quinta-feira, 31 de maio de 2012

Jantar Campolargo

Mais um evento resultante da parceria da Garrafeira Néctar das Avenidas com o restaurante As Colunas, cujo tema foram os vinhos Campolargo. A presença do produtor Carlos Campolargo, sempre muito solto e bem disposto, contribuiu para o bom ambiente em que decorreu a sessão. Sobre este produtor e amigo, foram-lhe dedicadas 2 crónicas neste blogue, cuja leitura se recomenda:
.Campolargo: a Bairrada moderna (25/11/2010)
.Páscoa na Bairrada (I) (9/4/2012)
Foram apresentados e provados:
.Entre II Santos Pinot Noir 2010 Rosé com pasteis de vitela barrosã e requeijão com doce de abóbora
.Campolargo Tonel 2010 Branco com lombo de bacalhau em cama de grelos
.Termeão Pássaro Vermelho 2007 e
.Campolargo Pinot Noir 2007 com galo do campo com puré de batata
.Diga? 2008 Branco versão magnum com queijo da Serra amanteigado Quintas de Seia
.Espumante Pinot Noir Rosé Bruto 2009 com tarteletes bairradinas
Os vinhos portaram-se bem, com destaque para o Campolargo Pinot Noir a casar lindamente com o galo.
Quanto às outras maridagens, foram geralmente pacíficas, com excepção do espumante que não ligou, mesmo nada, com a sobremesa.
Copos Riedel, boas temperaturas e a Joana a fazer milagres no serviço, onde esteve pouco apoiada
Um reparo final: ainda se estava a provar o último vinho e já se estava a fumar na sala. A evitar no futuro!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Grupo dos 3 (23ª sessão)

Esta sessão foi da responsabildade do Juca, com vinhos da sua garrafeira (1 branco, 2 tintos e 1 "jeropiga"). O restaurante escolhido foi o Tacho da Memória, localizado em Odivelas próximo dos Bombeiros, que eu não conhecia. O dono é o Rui Dantas, que também explora a "cantina" do Banco de Portugal, na Quinta da Fonte Santa, já aqui referida em diversas ocasiões.
Sala moderna, bem aparelhada, copos à altura, serviço profissional e traquejo no serviço de vinhos, pois têm organizado alguns jantares vínicos. Cozinha com qualidade, embora um pouco pesada para a época. Além das entradas que não ligaram muito bem com o branco, vieram 2 pratos deliciosos (cataplana de bacalhau com grão  e um excelente naco de vitela com grelos). Um restaurante a recomendar, sem dúvida. Pena que não fique na minha rota.
A carta de vinhos tem algumas boas propostas, todas datadas, mas é pouco arrojada, está demasiado centrada no Alentejo e a oferta de vinhos fortificados é demasiado curta, pontos que podem e devem ser corrigidos. Tem, ainda, meia dúzia de vinhos a copo a preços aceitáveis.
Mas é altura de passar para os vinhos provados:
.Parcela Única Alvarinho 09 - austero no nariz, fruta madura, notas fumadas, madeira discreta, boa acidez, elegante e equilibrado. A beber nos próximos 3/4 anos. Nota 17+ (noutras situações 18/17,5+).
.Três Bagos Grande Escolha 05 - muito fino e floral,  acidez no ponto, equilibrado, boa estrutura e final muito longo; todo ele de grande complexidade, um dos meus favoritos do Douro. Em forma mais 6/7 anos. Nota 18,5 (noutras 18/17,5/18,5).
.Vallado Reserva 05 - ainda com fruta, alguma acidez, carnudo, algo guloso, bom final de boca; falta-lhe complexidade; no ponto óptimo de consumo, embora admita que este vinho tivesse ficado prejudicado por um ligeiro toque de rolha. Nota 17,5 (noutras 17,5+/17,5).
.Cossart Gordon Bual 76 (sem data de engarrafamento!?) - notas de caril e brandy, vinagrinho, potência de boca, final longo. Nota 18 (noutras 16,5/16/18,5); ou seja, este Bual tem mostrado grandes diferenças de garrafa para garrafa. Acompanhou uma excelente tarte de amêndoa com gelado de manga.
Grande jornada. Obrigado, Juca!

