quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Matar saudades no Ritz

A convite da Decante Vinhos, com a qual e seus colaboradores mantive as melhores relações pessoais e profissionais, passei pelo Ritz para matar saudades de alguns produtores e enólogos, que já não via há algum tempo, nomeadamente o Álvaro de Castro, Jorge Moreira, Sophia Berqvist, Rui Cunha, Filipa Pato, Pedro Araújo, Luis Cerdeira, Nuno Malta (Qtª do Zambujeiro), um dos irmãos Moreira (Seara d' Ordens), entre outros.
E, claro, também aproveitei para provar alguns vinhos. Destaco (a ordem é a da prova) os brancos Soalheiro 1ª Vinhas 11, Primus 10, Gurú 11, Nossa Calcário 11 e Qtª do Ameal Escolha 11 e os tintos Poeira 09, Vale da Poupa Vinhas Velhas 09, Talentus Grande Escolha 10 (grande surpresa), Qtª Pellada 08, Qtª Manoella Vinhas Velhas 10, Nossa Calcário 10 e Zambujeiro 07. A terminar, um curioso e inesperado Porto Branco Krohn 64. E, para o ano, há mais...

domingo, 28 de outubro de 2012

Vinhos em família (XXXVII)

Mais uma série de brancos, alguns de se lhes tirar o chapéu, alguns provados quando o tempo ainda estava quente. Apenas 1 destoou:
 .Qtª do Ferrão Chardonnay 10 - é um branco bairradino, para mim completamente desconhecido, uma desilusão completa; excesso de madeira, chato na boca, déficite de acidez, final adocicado. Nota 12. Provado no Café Restaurante Guarany (Av. Aliados, Porto).
 .Basília 11 - produzido por Qtª Basília do Todão (Douro), responsabilidade enológica do João Brito e Cunha; com base nas castas Viosinho e Rabigato, esteve 5 meses em cuba, em contacto com as borras finas; presença de citrinos, alguma frescura e mineralidade, estrutura e final médios; parecido com tantos outros. Esperava mais. Nota 15.
 .Qtª das Bageiras Garrafeira 09 - com base nas castas Maria Gomes e Bical, fermentou em toneis de madeira avinhada; todo ele de grande complexidade, alguma fruta madura, notas minerais, acidez equilibrada, madeira bem inserida no conjunto, estruturado e final longo. Um dos mais interessantes brancos portugueses e em forma mais 5/6 anos. Nota 18 (noutra situação 17,5+).
 .Catarina 11 - mais fresco do que colheitas anteriores, madeira discreta e muito bem casada, alguma estrutura, final curto, gastronómico; excelente relação preço/qualidade, é sempre uma boa escolha na restauração. Nota 17. Bebido no restaurante Can the Can (Terreiro do Paço, Lisboa).
.Morgado Stª Catherina 10 - um belo arinto de Bucelas, estagiado 10 meses em carvalho francês; nariz afirmativo, notas cítricas e florais, equilíbrio da acidez com a untuosidade, madeira discreta e bem inserida, profundidade e final extenso, harmonia total; mais meia dúzia de anos em forma; uma das marcas da minha preferência e incluído, acho que pela primeira vez, nos melhores do ano, pelo João Paulo Martins. Nota 17,5+.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O rescaldo do Lisboa Restaurant Week (LRW)

