com o balanço do ano 2012.
Boas entradas e esqueçam, pelo menos nesta altura, o gaspar, o relvas, o coelho e a troika propriamente dita...

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