terça-feira, 29 de maio de 2012

À volta da colheita 2004 com o Núcleo Duro

A convite do João Quintela, juntei-me aos meus amigos do Núcleo Duro (Rui Miguel e Jorge de Sousa, os fundadores, e ainda, João Quintela, Paula Costa, Juca e Pedro Brandão). Com estes amigos, provei regularmente até finais de 2010. Foram cerca de 60 sessões e perto de 500 vinhos provados, às cegas, em conjunto. Esta prova desenrolou-se no restaurante As Colunas e o tema foi a colheita de 2004.
Antes da ordem do dia, avançaram 2 garrafas de Porto Branco, com perfis totalmente distintos. O 1º mais austero, seco e com o álcool mais evidente e o 2º mais exuberante, doce e untuoso. Descodificados os vinhos, ficámos na presença de 2 garrafas de Qtª da Casa Amarela, o último engarrafamento (2011) versus o primeiro (2004?). Uma prova muito didáctica, com as garrafas separadas por 7 anos e a marcarem a diferença. Seguiu-se-lhes um Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2010, versão magnum, a acompanhar bem uns deliciosos cogumelos grelhados.
Passámos, de seguida, para o confronto entre 5 tintos da colheita 2004, bem acolitados por um excelente borrego assado no forno. Ei-los:
.Qtª da Dôna - exuberante no nariz, notas florais, algum vegetal, boa acidez, não muito elegante, mas com grande personalidade, boca poderosa e final longo, em crescendo; precisa sempre de um prato forte por companhia. Penso que é o 1º Qtª da Dôna da responsabilidade das Caves Aliança (as versões anteriores eram do Ataíde Semedo). Nota 18,5 (noutra situação 17,5).
.Qtª Monte d' Oiro Reserva - notas adocicadas, especiadas, alguma sobrematuração, final muito guloso; falta-lhe acidez e elegância. Nota 16,5 (noutra 15,5+).
.Qtª dos Carvalhais T.Nacional - aroma discreto, notas florais e alguma fruta, muito fresco, elegante, equilibrado e harmonioso, com muitos anos ainda pela frente. Nota 18.
.S de Soberanas - nariz exuberante, fumado, notas de couro, boa acidez, taninos ainda por domar, estrutura e bom final de boca. Nota 17,5+ (noutras 18+/17,5/16/17/17,5+/18,5).
.Poeira em versão magnum - notas florais, alguma mineralidade, estrutura média, final longo, mas não muito complexo; alguma desilusão em relação ao passado. Nota 17 (noutras 18+/18/18,5/18/18,5).
E, para terminar em beleza, mais uma garrafa de Blandy Bual 77, em grande forma.
Gostei de estar convosco, ò duríssimos. Obrigado João!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O 50º aniversário do António Saramago

Não. Não falo da idade do António Saramago, embora ele talvez não se importasse que fosse verdade. Estes 50 anos referem-se a meio século de trabalho deste grande senhor. É obra!
Não vou falar do seu percurso. Quem quiser saber, aconselho a leitura do blogue "Copo de 3", onde o João Pedro Carvalho lhe presta uma merecida e sentida homenagem (em 12/5). Nem vou entrar nas áreas técnicas. Quem tiver curiosidade, procure no Forum da Revista de Vinhos a entrada "Perguntas a António Saramago", publicada por iniciativa do Luis Antunes (11/5 e seguintes).
O que vou aqui partilhar convosco é o facto de as nossas vidas (a dele e a do Juca e minha, enquanto responsáveis das CAV) se terem entrecruzado, por diversas vezes, ao longo de uma série de anos.
Esteve connosco num jantar vínico, organizado por nós, em 24/10/2003, no Restaurante A Commenda, onde apresentou uma série de vinhos da sua autoria.
Esteve connosco numa prova de vinhos em 23/9/2006, orientada por ele, no âmbito das Comemorações do 10º aniversário das CAV, a que se quis juntar.
Esteve connosco num almoço vínico, organizado por nós, em 28/10/2006, no restaurante da Quinta de Catralvos. Os vinhos eram da sua responsabilidade, tendo o prestigiado chefe Luis Baena criado um menú degustação especificamente para esse evento. Se bem me lembro, o ponto alto foi a apresentação de um moscatel, trabalhado pelo António Saramago e só posto à venda passados uns tantos anos. Os nomes envolvidos (António Saramago e Luis Baena), provocaram uma enorme procura, tendo participado 140/150 pessoas. Um êxito!
Esteve connosco, quando o antigo núcleo duro das CAV foi visitar a inesquecível Herdade dos Coelheiros, em 12/6/2009, juntando-se à proprietária (Teresa Silveira) para nos receber. Foi o culminar de uma grande jornada no Alentejo, a última antes de nos termos retirado da vida activa.
Voltámos a estar juntos numa prova e apresentação de Vinhos da Madeira, orientada pelo enólogo Francisco Albuquerque. Esta sessão, que decorreu no Clube de Jornalistas, foi organizada pelo Rui Lourenço Pereira (Quinta Wine Guide) e dela falei numa crónica em 15/7/2010. É mais um ponto que nos une: a paixão pelos néctares da Madeira.
Por tudo isto, um grande abraço de parabéns. Obrigado, António Saramago, por ter estado connosco!
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domingo, 27 de maio de 2012

Crónicas em atraso

Por isto ou por aquilo, embora na situação de reformado, tem-me faltado o tempo para ir cronicando.
É minha intenção, logo que possível, partilhar com os amigos e leitores:
.Os 50 anos de actividade do António Saramago
.À volta da colheita 2004 com o Núcleo Duro
.Grupo dos 3 (23ª sessão)
.Jantar Campolargo
.João Portugal Ramos e a blogosfera
Mas, como dizia o outro, de boas intenções está o inferno cheio...