Embora com um atraso de cerca de 1 mês, vou referir nesta crónica as minhas impressões do último LRW. Restaurantes visitados, onde já não ia há alguns anos: Vela Latina (V), Tágide (T) e Colares Velho (C).
1.O ambiente
.V - decoração sóbria, estilo clássico "very british", luminosidade em fartura à conta de duas paredes envidraçadas
.T - simpático, requintado, acolhedor e uma vista espectacular
.C - intimista, adaptado de uma antiga mercearia, conserva os antigos armários, estilo rústico e um tanto "kitsh"
2.O menú
.V - couvert (vários tipos de pão de qualidade, azeite, queijo fresco e salmão fumado), creme aveludado de santola (excelente), fígados de aves em tarte de maçã (alternativa: bacalhau com migas de pão de milho) e tiramisú com Pedro Ximenez; chefe...?
.T - couvert (pão, azeite e azeitonas), capuccino de couve flor com salmão fumado, bochechas de porco preto com especiarias e esparregado (ou: polvinhos em carnaroli de Alcácer do Sal cremoso) e gaspacho de frutos vermelhos com gelado de natas (ou: bolo de bolacha, gelado de wassabi, frutos secos com chocolate quente); chefe Luis Santos
.C - couvert (pão de forma saloio, manteiga com ervas, azeitonas, saladinha de tomate com oregãos e tostinha com sabores terra e mar), croquetes de alheira com salada biológica, molho de iogurte e hortelã, bacalhau à Zé do Pipo com puré de batata, aipo e lâminas de maçã de Colares e, ainda, pastel de nata com gelado de canela; queijadinhas de amêndoa com o café; chefe Frederico Ferreira (usa boina à Chakal)
3.A carta de vinhos
.V - carta organizada por preços e algo confusa, desequilibrada, com boas ofertas, mas demasiado clássica (faltam as novidades e os vinhos da moda), ausência de generosos, preços altos (alguns demenciais), mas tudo datado; oferta diminuta de vinhos a copo
.T - oferta alargada e criteriosa, com 5 espumantes (3 a copo), 7 champanhes, 28 brancos (6), 3 rosés (1), 29 tintos (7), 2 colheita tardia, 1 Madeira, 2 moscatéis e 8 Porto (todos a copo); tudo datado e preços altos
.C - selecção média sem grandes rasgos, com 3 espumantes (2 a copo), 7 champanhes (1), 26 brancos (3), 20 tintos (5), mais 14 tintos a que chamam "da cave"; tudo datado, preços acima da média
4.Serviço de vinhos
.V - bebeu-se Cartuxa 2010 branco - notas de citrinos e melão, untuoso, mas com boa acidez, madeira ainda a marcar o vinho, alguma profundidade (Nota 16,5+); a garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar; custou 5 € servido em bom copo Schott, quantidade servida a olho
.T - escolheu-se o tinto Qtª La Rosa 2009 - algo verde e rústico, está demasiado novo e precisa de tempo de garrafa ( o meu palato já não está habituado a provar vinhos tão novos) (Nota 15); serviço profissional, servido num bom copo, quantidade a olho, temperatura correcta (o restaurante possui armários térmicos); custou 5,50 €
.C - avançou o branco Casal da Azenha, lote de 2008 - vinho austero e original, mostrou personalidade, acidez equilibrada, estrutura e deveras gastronómico; uma boa surpresa, este Colares (Nota 16,5); a garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar, custou 5 €, copo aceitável, quantidade servida a olho
5.Os preços e os postais
A refeição custava 20 €, sendo 1 € doado a causas sociais. Só o V é que facturou 19 €, tendo 1 € sido pago à parte. Era pressuposto que, no final de cada refeição, o restaurante entregasse a cada cliente um postal comprovativo. Aliás, pode ler-se "(...) Por isso leve este postal. Só desta forma garante o seu contributo a favor das instituções beneficiárias."  E aconteceu assim?  Não, apenas o Vela Latina entregou os 2 postais, enquanto que o Colares Velho entregou apenas 1 e o Tágide nenhum!
Nenhum dos 3 restaurantes cobrou couvert, o que acho correcto (no passado houve um ou outro que cobraram).
Água: 2 € no V e no C e 2,80 no T
Café: 1,75 € no V, 2;80 no T e 1 no C (grandes discrepâncias!)
6.A fechar
De um modo geral correu tudo bem, o que me motiva a estar presente no próximo LRW. Apenas uma nota menos simpática: enquanto estivemos no Colares Velho, a dona(?) esteve sentada numa mesa em grande conversa com 2 clientes, ignorando ostensivamente os restantes. Não havia necessidade...

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Novo Formato+ (8ª sessão)

Este núcleo duro que dá pelo nome de Novo Formato+, continua a reunir-se. Esta 8ª sessão decorreu, da melhor maneira, chez João Quintela/Paula Costa. Os vinhos provados, 1 espumante, 3 brancos de 2010, 2 tintos de 2008 e 1 fortificado, eram da garrafeira do João. Os comeres estavam 5 estrelas, ou não fossem eles gourmets militantes. Tirando o espumante Vinha Formal 08, que se portou à altura, os restantes vinhos foram provados às cegas, como é habitual. E eles foram:
.Projectos Niepoort Colheita Tardia 03 - garrafa nº 912 de 1002; fermentação e estágio em inox; 11,5 % vol; não tem o perfil habitual de um colheita tardia, nariz austero, déficite de gordura, acidez no ponto, corpo e final médios. Nota 14,5 (noutras situações 15/16/14). Não se aguentou com os patés. Melhor se bebido sem nada, antes de iniciado o repasto.
.Esporão Private Selection  - estagiou 6 meses em carvalho francês; inicialmente fechado, foi abrindo ao longo do almoço, notas minerais, uma boa acidez, fresco e gordo em simultâneo, equilibrado e elegante; ligou muito bem com a comida. Uns furos acima dos últimos provados por mim. Nota 17,5+ (noutra situação 16).
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas - aroma exuberante, notas tropicais, abaunilhado, acidez equilibrada, estrutura e bom final de boca; no entanto, o adocicado não permitiu uma melhor ligação gastronómica. Nota 17,5 (noutras 17,5+/17,5+/17,5/18) .
.Meruge - estagiou em barricas de carvalho português, que o marcaram excessivamente; nariz muito afirmativo, notas florais, profundidade e persistência; gastronómico, vai melhorar com mais algum tempo de garrafa. Nota 17 (noutra 17).
Estes 3 brancos acompanharam umas excelentes empadas de bacalhau e de galinha com cogumelos.
.PL/LR (amostra de casco) - proveniente de uma parceria da Laura Regueiro com o Paulo Laureano; muita fruta, acidez evidente, taninos espigados e final longo. Nota 17.
.Aalto - vinificado a partir de vinhas velhas, estagiou 23 meses em barrica; mais floral, fresco, taninos ainda não domados, algo agressivos, estruturado, final longo; esteve abaixo de outra garrafa provada há cerca de 6 meses (estará na idade do armário?). Nota 17,5 (noutra 18).
Qualquer destes 2 tintos, a precisar de tempo de garrafa, acompanharam um saboroso coelho na púcara(?).
.Bastardinho 30 Anos - presença de citrinos e frutos secos, boa acidez, taninos suaves e final longo; já tenho provado outras garrafas com maior complexidade. Nota 16,5+ (noutras 17,5/17,5/17/18,5).
Mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado João! Obrigado Paula!

