terça-feira, 21 de maio de 2013

Novo Formato+ (11ª sessão)

Mais uma sessão deste núcleo duro de enófilos. Desta vez o anfitrião foi o casal Alfredo/Ana Maria, que escolheu a cantina dos empregados do Banco de Portugal, na Qtª da Fonte Santa. Os vinhos vieram direitinhos da garrafeira do Alfredo, a saber: 1 espumante, 2 brancos, 2 tintos e 2 fortificados, todos pertencentes a um patamar claramente alto e a portarem-se bem. E eles foram:
.Espumante Lopo de Freitas (Caves São Domingos) 2008 - muito fresco e elegante, precisa de comida para aguentar a sua acidez evidente. Nota 16,5.
.Primus 2009 - aroma exuberante, acidez equilibrada, alguma gordura, madeira discreta, estrutura e final longo. Um dos melhores brancos que se fazem em Portugal. Nota 17,5+ (noutra situação, a mesma nota).
.Paço dos Cunhas de Santar Vinha do Contador 2010 - aroma discreto, madeira ainda muito presente, acidez q.b., estrutura e final médios. Nota 17 (noutra 17,5).
Acompanharam um belo arroz de garoupa e camarão e, ainda, um laminado de bacalhau. É frequente, na restauração, chamarem-lhe carpaccio de bacalhau,  o que é incorrecto. Falar em carpaccio equivale a falar em naco de lombo de novilho, cortado em fatias finíssimas, sendo o seu criador Giuseppe Cipriani, natural de Verona. Esta história e outras, podem ser lidas em "Os Mistérios do Abade de Priscos e outras histórias curiosas e deliciosas da gastronomia", da autoria de Fortunato da Câmara, jornalista e crítico gastronómico do Fugas (separata de sábado do jornal Público). Aconselho aos eventuais gastrónomos interessados.
.Touriga Chã 2008 - frutado, taninos presentes ainda por domar, algo desequilibrado (os seus 15% vol. também não ajudam), precisa de meia dúzia de anos de garrafa para tudo se harmonizar. Nota 17.
.Antónia Adelaide Ferreira 2008 - estagiou 2 anos em barricas de carvalho francês; aroma presente, elegante e equilibrado, acidez no ponto, taninos de veludo, estrutura e final longo. Nota 18 (noutras 18,5/17,5+).
Os tintos foram acompanhados por um naco de vitela com molho de queijo de ovelha, o que o tornou demasiado pesado, embora saboroso.
.Graham's 30 Anos (engarrafado em 2012) - notas de iodo e brandy, alguma gordura, acidez no ponto, elegante, taninos presentes e bom final de boca. Nota 17,5+ (noutra 18).
.Ramos Pinto Colheita 1937 (engarrafado em 1979) - frutos secos, notas de iodo, acidez bem presente, elegância, final muito longo. Nota 18 (noutra a mesma nota; francamente superior ao engarrafamento de 1968, nota 16,5+).
Estes fortificados casaram bem com um Pudim Abade de Priscos (feito com presunto 5 Jotas, segundo informação dada) e laminado de abacaxi.
Mais uma grande jornada. Obrigado, Alfredo e Ana Maria!

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