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O 1º Jantar de Vinhos das CAV : 13 anos depois

Faz precisamente, no próximo dia 28 de Maio, 13 anos que as CAV organizaram o seu 1º Jantar de Vinhos, que nos veio a dar grandes dores de cabeça (na altura, o Juca e eu éramos os responsáveis, na qualidade de sócios-gerentes).
Isto passa-se em 1999. A Revista de Vinhos (RV) tinha deixado de organizar jantares vínicos periódicos, já há algum tempo. Ficou um enorme vazio e nós fomos "empurrados", pelos nossos amigos e clientes, para ocupar esse espaço. Fizemos uns tantos contactos, inclusivé com a própria RV, e decidimos avançar.
O anúncio do evento, publicado nas Notícias Breves de Abril 99, rezava assim: "Temos o prazer de anunciar o 1º JANTAR DE VINHOS organizado por C.A.V., com o mesmo espírito dos jantares da Revista de Vinhos. Este evento realizar-se-á no restaurante "A COMMENDA", no CENTRO CULTURAL DE BELÉM, com vinhos QUINTA das BAGEIRAS. Estarão presentes o produtor/engarrafador Sr. Mário SérgioAlves Nuno e o enólogo Rui Moura Alves. Aceitam-se desde já inscrições (...)". Isto foi dito com a melhor das intenções, embora talvez com a maior das ingenuidades.
A reacção foi deveras desproporcionada, tendo daí resultado o recúo do enólogo, o que provocou a do produtor, qual castelo de cartas em derrocada. Verdade seja dita que esta retirada do produtor, não beliscou, minimamente, a amizade e o apreço que sempre tivemos por ele, o que ficou bem expresso quando do jantar vínico no Assinatura (ver crónica Jantar Qtª Bágeiras, de 15/1/2012).
Passámos um mau bocado, o Juca e eu que, entretanto, tinha ido passar uns dias de descanço fora de Lisboa. É claro que a palavra descanço desapareceu do meu dicionário e esgotámo-nos em inúmeros contactos. Perante esta situação, só havia duas soluções: ou recuávamos anulando o jantar, devolvendo o dinheiro a quem já tinha formalizado e pago a respectiva inscrição, ou saíamos por cima, avançando com os nossos stocks e assumindo o prejuizo inerente.
E foi isso que fizemos, decidindo mantendo os vinhos Qtª das Bageiras que tivéssemos na altura.
Para memória futura, este nosso 1º jantar vínico constou de:
.Espumante Qtª das Bageiras Bruto 1996 com os aperitivos
.Casal das Covas Arinto 1997 (Bucelas) com as entradas (bacalhau albardado, carapaus alimados e espadarte de Sesimbra)
.Passadouro 1994 (ainda do tempo da Niepoort) com o prato (lombo de novilho)
.Vila Santa 1997 com queijos (hoje não teríamos feito esta ligação)
.Taylor's LBV 1994 com doces e fruta
.Aguardente Vínica Velha Qtª das Bageiras com o café
Resta dizer que o jantar, depois do susto inicial, correu muitíssimo bem e foi o primeiro duma longa série que só terminou em Outubro de 2009, pouco tempo antes de nos termos retirado da vida activa. Não exagerarei, se disser que as marcas mais importantes e os enólogos mais prestigiados passaram todos pelas CAV. Missão cumprida, apesar dos obstáculos iniciais que nos puseram pelo caminho. Francamente, não havia necessidade...

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Lisbon Restaurant Week (III)

A 3ª e última jornada foi no Papa Açorda, onde também não ia há muitos anos. Está na mesma; ambiente simpático, espaço acolhedor, serviço rápido, eficiente e simpático, tudo isto com algum requinte. Para além dos 19+1 €, foi facturado o couver, água, café e copo de vinho (3,90). Dos 3 restaurantes visitados, o Papa Açorda foi o único que nos entregou os postais alusivos ao LRW que referiam "Leve este postal, só desta forma fica garantido o seu contributo a favor das instituições beneficiárias." Dá que pensar, então e os outros que não nos entregaram os postais? Aquele 1 € não chegará ao destino? Quem souber que responda.
Carta de vinhos demasiado centrada nos alentejanos, deixando o Douro reduzido a 3 ou 4 brancos e tintos. A lista  inclui, ainda, vinhos do Porto. Tudo a preços nada meigos. Oferta razoável de vinhos a copo, com preços mais em conta. Os copos que estão nas mesas, são tipo banquete, mas foram trocados quando o vinho foi pedido. A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar.
O escolhido foi o branco Qtª de Camarate Seco 11 - nariz exuberante, notas tropicais, belíssima acidez, estilo moderno, elegante e equilibrado; para beber em novo. Nota 16,5.
Os tachos estão a cargo da Manuela Brandão, que deu boa conta do serviço. Comi Paté de santola, filetes de pescada com arroz de berbigão e tarte de ameixas pretas. Tudo com muita qualidade.
Gostei, francamente, de ter revisitado o Papa Açorda e recomendo-o.
Quanto ao LRW, deverá haver nova oportunidade lá para Setembro. Aproveitemo-la!