domingo, 21 de outubro de 2012

Grupo dos 3 (25ª sessão)

Mais uma sessão deste núcleo durísimo, com vinhos da minha garrafeira e num espaço escolhido por mim, o Tágide Wine & Tapas Bar, sito no Largo da Academia Nacional de Belas Artes, do qual já dei notícia em 10/5/2012 ("Uma volta pelo Chiado (III)"). O serviço de vinhos, a cargo do responsável do restaurante Tágide, António Roquete de seu nome, foi impecável e muito profissional. A gastronomia, com pratos mais interessantes (fabulosa a sobremesa!) e outros menos, esteve a cargo do chefe Luis Santos.
Começámos por um colheita tardia e acabámos com um moscatel de eleição. Pelo meio, apreciámos 2 tintos de respeito do ano de 2004, considerada a colheita da década, sendo um do Douro e o outro do Alentejo, todos provados às cegas. Vejamos, então:
.Grandjó Late Harvest 07 - aroma intenso, citrinos bem presentes, gordura, estrutura e profundidade, final extenso; se tivesse um pouco mais de acidez, dava o salto para outro patamar. Mesmo assim, nota 17,5. Acompanhou uma terrina de fígados de aves, com pêra rocha e pistachios. Antes de virem os 2 tintos, devidamente decantados, foi servido um sorbet de limão com limoncello, para limpar o palato.
.Zambujeiro - côr muito viva, especiado, notas de tabaco e chocolate preto, acidez no ponto, taninos robustos mas não agressivos, estrutura e final muito longo; estará, neste momento, no pico da forma (em novo é praticamente imbebível), mas aguenta bem mais 5/6 anos. Quem diz que não há alentejanos de guarda? Sempre apreciei esta marca, mas acho que tem passado ao lado dos enófilos e outros consumidores. Nota 18,5 (noutras situações 18,5/18,5/18+/18,5 o que é uma regularidade impressionanate).
.Charme - côr mais aberta, aroma mais discreto, acidez bem presente, elegância, equilibrio e harmonia ao estilo da Borgonha, final longo; vai aguentar seguramente mais 7/8 anos a beber com prazer. Nota 18 (noutras 18/17/17+/16,5/16,5/18,5 o que denota alguma irregularidade). Os 2 tintos beberam-se com um lombo de bacalhau confitado em azeite extra virgem com aromas de caldeirada e um magret de pato com escargots, beterraba e esparregado de espinafres.
.Trilogia - um grande moscatel da José Maria da Fonseca, resultante de um lote de vinhos de 1900, 1934 e 1965, nariz exuberante, notas de laranja, presença de frutos secos e caril, acidez evidente, boca poderosa e final interminável. A levar para uma ilha deserta! Nota 19 (noutras 18,5/19). Foi lindamente com um mil folhas de azevia, que esteve à altura do desafio. Finalmente, com o chefe Luis Santos e o António Roquette sentados na nossa mesa, acabámos o almoço com um belo gelado de mel e nozes.
Mais uma boa sessão, com um lote de vinhos de se lhes tirar o chapéu!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Jantar Qtª Roques/Qtª Maias

Mais um jantar resultante da parceria da Garrafeira Néctar das Avenidas com o restaurante Assinatura, o qual contou com a presença do produtor, Luis Lourenço. Mas, desta vez, o antigo núcleo duro das CAV não estava em maioria.
Na minha opinião foi um dos jantares vínicos mais bem conseguidos: um menú de degustação fabuloso, resultado da inspiração do Henrique Mouro, ou seja, um festival de sabores, acompanhado por 1 espumante, 2 brancos e 3 tintos. Foram estes últimos que se impuseram, não ficando nem o espumante nem os brancos na minha memória. Descodificando:
.Espumante Qtª Roques 10 Rosé - bebido antes do jantar, achei-o pouco sofisticado e algo pesado, a pedir comida mais consistente. Nota 15. Acompanhou camarão salteado com caviar de beringela.
.Qtª Maias Malvasia Fina 11 - 10 % fermentado em barrica, para lhe dar volume; exuberância aromática, notas apetroladas, alguma agressividade na boca; a casta, isolada, é pouco interessante, mas melhora em lote. Nota 15,5. Bebeu-se com creme de espargos e saladinha de berbigão; prato bem conseguido, mas a saber a pouco...
.Qtª Roques Encruzado 11 - 65 % fermentou em barricas e carvalho francês, o restante em inox; austero no nariz, notas minerais, alguma estrutura de boca, gastronómico, mas prejudicado pelo protagonismo da madeira; precisa de tempo de garrafa. Nota 15,5+. Fez-lhe companhia um belíssimo polvo fumado com puré de maçã.
.Qtª Maias Jaen 08 - notas florais, elegante, boa acidez, taninos ainda espigados, bom final de boca, precisa de tempo para tudo se harmonizar. Nota 17,5. Bebido com uma excelente brandade de bacalhau com queijo terrincho e figo. No entanto, para o meu gosto, a maridagem não foi muito feliz. Talvez daqui por mais 5/6 anos.
.Qtª Roques T.Nacional 10 - nariz exuberante, ainda mais floral do que o anterior, sofisticado e harmonioso,  taninos finos, madeira bem integrada, final muito longo; grande potencial, bebível desde já e nos próximos 10/12 anos. Nota 18. Acompanhou uma perdiz com nabos, maçãs e castanhas.
.Qtª Roques Garrafeira 03 - a surpresa da noite, mais a mais com origem num ano complicado; ainda cheio de côr e saúde, aromas e fruta, excelente acidez, taninos vigorosos e final longo; em forma mais 9/10 anos. Nota 18+. Infelizmente, não ligou mesmo nada com a sobremesa, um pudim de pão flamejado em absinto. Um tawny velho vinha mesmo a calhar.
Em conclusão, mais uma boa sessão de comeres e beberes, com o chefe inspirado e os tintos a darem muito boa conta de si. Apenas um reparo: não foi posta nas mesas a ementa habitual, a que já nos habituámos. Um corte no orçamento?

