terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Almoço no Guilty by Olivier

Há coisa de 1 mês poisei no Guilty. Andava de olho nele há já algum tempo, passando-lhe à porta sempre que a oferta da Cinemateca, um dos meus destinos em Lisboa, situada do outro lado da Barata Salgueiro, me despertava o interesse. Mais ainda, notícias sobre complicações com a ASAE, aguçaram-me o apetite e a curiosidade.
É um espaço amplo, com a cozinha aberta ao fundo e, com bom tempo, uma invejável esplanada com capacidade para 24 a 36 mastigantes.
 Nas mesas, toalhetes de papel e guardanapos de pano, o que não dá a gota com a perdigota. Este Guilty pareceu-me vocacionado para gente jóvem, com algum dinheiro, com pouca "massa" crítica, mas onde se podem comer umas boas massas (comi a Calabrese, 15 €) e, também, umas hamburgas substanciais. Música ambiente excessivamente alta e espaço totalmente dedicado aos fumadores, o que não é muito simpático.
Carta de vinhos com algum critério, mas com opções que não entendo de todo, nomeadamente uma aposta exagerada em champanhes (são mais de 20!), em contraponto com a gritante ausência de oferta de espumantes (também não vislumbrei vinhos fortificados), tudo a preços demenciais.
Bebi, a copo, o branco Montefino Olivier 2011 (5 €) - aroma exuberante, muito frutado e fresco, final algo adocicado. Nota 15,5. Cumpre bem a sua função de acompanhante de massas. Lamentavelmente já vinha servido, embora num bom copo. A meu pedido, a empregada, com um ar deveras enfadado, mostrou-me a garrafa.
Como a sala estava cheia, deduzo que a aposta está ganha. Mas não contem comigo para lá voltar a pôr os pés, por muitas vezes que ali passe para ir à Cinemateca.

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