sábado, 19 de maio de 2012

Lisbon Restaurant Week (II)

A minha 2ª jornada, no âmbito do LRW, foi no Bica do Sapato, onde não ia há um ror de anos. A última vez que lá tinha poisado foi no tempo do Joaquim Figueiredo, imagine-se. Uma pena que se tivesse zangado com tudo isto e regressado a França, depois de uma breve passagem pelo Tavares. Perdemos um grande chefe.
Além dos 19+1 €, foi-nos cobrado couver, água, café e um copo de vinho (5,50). A sala estava composta e a esplanada, praticamente em cima do Tejo, completamente lotada. Sem qualquer aviso, explicação ou pedido de desculpas, puseram-nos no espaço dos fumadores (estava encerrada a sala para não fumadores, segundo nos informaram à saída). Alguns estrangeiros, mas a maioria dos clientes era gente tipo executivo e endinheirada. A crise não passou por aqui. Serviço profissional, frio e distante, a faltar-lhe calor humano.
Carta de vinhos com boas escolhas, mas preços algo demenciais. Oferta alargada de vinho a copo.
Bebi Campolargo Bical 10 - fruta madura, toque oxidativo, acidez presente, madeira discreta, notas fumadas, estruturado, bom final de boca, gastronómico. Nota 17,5. A garrafa veio à mesa e o vinho foi dado a provar. Foi servida uma boa quantidade, a olho, num bom copo.
A cozinha, a cargo do chefe Carlos Robalo, cumpriu embora sem grandes rasgos. Em doses generosas, comi tártaro de atum, filetes de peixe galo e tarte de limão com gelado de frutos silvestres.
Em conclusão, não tenciono voltar. Que saudades dos tempos do Joaquim Figueiredo!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Lisbon Restaurant Week (I)

Aproveitando esta simpática campanha dos 19+1 €, fui conhecer um restaurante aberto há pouco tempo em Paço de Arcos (o Claro!) e revisitar outros 2, saídos da minha rota há já uns tantos anos (Bica do Sapato e Papa Açorda). O responsável pela cozinha do Claro! é o Vitor Claro, vindo do Hotel Albatroz. Já o conhecia de outras andanças, o Pica no Chão e a Herdade da Malhadinha. O ambiente é requintado e tem uma esplanada espectacular virada para o Tejo, que não pudemos usufruir. Chovia naquele dia.
Pratica uma gastronomia demasiado arrojada, com pratos bem concebidos e outros nem tanto, o que pode ser um risco e afastar os indefectíveis da cozinha mais tradicional. Para dar uma ideia do que estou a dizer, no menu degustação que veio para a nossa mesa, constava papada de porco preto com melão, coscorões de alheira e croquetes de vitela, mexilhão com ácido cítrico, ovo holandês, bacalhau à Conde da Guarda e tomate granizado, canja de galinha e foie gras de pato, queijo fresco grelhado, leite creme, nutella e laranja amarga e, a fechar, trufas. Serviço com muito bom ritmo. Tudo isto por 20 €, incluindo o couver e água. Pago à parte o vinho a copo (6,00) e o café.
Bebeu-se o branco Qtª de Saes Reserva 10 - frutado, com evidentes notas de citrinos, fresco, elegante e equilibrado; a meio caminho entre os brancos de verão e os de inverno; a excelente acidez vai prolongar-lhe a vida. Nota 16,5. A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar. Copos Riedel, pois claro!  Servido a olho, achei que a quantidade ficou abaixo do normal. Foi a minha única reclamação.
A carta de vinhos, com base no portefólio dos Projectos Niepoort, é muito criativa e original. Preços razoáveis, tendo em atenção a qualidade do espaço.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

