sábado, 30 de março de 2013

No rescaldo do Lisboa Restaurantt Week (LRW)

Por 19 € + 1 € (este destinado a causas sociais), vale a pena participar neste evento para conhecer ou revisitar espaços de restauração interessantes. No passado aproveitei para ir ao Guarda Real (Hotel Real Palácio), Faz Figura, Casa da Comida, Estufa Real, Petra Rio, Papa Açorda, Bica do Sapato, Claro!, Vela Latina, Tágide e Colares Velho.
Nesta última edição do LRW, em março de 2013, visitei o Flores do Bairro (F), situado no Bairro Alto Hotel, e o Aura (A), o mais antigo dos restaurantes instalados no Terreiro do Paço.
1.A sala e o ambiente
Ambiente informal, algumas mesas pouco adequadas e assentos algo desconfortaveis no F.
Espaço mais requintado, mas algo pretensioso, presença de uma relações públicas cuja finalidade não entendi e música alta no A. Neste espaço presenciei algumas cenas caricatas, protagonizadas pelos turistas que estavam na esplanada e entravam no restaurante à procura das casas de banho. Um aspecto a corrigir.
2.O menú
No F provei trilogia de peixes, lascas de chambão, arroz de berbigão com chips de pampo e crumble de maçã com gelado de baunilha. Estava tudo muito bom. Nota alta para o chefe Vasco Lello.
No A optei por sopa à alentejana com bacalhau, asa de raia braseada com puré de batata e tarte folhada de maçã. No geral a comida estava boa, com excepção da raia, demasiado passada e algo seca. O responsável pelos tachos é o chefe Duarte Mathias.
3.Os vinhos
O F tem uma uma belíssima oferta de vinhos a copo, tendo eu contabilizado 4 champanhes, 1 espumante, 12 brancos, 12 tintos, 1 rosé e 4 Vinhos do Porto, mas a preços de hotel, ou seja, demasiado puxados.
Bebi Qtª de Camarate Seco 2011 (5,50 €) - frutado, notas fumadas, boa acidez, fresco, elegante e descomplexado. Cumpriu bem a sua função. Nota 16.
O A também tem uma boa oferta a copo e ganha claramente nos vinhos fortificados. Contabilizei 1 espumante, 8 brancos, 12 tintos, 1 rosé, 10 Portos e 3 Madeiras, a preços mais aceitáveis.
Consumi o Beira Quartz 2011 (3,50 €) - enologia do Rui Reboredo Madeira, garantia de qualidade nos brancos; fruta evidente nada enjoativa, bela acidez, elegante e harmonioso, alguma gordura, estrutura e final de boca; gastronónico; excelente relação preço/qualidade. Nota 16,5+.
4.O serviço
No F a garrafa veio à mesa e dado a provar. Foi servido por 2 vezes em "meias doses" para não aquecer no copo que, aliás, era de qualidade. É um pormenor simpático, embora de dificil controlo da quantidade servida. O serviço foi sempre eficiente e muito simpático. Não vislumbrei a figura de um chefe de sala, o que achei estranho num restaurante de hotel.
No A o serviço de vinhos é de luxo ou não estivesse lá o Armindo Saraiva, que veio do Assinatura. O vinho foi previamente provado por ele e só depois deu a provar, num bom copo e sempre com a garrafa à vista. Foi servida uma quantidade generosa.
O dono veio à mesa para saber se estava tudo a correr bem, o que foi uma mais valia.
5.Os preços  e os postais
O F não cobrou nem a água nem o couver, o que deveria ser o procedimento correcto no âmbito do LRW. Mas, no entanto, não entregou os postais que até dizem "Leve este postal. Só assim assegura o seu contributo!". Esquecimento?
Já o A cobrou o couver (2,50 € por cabeça) e a água (3,20 € por garrafa de litro), mas entregou um postal por cada pessoa presente.
E lá para setembro ou outubro vai haver mais. Estejamos atentos!

2 comentários:

  1. Nunca estive nestes restaurant weeks. Até porque não posso jantar fora tanto como gostava... Foi por coincidência que nessa mesma semana foi jantar ao italiano come prima. E fiquei na mesa ao lado do soutor Relvas. Infelizes e estomacalmente nocivos acasos àparte, a comida teve boa nota, mas o ambiente é também informal, mesas muito coladas e ruído com fartura (sexta à noite). Olhando a esse ambiente informal e ruidoso não seria de esperar a boa oferta a copo e ampla garrafeira que possui. Os copos eram bons, tal como o foram as temperaturas. O serviço simpático, mas não propriamente especializado em vinhos. Ou seja, a carta de vinhos chama enófilos, mas o serviço ainda não está dirigido a eles. Quanto aos pratos, boa pizza de massa fina, não é a melhor de Lisboa, mas gostei, e o tamboril em tomate com gambas e salada cumpriu. Sobremesa com nota muito alta no tiramisú, e a pannacotta embora mais cremosa e incosistente que o ideal estava muito bem no sabor.

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    1. Obrigado pelo relato da sua experiência.

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