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Lembrando o 10º aniversário das Coisas do Arco do Vinho (3ª parte)

Nesta 3ª e última parte da crónica sobre as comemorações do 10º aniversário das CAV, vou relembrar o jantar regado com raridades oferecidas pelo amigo Adelino de Sousa e, ainda, tecer algumas considerações sobre a brochura alusiva à efeméride.
1.Embora não da nossa iniciativa, o jantar com vinhos do Adelino de Sousa foi, em termos cronológicos, o primeiro evento das comemorações, pois teve lugar antes da prova e do jantar organizados por nós. Sobre o referido evento, nada melhor do que dar a palavra ao Duarte Calvão, na altura jornalista do Diário de Notícias e grande apreciador de vinhos fortificados. Escreveu ele na edição de 16 de Setembro de 2006, página Boa Vida, com o feliz e oportuno título "Uma celebração do vinho e da amizade": "Há dez anos, dois sexagenários reformaram-se, mas, em vez de irem jogar dominó para o jardim, decidiram envolver-se numa actividade de risco: abrir uma loja de vinhos direccionada para enófilos exigentes. Os hoje septuagenários Francisco Barão da Cunha e José Oliveira Azevedo, donos e mentores da Coisas do Arco do Vinho, no Centro Cultural de Belém, são actualmente duas figuras de referência para enófilos, produtores, enólogos e até outros comerciantes, tendo encontrado muitos novos amigos numa fase da vida em que isso raramente acontece. Um desses amigos é o advogado Adelino de Sousa, dono de uma colecção de mais de três mil garrafas (...) à base de portos, moscateis e madeiras (...). Pois ele teve a boa ideia de promover um jantar comemorativo dos dez anos, em que homenageou os seus dois amigos (...)".
Para memória futura, os vinhos do convívio foram: Artur Barros e Sousa Verdelho 1965, Fonseca Vintage 1970 (em magnum), Warre Colheita 1935 (o ano do Juca), Ramos Pinto Colheita 1937 (o meu ano), Terrantez Colecção Particular 1842, Terrantez Adega do Torreão 1870 e 1906, Terrantez Favila Vieira 1900, Campanário Boal 1896 e Qtª da Consolação Malvasia 1907. Um conjunto de raridades que só se bebe uma vez na vida!
2.Finalmente a brochura comemorativa, com o sugestivo título "10 Anos a Brindar às Coisas Boas do Vinho", sendo de toda a justiça referir que isto só  foi possível graças ao empenho pessoal do meu filho Bruno, profissional na área da publicidade (copy). Também é de realçar o contributo do nosso amigo e cliente António Barreto, ao aceitar escrever a respectiva introdução. São dele estas palavras: "(...) Comemoram este ano o seu 10º aniversário. Ou antes, comemoramos...Tanto estão eles de parabéns, que fizeram obra, como nós, que dela beneficiamos. Este Arco deu o seu contributo para uma nova realidade portuguesa : saber e gostar de beber vinho (...)". Alem da introdução, a brochura desdobra-se em:
.A bem do vinho, uma estratégia bem delineada
.A inauguração, um dia para recordar
.A primeira crónica (sobre as CAV, entenda-se, cujo autor foi o David Lopes Ramos)
.O discurso do 1º Aniversário
.Os vinhos 10 anos depois
.A atenção da Comunicação Social
.Depoimentos de clientes e amigos
.Os eventos: jantares, provas e visitas
.Painéis de prova cega: quem participou?
Também, para memória futura, aqui ficam os nomes de pessoas ligadas ao vinho que nos enviaram um depoimento, a tempo e horas (ficaram uns tantos por publicar e outros tantos por enviar, mas já não podiamos esperar mais): Dirk e Verena Niepoort, Cristiano van Zeller (Qtª Vale D.Maria), Filipa e Luis Pato, Maria Emília Campos (Churchill), Tomás e Miguel Roquette (Qtª do Crasto), Olga Martins (Lavradores e Feitoria), Ricardo Nicolau de Almeida (Vinicom), António Torres (Symington), Pedro Araújo (Qtª do Ameal), Francisco Ferreira (Qtª do Vallado), António Saramago, Rui Reguinga, Rui Cunha, Francisco Olazabal (Qtª Vale Meão), Carlos Campolargo, Paulo Laureano, Nuno Cancela de Abreu, Sandra Tavares da Silva e Jorge Serôdio Borges, Laura Regueiro (Qtª da Casa Amarela), João Matos (VDS-Vinhos do Douro Superior), Manuel Vieira (Sogrape), Maria e Álvaro de Castro (Qtª da Pellada), José Mendonça (Qtª dos Cozinheiros, entretanto falecido), Pedro Carvalho (Casa Santa Eufémia) e Anselmo Mendes.