À volta da colheita 2001

Cinco amigos encontraram-se para uma prova às cegas de vinhos da colheita de 2001. 4 levaram tintos e 1 a "jeropiga" da praxe. Como não foi recomendada a região, resultou que o sul, Alentejo e Península de Setúbal, tivesse ficado em maioria e o norte fosse limitado ao Douro. Esta prova teria sido mais interessante, se tivesse contado com a presença do Dão e da Bairrada. A corrigir numa próxima sessão.
O repasto teve lugar na Enoteca de Belém, com o Nelson a comandar os tachos e o Ângelo a pontificar na sala. Mais um bom desempenho da equipa, que mais uma vez, muito simpaticamente, nos ofereceu um espumante, para acompanhar os entretens de boca. Foi o Aliança Particular 05, a dar muito boa conta de si.
Passo a indicar os vinhos provados, com indicação de quem o trouxe:
.Tapada de Coelheiros Garrafeira (Rui Rodrigues) - notas de lagar, boa acidez, taninos domados, estrutura e bom final de boca; beber ainda durante mais 4/5 anos. Nota 17 (noutra situação 16,5).
.Kolheita (João Quintela) - proveniente de vinhas velhas, vinificado em lagar, estagiou 14 meses em barricas de carvalho francês, feitas 5000 garrafas, sendo o enólogo responsável o Luis Soares Duarte; notas florais, especiado, acidez equilibrada, taninos suaves, final longo, todo ele pleno de complexidade; em forma mais 7/8 anos. Nota 18,5 (noutras 17/16,5/18/18).
.T Terrugem (Juca) - notas vegetais no nariz, algum couro, melhor na boca, acidez ainda presente, estruturado, bom final de boca; a consumir nos próximos 5/6 anos. Nota 17,5+ (noutra 16,5/16,5).
.Cruz Miranda (Raul Matos) - muito evoluido, notas animais, palha evidente, melhor na boca, mas conjunto desequilibrado ; a despachar o que houver lá por casa. Nota 15,5 (noutras 16/15,5).
.Leo d' Honor Grande Escolha (Raul Matos) - especiado, acidez q.b., estruturado, nariz/boca equilibrados, final guloso. A beber durante mais 3/4 anos. Nota 17,5.
.Krohn Colheita 83, trazido por mim (engarrafado em 2011) - frutos secos, notas de caril e brandy, untuoso, acidez presente, boca potente, final interminável; todo ele muito complexo. Nota 18,5 (noutra 17,5+, desconhecendo o ano de engarrafamento). Heresia das heresias: com um Colheita como este, dispenso bem um Vintage.
Todos estes vinhos foram muito bem suportados pelos comeres que foram desfilando: tártaro de barriga de atum, rosbife de atum, folhado de pato, naco de vitela com risotto de porcini e, ainda, queijos, doces e fruta.
Mais uma boa jornada na Enoteca de Belém, com os vinhos das nossas garrafeiras (excepto o Cruz Miranda), a portarem-se muito bem.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Matar Saudades...

Matar Saudades é o título de um filme, realizado em 1988 pelo meu amigo Fernando Lopes, recentemente falecido. O cinema português ficou mais pobre e os militantes do cinema, como eu, de luto. E o que é que isto tem a haver com o vinho? Bem, o Fernando Lopes foi uma das figuras públicas que esteve presente quando da  inauguração das CAV, em 27 de Setembro de 1996. Foi por ele próprio e, também, em representação da Maria João Seixas, sua mulher. Onde quer que  estejas, obrigado Fernando!
E matar saudades, foi o que nós (o Juca, eu as respectivas)  fomos fazer ao Douro, em resposta aos simpáticos convites para almoçarmos na Qtª da Casa Amarela (2ª feira) e na Qtª do Crasto (3ª feira). Grandes jornadas, repletas de amistosos convívios, bons comeres e alguns vinhos de excepção. Para memória futura, registo aqui o que bebemos nestas duas jornadas, sem as habituais notas de prova nem classificações:
.na Qtª da Casa Amarela: Rosé e Branco 2011, Reserva 2009, Porto 10 Anos e, ainda, uma amostra do futuro Dona Francisca 2010 (resultante de uma parceria com um novo produtor);
.na Qtª do Crasto: Branco 2011, Tintos 1999 e 2010, Vinhas Velhas 2009, Maria Teresa 2003 em Magnum, Portos Finest Reserve e LBV 2006 e, ainda, o Touriga Nacional 2010 (amostra de casco). Também provámos os 2 azeites desta quinta, Premium e Selection.
Obrigado Laura e Gil Regueiro!
Obrigado Tomás Roquette!

sábado, 12 de maio de 2012

Vinhos em família (XXXII)

