sábado, 19 de janeiro de 2013

Petiscos em Lisboa (XI)

Fui conhecer um espaço que dá pelo nome de Oficina do Duque (fica na Calçada do Duque), pois fiquei curioso com as referências positivas lidas na Revista do Expresso. Senti-me algo enganado: a oferta petisqueira é só ao jantar (eu fui à hora do almoço), o que não faz sentido. Chamam-lhe "para beliscar a 2". No entanto, aquilo que comi (sopa de abóbora, pevides e azeite e, como prato, bacalhau, massa filo e manjericão) dá para perceber que a cozinha estará em boas mãos.
Sala confortável, algo despojada, toalhas de plástico, guardanapos de pano, cozinha aberta a deixar passar os cheiros, o que nem sempre é agradável.
Quanto a vinhos, a quantidade para este tipo de espaço é mais do que suficiente: 1 champanhe, 1 espumante, 12 brancos, 18 tintos e 3 Portos. A selecção é algo original, mas os anos de colheita estão omissos na carta. A copo, apenas 1 branco e 2 tintos, o que é manifestamente insuficiente. Os tintos estão à temperatura ambiente, mas disseram-me que tencionam resolver esse problema a curto prazo. Veremos...
Bebi o único branco a copo, o duriense Colleja 2010 (2,50 €) que se mostrou neutro no nariz e algo chato na boca. Já vinha servido num copo pouco apropriado e não foi dado a provar. Depois do meu reparo, mostraram-me a garrafa e pediram-me desculpa pelo sucedido. Foi simpático, mas não me parece que vão melhorar o mau serviço de vinhos.

Sem comentários:

Enviar um comentário