domingo, 14 de outubro de 2012

Lembrando o 10º aniversário das Coisas do Arco do Vinho (2ª parte)

Enunciadas as nossas intenções, vejamos o que correu bem e o que correu mal.
1.Começo pela carta dirigida ao presidente do CCB, António Mega Ferreira, nunca respondida, apesar das inúmeras insistências e recados da nossa parte. Perdeu-se uma oportunidade única de se organizar uma grande exposição de artes plásticas, cujo tema seria a vinha e o vinho. Para além dos já mencionados cartazes da Ramos-Pinto e rótulos do Esporão, contávamos também, entre outros, com alguns pintores naif de nomeada, com a Luisa Caetano, que tinha trabalhado com o meu sócio. A atitude do presidente do CCB, já alvo da crónica "Um desabafo 5 anos depois", publicada em 17/1/2011, roça a má educação. Uma má acção fica com quem a praticou.
2.A prova na loja foi um êxito, não só pela presença do enólogo António Saramago e o produtor do Hero da Machoca, Artur Oliveira de seu nome, como também pela expectativa criada pela apresentação nacional do CARM BOCA 2004, com a presença do Rui Madeira e João Matos, enólogos desta última empresa  produtora . Como já referi na 1ª parte, o lote final foi construido por nós e aprovado na sequência de uma prova às cegas com outros lotes alternativos, realizada em Almendra. Tanto o Juca como eu apostámos no vencedor. O BOCA esgotou rapidamente e foi o vinho mais vendido, no decorrer dos 13 anos e meio em que fomos os responsáveis pelas CAV. Resta dizer que tem evoluido muito bem e estará, neste momento, no pico da qualidade. Tem sido posto à prova em confronto com alguns dos melhores vinhos do Douro e sempre se portou à altura. Sortudos aqueles que acreditaram e o compraram  mal foi posto à venda.
3.O jantar foi outro êxito. Ao contar com mais de 200 participantes, deve ter batido o recorde de presenças em eventos deste tipo realizados em Portugal, reunindo muitos amigos e clientes das CAV e uma série de convidados, onde se encontravam algumas figuras públicas, ligadas à cultura. Lembro-me do António Barreto, António Pedro Vasconcellos e Sérgio Godinho. Também as revistas especializadas e algumas generalistas se fizeram representar. Se a memória não me atraiçoa, estiveram presentes a Revista de Vinhos (João Paulo Martins), Wine (Rui Falcão), Escanção (Santos Mota), Epicur (Eduardo Miragaia), Diário de Notícias/Boa Vida (Duarte Calvão), Público/Fugas (O saudoso David Lopes Ramos), Expresso (Maria João Almeida) e A Hora e Baco (José Silva).
Este jantar não teria sido possível sem o apoio dos nossos amigos Álvaro de Castro (que esteve connosco) e Dirk Niepoort (na altura no estrangeiro, fez-se representar pela sua irmã Verena Niepoort e pelo José Teles, director geral da empresa). E é de inteira justiça, nomear aqui o empenho do António Mesquita (responsável pel' A Commenda e outros espaços de restauração no CCB) e respectiva equipa, que muito contribuiram para que tudo corresse o melhor possível.
E o que bebemos neste jantar do 10º aniversário? Por ordem de chegada à mesa : Niepoort Dry White, Tiara 2005, Redoma e Dado 2004, Pape e Qtª da Pellada 2005, Niepoort LBV 2001 e Niepoort Colheita 1996, este último especialmente engarrafado para esta efeméride.
A crónica vai longa, mas deixo para uma 3ª parte o jantar com vinhos da Madeira, oferecidos pelo nosso amigo Adelino De Sousa e algo relativo à brochura comemorativa do 10º aniversário.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Lembrando o 10º aniversário das Coisas do Arco do Vinho (1ª parte)

Teria sido mais oportuno ter escrito esta crónica precisamente no dia 27 de Setembro, data da inauguração das CAV. Mas não consegui, pois estava de partida para  Douro, a convite da Qtª do Crasto, como já relatei. Mas, como mais vale tarde do que nunca, irei lembrar as comemorações do 10º aniversário da loja, que tiveram algum impacto no mundo do vinho.
Após longas reflexões e troca de opiniões com alguns amigos, acordámos (o Juca e eu):
1.solicitar o apoio do CCB, para a realização de uma exposição de artes plásticas, cujo tema seria a vinha e o vinho (entre outros, lembrámo-nos dos cartazes da Ramos-Pinto e dos rótulos da Herdade do Esporão);
2.organizar um jantar de vinhos, convidando algumas figuras públicas apoiantes do nosso projecto e, ainda, a imprensa especializada e também alguma generalista; por cortesia incluimos o presidente do CCB, dr. António Mega Ferreira, com convidado de honra;
3.solicitar o apoio e presença neste jantar, dos produtores Álvaro de Castro e Dirk Niepoort, amigos desde a 1ª hora;
4."fabricar" um tinto, a partir de vinhos base da colheita de 2004, do produtor CARM, cujo lote final seria da nossa responsabilidade e baptisá-lo de BOCA (anagrama das iniciais dos nossos nomes: Barão/Oliveira/Cunha/Azevedo)
5.organizar uma prova de vinhos, aberta, onde seriam apresentados o BOCA e um lote especial do Hero da Machoca Grande Escolha 2001, engarrafado expressamente para nós, por proposta do produtor (Artur Oliveira) e do enólogo (António Saramago);
6.elaborar uma brochura comemorativa, que seria um balanço das nossas actividades, ao longo de 10 anos, e que incluiria uma série de depoimentos de amigos, produtores e enólogos;
7.convidar o nosso cliente e amigo dr. António Barreto, para escrever  o respectivo prefácio.
Na 2ª parte desta crónica, a publicar na próxima semana, darei notícia de como correram todas estas actividades acima referidas e consequentes alegrias e tristezas, por nós vividas.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Assim se vê a força da TV !