Mais uma série de vinhos provados, com o S de Soberanas e o Vale Meão a confirmarem a excelência.
.Casal Figueira Vinhas Velhas 10 - nariz discreto, notas de citrinos, acidez equilibrada, madeira discreta, estilo austero, alguma estrutura e final de boca; gastronómico, pode beber-se daqui a mais 3/4 anos. Fico satisfeito por este projecto não ter morrido e ser uma boa homenagem ao saudoso António Carvalho. Nota 17,5.
.Qtª dos Carvalhais Encruzado 09 - estagiou 6 meses em barricas de carvalho francês, futa tropical madura, notas abaunilhadas, acidez presente, equilibrio e elegância, madeira sem se impor, fresco e gastronómico; um bom exemplo de brancos do Dão. Nota 17,5+ (noutras situações 17,5+/17,5+, uma regularidade impressionante).
.Qtª Vale Meão 05 - ainda com fruta, notas florais, algum vegetal, acidez q.b., boca poderosa, taninos ainda rugosos, a precisarem de tempo para se harmonizarem, final interminável e muito gastronómico; uma referência no Douro, em forma mais 7/8 anos. Nota 18,5.
S de Soberanas 05 - com base na casta Alicante Bouschet, estagiou 32 meses em barricas novas de carvalho francês e mais 1 ano em garrafa (tiro o meu chapéu ao produtor, por pôr este vinho à venda já com alguma idade), nariz complexo, notas de chocolate, e tabaco, especiado, arquitectura de boca, final longo; gastronómico e harmonioso; um dos grandes vinhos ao sul do Tejo, meio sadino, meio alentejano, embora seja oficialmente Peninsula de Setúbal; aguenta bem mais 5/6 anos. Nota 18,5 (noutras 18/18+/17,5/18/17,5+).
.Moscatel Roxo Bacalhôa 2000 - aroma complexo, citrinos, figos secos e notas de mel, estruturado, bom final de boca; elegante e harmonioso; óptimo para fechar qualquer repasto em beleza. Nota 17,5.
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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Uma volta pelo Chiado (III)

A fechar este périplo pelo Chiado, poisei no Tágide Wine & Tapas Bar. O Restaurante Tágide é um clássico que conheci já à alguns anos, mas este Wine & Tapas, aberto há muito pouco tempo, é uma agradável surpresa. Ambiente informal e descontraido, mas confortável, mesas sem as habituais toalhas, onde se pode almoçar, de 3ª a 6ª feira, o menú do chefe Luis Santos. Por 12,50 € temos direito a uma sopa, duas tapas (entrada e prato), uma bebida, pastel de nata (aliás excelente; teria entrado no concurso realizado no âmbito do Peixe em Lisboa?) e café, tudo em boas porções. Ao Sábado também se pode almoçar, mas com as tapas da lista (preços a variar entre 4,50 e 9,00).
No dia em que lá fui almoçar, a sopa era um saboroso caldo verde e as tapas gaspacho com gambas e bochecha de porco com umas deliciosas migas. Veio tudo ao mesmo tempo, numa mesma travessa, o que pode acarretar algum inconveniente, como por exemplo, as tapas arrefecerem, caso nos demoremos na conversa.
Bebi um copo de vinho branco que fazia parte do menú: Raízes (Qtª da Abrigada) 2010 - nariz austero, fruta discreta, corpo e final médios; gastronómico, a cumprir a sua função. Nota 14,5.
Serviço profissional, tendo a garrafa vindo à mesa e o vinho dado a provar. Temperatura correcta (dispõe de armários térmicos) e bons copos.
Com excepção do vinho da casa, todos os que fazem parte da carta pertencem ao mundo Sogrape (Portugal, Chile, Argentina e Nova Zelândia), com a qual têm uma parceria. Dentro desta exclusividade, a lista é abrangente e contempla 11 espumantes/champanhes, 13 brancos, 30 tintos (inclui algumas magnum), 25 portos e 2 colheitas tardias. Uma mais valia: 48 destas referências podem ser bebidas a copo. Pena é que os preços, de um modo geral, não sejam muito amigáveis, o que não se entende, face à parceria constituída.
Em conclusão, tenciono voltar e recomendo este espaço, onde se pode almoçar ou beber um copo ao final do dia. Falta dizer que, da minha mesa, tinha uma bela panorâmica do Tejo.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Uma volta pelo Chiado (II)

O Faz Gostos nasceu e fez nome no Algarve, primeiro em Olhão, depois em Castro Marim, onde eu o conheci, e finalmente em Faro. O dono, Duval Pestana, com nome já feito, resolveu rumar à capital e estabelecer-se no antigo Convento da Trindade, quase em frente à Cervejaria da Trindade. A decoração foi da responsabilidade de Paulo Lobo, creio que o mesmo que fez uma bela intervenção no Solar do Vinho do Porto, em Lisboa. De momento, o restaurante está encerrado para obras. Ganhar espaço, é a intenção do dono. Só espero que a colecção de azulejos se mantenha.
O Faz Gostos não é um restaurante para o dia a dia, pois situa-se num patamar superior e pratica preços a condizer. No entanto, agora tem uma modalidade mais democrática, pois permite que de 2ª a 6ª feira se almoce por 15 € + IVA = 18,45, com direito a couvert, sopa/entrada, prato principal, sobremesa, água, café e  um copo do vinho da casa. O serviço é profissional, a garrafa veio à mesa e o vinho foi dado a provar, o que nem sempre acontece. A cozinha é tradicional, mas com um toque de modernidade.
Bebeu-se, a copo, o branco Folha da Vinha 2010 (Terra d' Alter) - exuberante no nariz, muito frutado, fresco e elegante, gastronómico, com alguma complexidade e fácil de gostar. Para um vinho de gama de entrada, que penso que seja, é uma boa surpresa. Nota 16,5. Acompanhou bem uma sopa de legumes e lasquinhas de pescada com uma agradabilíssima açorda de coentros.
Os meus votos para que as obras corram bem e o restaurante reabra ainda antes de terminar o Lisbon Restaurant Week, de que é aderente.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Uma volta pelo Chiado (I)

