sexta-feira, 19 de abril de 2013

Petiscos em Lisboa (XII)

Esta crónica poderia ser mais uma "À descoberta do Terreiro do Paço", na sequência das publicadas em 29/7/2012 (dedicada ao Populi), 30/8/2012 (Can the Can), 8/9/2012 (Museu da Cerveja) e 7/10/2012 (Can the can e Populi revisitados), mas optei pelos "Petiscos em Lisboa", depois de ter poisado no Ministerium Cantina.
Este espaço levou uma grande volta, com a entrada do Nuno Bergonse, vindo do "Pedro e o Lobo", agora o responsável pelos tachos. Não tem nada a haver com o passado, pois a ementa melhorou espectacularmente. Tem, ainda, uma apetecível esplanada para estes dias solarentos, mas em contra-partida, a música ambiente é demasiado ruidosa para o meu gosto.
Apesar de incidir preferencialmente na petisqueira, a criatividade deste novo chefe está bem visível. Destaco na nova ementa 12 items para picar, 4 pregos/hamburgas, 4 queijos e 4 enchidos, para além de alguns pratos normais.
Comi bolinhos de bacalhau com molho de iogurte e cebolinho(os melhores que alguma vez provei na restauração; teriam ganho o concurso se tivessem entrado) e polvinhos à Bulhão Pato (saborosos, mas pura pedofilia).
Quanto aos vinhos contabilizei (entre parêntesis os que se podem beber a copo) 2 espumantes (1), 13 brancos (5), 11 tintos (3), 2 rosés (1) e 6 Portos (6). A selecção é criteriosa mas, lamentavelmente, sem indicação dos anos de colheita e a preços demasiado altos (dizia-me a empregada, algo ingenuamente, "sabe, andam por aí muitos turistas e o restaurante precisa de ganhar dinheiro"). Pois...
Pedi um copo do branco Duque de Viseu 2012 (5 €) - frutado, simples, mas  com alguma acidez e estrutura, a cumprir bem a sua função; para beber em novo. Nota 16.
Como me apercebi que os copos já vinham servidos, pedi para ver a garrafa. Esta foi mostrada, o vinho dado a provar e servida uma porção generosa num bom copo. Serviço simpático e eficiente.
Recomendo.

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