Mais uma história passada no tempo das CAV, para partilhar com os leitores deste blogue. A loja sempre foi muito procurada por jornalistas de vinhos que nos pediam emprestados alguns dos produtos que comercializávamos (vinhos, livros e, muito especialmente, acessórios para o serviço do vinho), para ilustrarem as crónicas que publicavam não só nas revistas especializadas, com também nas generalistas. Foi o caso do José Salvador, João Paulo Martins, Duarte Calvão, Manuel Gonçalves da Silva, Vasco d'Avillez, entre outros menos conhecidos. Cedíamos com todo o gosto os produtos solicitados, com uma condição: uma referência às CAV e indicação do preço de venda.
Um dos pedidos foi do Manuel Gonçalves da Silva (MGS), na altura cronista de vinhos na revista Exame (está agora na Visão, mas mais virado para a gastronomia), que nos solicitou uma série de garrafas de champanhe, para ilustrar um artigo a sair antes do Natal de um ano que já não recordo. Entretanto a crónica foi publicada, mas a referência às CAV ficou na tipografia. Perante a nossa decepção, o MGS teve uma ideia genial e saíu por cima. Propôs à Maria Elisa a nossa presença num programa sobre o vinho a ir para o ar no canal 1 da RTP, sugerindo que levássemos alguns dos acessórios mais emblemáticos. E assim fizémos.
Acabei por ser eu a dar a cara pelas CAV e a fazer uma pequena demonstração com um saca rolhas de alavanca Screwpull, na altura ainda pouco conhecido.
Foi um êxito e, no dia seguinte, quando chegámos à loja, já havia "bicha" á porta. A própria Maria Elisa também apareceu. Como resultado, a existência daquele tipo de saca rolhas ficou a zero. Assim se vê a força da TV!

domingo, 7 de outubro de 2012

O novo Terreiro do Paço revisitado

Algum tempo depois de ter visitado o Populi (crónica de 29/7) e o Can the Can (30/8), revisitei-os, não só porque tinha apreciado aqueles espaços, como também para me inteirar se os meus reparos não tinham caído em saco roto.
O Can the Can continua com uma oferta gastronómica original e a confeccionar bem os pratos com base em conservas. Quanto à carta de vinhos e serviço de vinhos a copo, está tudo na mesma, isto é, mal. Mesmo todo o serviço, de um modo geral, é atrapalhado e pouco simpático. Cartão amarelo!
Quanto ao Populi, com uma oferta gastronómica menos interessante, continua na mesma, apesar da aposta forte (falhada) no sector dos vinhos. Escrevi na crónica acima referida que "Tenciono voltar e recomendo-o sem reservas, esperando que os aspectos menos positivos já se encontrem resolvidos". Afinal a carta continua sem os anos de colheita e os vinhos a copo já vêm servidos, sem que seja dada a oportunidade ao cliente de provar o vinho ou, no mínimo, ver a garrafa. Mais ainda, a única pessoa que percebia alguma coisa de vinhos, já se foi embora, não chegando a aquecer o lugar. Cartão vermelho!

sábado, 6 de outubro de 2012

Rescaldo da ida ao Norte (VII)

Para terminar a incursão em terras nortenhas, um salto a Melgaço, onde a casta Alvarinho é rainha. Abancámos no restaurante Foral de Melgaço, pertencente ao Hotel Monte do Prado. Sala ampla, moderna, luminosa, mesas bem aparelhadas, um grande terraço com esplanada e um meio envolvente de se lhe tirar o chapéu.
A lista de vinhos tem uma oferta excepcional de referências da Região de Vinhos Verdes, com especial incidência nos Alvarinhos, todos a preços muito aceitáveis. São 17 Alvarinhos, 9 brancos, 2 tintos, 5 espumantes e 2 aguardentes desta região. Acresce ainda uma boa oferta de champanhes, espumantes de outras regiões e 6 fortificados (3 Portos, 2 Madeiras e 1 Moscatel). Tem, ainda, brancos e tintos de outras regiões. O ponto fraco desta lista é a diminuta oferta de vinhos do Douro, que deveria merecer uma melhor atenção por parte dos responsáveis do restaurante.
A copo, pode-se escolher entre meia dúzia de referências, sendo os preços condizentes com a quantidade solicitada, 3, 6 ou 12 cl !? (confesso que não percebi bem a intenção desta diversidade). Nos vinhos a copo, a temperatura e quantidade são controladas por um equipamento tipo Enomatic (não fixei a marca). Paradoxalmente, não têm armários térmicos para controlo das temperaturas dos vinhos que se vendam à garrafa.
Bebeu-se o Qtª do Regueiro Reserva Alvarinho 2011 - fruta exuberante com notas e citrino e tropicais, mineral, belíssima acidez, estrutura e final de boca ligeiramente adocicado; o melhor elogio que lhe posso fazer é que não fica a perder com o Soalheiro. Nota 17,5. Este produtor engarrafou em 2006 um Alvarinho estagiado em madeira, situação esta que o responsável pelos vinhos ignorava e que nos levou a uma civilizada discussão.
Estou a chegar ao fim da crónica e ainda não referi a parte gastronómica. Comemos um delicioso "Polvo da Feira".
Quem for para aqueles lados, é obrigatório conhecer o Foral de Melgaço e/ou o Monte do Prado.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A Qtª do Crasto, a Blogosfera e a Bo Derek (II)