Numa recente incursão pelo Chiado, abanquei no Spot São Luiz, cuja responsabilidade gastronómica pertence ao chefe Fausto Airoldi, já com provas dadas noutros espaços, nomeadamente no Casino de Lisboa.
Por 9,90 €, de 2ª a 6ª feira, pode-se almoçar no São Luiz, com direito a couvert, sopa/entrada, prato, bebida e café. Um bom preço para aquele espaço, muito moderno e confortável.
Comi uma bela sopa de abóbora e perca frita com arroz de grelos, este demasiado malandrinho para o meu gosto. Acompanhei com o branco da casa, Adega de Pegões 2011, Vinho Regional da Peninsula de Setubal - fruta exuberante, com a casta moscatel a impor-se, bem feito e descomplicado, déficite de acidez, boca e final medianos, indicado para acompanhar saladas ou entradas ligeiras ou para beber a solo. Nota 15. Uma curiosidade: o contra rótulo indica-nos o prazo de validade estimado "a beber em 3 anos". Não me lembro de ter encontrado indicação similar em qualquer outro vinho. É um caminho a seguir.
O copo era razoável (para os tintos, são mesmo bons) e a tempertura correcta . O vinho, em quantidade generosa,  foi servido no balcão, um pouco afastado da mesa em que me encontrava. Foi necessário solicitar ao empregado que me mostrasse a garrafa, o que não deveria ter sido necessário. Uma falha a corrigir.
A selecção de vinhos é abrangente, incluindo champanhes, espumantes, generosos e colheitas tardias. Lamentavelmente sem datas, oferta diminuta de vinhos a copo e preços um tanto elevados. Serviço a cumprir os mínimos.
Em conclusão, boa relação preço/qualidade, com alguns pormenores a rectificar.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Jantar Esporão

Mais um evento, resultante da parceria da Garrafeira Néctar das Avenidas com o Restaurante Assinatura, que decorreu muito bem. Bons vinhos de um modo geral, alguns casamentos perfeitos com os pratos servidos (só não resultou a ligação com o Private Selection branco, mas a culpa não foi do prato) e ambiente enófilo a condizer. Mais uma vez, o antigo núcleo duro das CAV marcou presença (45% dos participantes). Os vinhos eram do mundo Esporão, isto é, Herdade do Esporão e Qtª dos Murças e foram apresentados pelo enólogo responsável David Baverstock. Foi servida, ainda, uma aguardente vínica da Qtª do Rol, que, confesso, não apanhei a ligação ao Esporão. Culpa minha.
Depois das boas vindas com o espumante Esporão 09, desfilaram:
.Verdelho 11 - nariz exuberante, presença de citrinos, boa acidez, elegante e equilibrado, gastronómico. Nota 15,5+. Ligou muito bem com "Queijo de cabra, morangos, espargos e sal", um belíssimo entretem de boca .
.Private Selection Branco 10 - com base na casta sémillon, estagiou 6 meses em carvalho francês; ainda muito marcado pela madeira, com o álcool muito evidente, fumado, notas de brandy, untuoso, alguma acidez, boca poderosa; algo desequilibrado. Nota 16. Não casou bem com "A sopa do chefe, salsa, batata e açafrão". O excesso de madeira não o permitiu.
.Qtª dos Murças Reserva 08 - nariz afirmativo e complexo, frutos vermelhos, um toque floral, madeira discreta, elegância e equilibrio, austero, estruturado, taninos bem comportados, bom final de boca. Nota 18. Acompanhou na perfeição o "Pivete de touro, com uma arrozada brava". Uma grande surpresa, este tinto.
.Private Selection Garrafeira 08 - ainda com alguma fruta, notas especiadas, acidez q.b., estruturado, taninos macios, final algo adocicado. Nota 17,5+. Bebido a solo. Foi pena que não tivesse tido a oportunidade de competir com o Murças.
.Qtª dos Murças 10 Anos - fruta ainda presente, notas de mel, frutos secos, figo em passa, boa acidez, alguma complexidade, bom final de boca. Um 10 Anos muito interessante. Nota 17. Fez um casamento perfeito com "Parfait de gelado de ananás, maracujá e cajus".
.Aguardente Vínica Magistra, com origem na Lourinhã, uma das 3 Regiões Demarcadas no mundo, para este tipo de bebidas, a par de Cognac e Armagnac, e resultante de uma selecção de aguardentes de 89, 90, 95 e 96, que estagiaram até 2008. Óptima para acompanhar o café, em final de refeição.
Mais uma boa jornada, a comprovar que a parceria está bem afinada.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Aditamento ao grupo dos 3 (22ª sessão)