Continuando a crónica anterior...
4.A prova
Em ambiente recatado foram provados 8 vinhos, 1 branco e 7 tintos, sendo 3 da colheita de 2010 e estando os restantes já fora do mercado. De salientar que, no meu entender:
.a grande surpresa da prova foi o branco, a ter uma evolução surpreendente
.o teor alcoólico subiu acentuadamente das colheitas mais antigas, com excepção do Tinta Roriz, para a mais recente, passando dos 12 a 13 % vol. para os actuais 14 % vol.
.o mais velho deste painel (Reserva 94) ainda está cheio de saúde
Vejamos, então, as minhas impressões em versão telegráfica:
.Crasto 07 Branco (12,5 % vol.) - fruta madura, notas abaunilhadas, boa acidez, estruturado e equilibrado; evoluiu muito bem e está no ponto para ser consumido, mas aguenta mais 3/4 anos. Nota 17,5 (noutra situação 15,5+).
.Qtª do Crasto 98 (12,5 % vol.) - engarrafado em Junho 99, com base nas castas T.Roriz (30 %), T.Barroca (20 %) e T.Nacional (50 %); nuances atijoladas, aromas terciários, boca delicada, está na curva descendente; a despachar rapidamente. Nota 12,5.
.Qtª do Crasto T.Nacional 96 (12 % vol.) - engarrafado em Novembro 97, estagiou 1 ano em barricas de carvalho francês; côr ainda viva, especiado, chocolate preto, notas florais, acidez no ponto, elegante e equilibrado, taninos macios e bom final. Nota 17.
.Qtª do Crasto Reserva 94 (13 % vol.) - engarrafado em Novembro 95, estagiou 1 ano em barricas de carvalho francês; exuberância aromática, especiado, notas de tabaco e couro, taninos aveludados, final extenso; ainda está longe da reforma. Nota 17,5.
.Qtª do Crasto T.Roriz 97 (14 % vol.) - engarrafado em Novembro 98, estagiou 14 meses em carvalho americano; ainda com alguma fruta madura, redondo, algo marcado pela madeira, já passou pela fase mais interessante. Nota 16+.
.Crasto 10 (13,5 % vol.) - muito frutado, acidez e taninos discretos, algo chato na boca, moderno e fácil de beber, indicado para se beber enquanto novo. Nota 15 (noutra 15,5+).
.Crasto Superior 10 (14 % vol.) - produzido a partir de uvas do Douro Superior, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; aroma intenso, fruta vermelha, taninos macios e um final doce; fácil de beber, não é um vinho de guarda. Nota 16+ (noutra 16,5).
.Qtª do Crasto Vinhas Velhas 10 (14 % vol.) - estagiou 16 meses em barricas de carvalho francês e americano; alguma complexidade aromática, acidez no ponto, elegante e equilibrado, profundidade e final extenso; tem tudo no sítio e aguenta mais 7/8 anos. Nota 17,5+.
5.O almoço
Antes de irmos para a mesa, junto à piscina, bebemos o Crasto 11 Branco (terá uma evolução tão boa como o 07, interrogo-me) a acompanhar uns aperitivos. Obrigatório contemplar o rio e os vinhedos à volta. Uma paisagem deslumbrante, a preparar os espíritos e os corpos para o almoço. Só lá faltava a Bo Derek...
O repasto correu em ambiente de são convívio e na companhia do Pedro Almeida. Comemos o prato típico das vindimas, ou seja, uma bela feijoada, bem regada com uma série de pingas que foram desfilando pela mesa. Começámos pelo Crasto Superior 07 e continuámos com os tintos Vinhas Velhas 04 (em grande forma), Tinta Roriz 09 (ainda demasiado novo, para ser bebido agora) e Vinha da Ponte 04, versão magnum (a colheita da década e um grande vinho, do melhor que tenho bebido nos últimos anos). Depois, com a sobremesa, vieram o Porto Reserva (um rubi superior), o LBV 07 e o Vintage 87, a portarem-se bem.
Aproveito para dar uma boa notícia aos apreciadores do estilo tawny, onde eu me incluo: a Qtª do Crasto vai lançar um Colheita 97, ainda não engarrafado. Aguardemos, então...
6.A fechar
Contabilizados os vinhos provados à séria (8) e os bebidos descontraidamente no almoço (8), chegamos ao total de 16, o que já é uma quantidade de respeito. O pessoal da Qtª do Crasto esmerou-se. Fomos mesmo bem tratados!
A propósito e consultado o meu Quadro de Honra de Vinhos Tintos (vinhos registados e classificados com 18,5 ou mais), balanço feito em 21/8/2012, constato que a Qtª do Crasto está em 1º lugar com 13 referências (4 Vinha da Ponte, 4 Maria Teresa, 3 T.Nacional, 1 Vinhas Velhas e 1 Xisto). É, pois o produtor da minha preferência.
Finalmente, não resisto a repetir o que já escrevi em crónica anterior: "(...) as nossas relações pessoais e institucionais com as pessoas da Qtª do Crasto, foram sempre exemplares. Eles são uns grandes Senhores! (...)".


terça-feira, 2 de outubro de 2012

A Qtª do Crasto, a Blogosfera e a Bo Derek (I)

1.Preâmbulo
A minha ligação à Qtª do Crasto e aos seus responsáveis já vem de longe, desde que nos conhecemos numa feira mundial em Bordéus (1998?). Desde então para cá, praticamente todos os anos, a Qtª do Crasto, com os seus vinhos e os seus responsáveis, inicialmente a sós e, posteriormente, integrada no colectivo Douro Boys, esteve presente em eventos organizados pelas CAV. Foram provas, jantares (também houve 1 almoço) e visitas ao Douro com o nosso antigo núcleo duro. Posteriormente, depois de termos deixado as CAV, estivemos (o Juca e eu) num jantar do Corte Inglês e, a convite do nosso amigo Tomás Roquete, num almoço na própria quinta.
Algumas destas actividades, relatei-as em crónicas publicadas neste mesmo blogue:
."O último evento das CAV: 2 anos depois", em 31/10/2011
."Jantar Qtª do Crasto", em 22/4/2012
."Matar saudades...", em 16/5/2012
2.Os sortudos
Tive agora a ocasião de voltar à Qtª do Crasto, integrado numa visita expressamente organizada para a blogosfera. Estão de parabéns os seus responsáveis, ao terem a sensibilidade para entender que a participação em provas de vinhos não se esgota na opinião dos críticos encartados. É sempre positivo ouvir outras abordagens. No passado, também tive a ocasião de ter participado em eventos semelhantes, que aqui dei notícia:
."A Herdade das Servas e a Blogosfera", em 22/1/2011
."Evento Wine Bloggers na José Maria da Fonseca", em 25/10/2011
."João Portugal Ramos e a Blogosfera", em 3/6/2012
Para memória futura, responderam ao convite os seguintes bloguistas e afins (por ordem alafabética):
.Adega dos leigos (Nuno Ciríaco)
.Abílio Neto (freelancer)
.Art meets bacchus (Rui Lourenço Pereira)
.Comer, beber, lazer (Carlos Janeiro)
.Enófilo militante (eu próprio)
.Os vinhos (Pedro Barata)
.Saca a rolha (Nuno Garcia)
.Wine & lifestyle (André Peres)
.Vinho Porto vintage (Francisco Brito)
3.A grande recepção
Roam-se de inveja os bloguistas que não puderam comparecer. À nossa chegada, estava a Bo Derek, actriz já retirada dos écrans! Era o que poderia pensar alguém que não estivesse a par do evento Douro Film Harvest. De facto, foi uma feliz coincidência. Ela efectivamente dormiu na Qtª do Crasto, na qualidade de homenageada na 4ª edição do referido evento, do qual o anfitrião era parceiro.
Fomos recebidos pelo Tomás Roquette e Pedro Almeida, tendo sido este último que nos acompanhou em toda a visita. O ritmo de visitas, nesta altura de vindimas é infernal. Durante o dia de sábado 29 de Setembro, para além da Bo Derek, estiveram pessoas ligadas ao Douro Film Harvest, o nosso grupo de bloguistas, agentes importadores colombianos, gente ligada a Angola, um fotógrafo em serviço, para além de familiares de colaboradores que ali trabalham. Um frenesim...
Também tivémos contactos com  Manuel Lobo e Cátia Barbeta (o consultor Dominic Morris já não acompanhou esta vindima), que constituem a equipa de enologia, Manuel Luis Gomes, responsável pela viticultura (há, ainda, o Tiago Nogueira, que tem a cargo as vinhas do Douro Superior) e a Rosário Sousa, do laboratório.
E seria injusto não referir o Poli, simpático ser de 4 patas, que nos acompanhou durante toda a visita!
Em próxima crónica darei notícia das provas e do almoço.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Próximos eventos a não perder

Para quem andar distraído, lembro os próximos eventos a não perder:
.Vinhos do Alentejo em Lisboa, na Fundação Champalimaud (organização da CVRAlentejo)
dias 12/10 (das 15 às 21 h) e 13/10 (das 16 às 21 h)
.Mercado de Vinhos no Campo Pequeno
dias 1 a 4/11 (das 11 às 21 h)
.Encontro com o Vinho e Sabores 2012, no Centro de Congressos de Lisboa (organização da Revista de Vinhos)
dias 9/11 (das 18 às 22 h), 10 e 11 (das 14 às 20 h) e, ainda, 12 (das 11 às 18 h, só para profissionais)