1.Segundo informação do director geral do Hotel Bussaco Palace, que agora me chegou via e-mail :
.Responsáveis pela enologia: António Rocha e Simão Póvoa
.Vinhos brancos: com base nas castas Maria Gomes e Bical (Bairrada) e Encruzado (Dão), estagiam 1 ano em carvalho francês e o mínimo de 2 anos na garrafa
.Vinhos tintos: a partir da Baga (Bairrada) e Touriga Nacional (Dão), também estão 1 ano em carvalho francês e estagiam em garrafa, pelo menos, 3 anos
.Os vinhos Buçaco podem ser comprados na rede de hoteis Alexandre de Almeida: Palace Hotel do Bussaco e da Curia e, ainda, nos hoteis Astória (Coimbra), Praia Mar (Carcavelos), Metrópole (Rossio) e Jerónimos 8 (Belém)
.Também podem ser adquiridos directamente a Projectos Niepoort
2.No âmbito da crítica de vinhos, o grande divulgador dos vinhos Buçaco foi o José António Salvador. No seu livro "Roteiro de Vinhos da Bairrada" ,editado pela Terramar em 1993, dedicou-lhes todo um capítulo com o sugestivo título "Bussaco, a catedral da Bairrada". No mínimo, esta arrumação na Bairrada é polémica, uma vez que estes vinhos são construidos a partir de lotes da Bairrada e do Dão.
Não me consta que os diversos guias de vinhos que se têm vindo a publicar entre nós, nomeadamente do João Paulo Martins e do Rui Falcão, refiram os vinhos Buçaco.
Alguém quer comentar? Agradeço.

O grupo dos 3 (22ª sessão)

Mais uma prova às cegas, com os meus amigos Juca (ex-CAV) e João Quintela (Garrafeira Néctar das Avenidas). Esta 22ª sessão foi da minha inteira responsabilidade. Os vinhos sairam da minha garrafeira e o espaço foi escolhido por mim. Optei pelo Bg Bar, já aqui referido (ver crónica de 20/12/2011), que sucedeu ao Nariz de Vinho Tinto, A Commenda, Assinatura, Xico's (entretanto encerrado), Manifesto, Sem Dúvida e Casa da Comida (temporariamente fechada). Todos com um serviço de vinhos de qualidade.
O Bg Bar é gerido pelo Pedro Batista ( primo do nosso amigo Rui Miguel, responsável pelo blogue Pingas no Copo), que dirige uma equipa muito profissional. Como mais valia, conta com a colaboração do Rodolfo Tristão que, aliás, apoiou tecnicamente a nossa prova. O Rodolfo, professor na Escola Hoteleira do Estoril, é consultor enogastronómico do grupo, já representou Portugal  no Concurso Mundial de Escanções, em 2010, publicou o livro "À Descoberta do Vinho" e  é o responsável pelo blogue Poetas do Vinho. Um currículo invejável.
Ó responsáveis da Revista de Vinhos, para quando o selo de restaurante amigo do vinho? Eles merecem!
Mas vamos à prova. Escolhi 2 vinhos do Buçaco (1 branco e 1 tinto), completamente desconhecidos para todos nós. Aposta arriscada, mas aposta ganha. Veio ainda outro tinto do mesmo ano, este já consagrado e um Madeira de grande classe.
.Buçaco Reservado Branco 07  - frutos secos, notas abaunilhadas, untuoso e fresco, acidez bem presente, austero, seco na boca, notas fumadas, estruturado e bom final de boca; muito gastronómico e com grande personalidade; talvez o melhor branco provado este ano; aguenta mais uns anos em forma. Nota 18. Acompanhou uma série de pequenas entradas (quenelles de requeijão, saladinha de polvo, meia desfeita de grão e bacalhau e cogumelos aveludados no forno).
.Buçaco Reservado Tinto 06 - discreto no nariz, muito seco na boca, especiado, pouco concentrado, acidez equilibrada, final longo. Prevejo-lhe longevidade, talvez mais 7/8 anos. Nota 17,5.
.Qtª do Mouro Rótulo Dourado 06 - mais exuberante no nariz, especiado, notas de chocolate e tabaco, boa acidez, taninos bem presentes, arquitectura e bom final de boca. Em forma mais 5/6 anos. É sempre um prazer beber este alentejano. Nota 18,5. Os 2 tintos foram acompanhados por um bife da vazia bem suculento.
.Cossart Gordon Bual 69 (exemplar nº 1516 de 2000, engarrafado em 2004) - aroma exuberante, frutos secos, figos, iodo, vinagrinho, estrutura e final interminável; elegância e personalidade. Nota 18,5+. Bem acompanado por crumble de maçã.
Oportunamente darei notícia mais detalhada sobre estes vinhos do Buçaco.
A concluir, recomendo este Bg Bar, pela situação, simpatia e competência profissional. Estejam atentos, pois organizam provas e jantares vínicos.