quinta-feira, 25 de julho de 2013

Roubos e "distracções" (II)

Há cerca de 1 ano (5/8/2012) publiquei a crónica "Roubos e distracções", mas sem ter esgotado o tema. Hoje partilho com os leitores deste blogue mais umas tantas histórias que, entretanto, me fui lembrando:
1.O guia do José Salvador
Esta passou-se em 2002 ou 2003, quando o José Salvador ainda publicava os seus roteiros. Para possibilitar a consulta por parte dos nossos clientes, tínhamos 1 exemplar colocado num expositor, bem à vista. Num belo dia, calhou olhar para o local e constatar um vazio no lugar do livro. Disse para mim "p....ainda há 1 minuto estava ali". Nesse momento estava a sair da loja um casal jovem com bom aspecto, mas azar dos azares (para o rapaz, claro), o guia, metido no bolso do respectivo sobretudo, saía um pouco para fora. Interceptei-o num ápice e ouvi-o dizer muito baixinho "não sei como é que veio aqui parar...".
Posto na rua, sem o livro e devidamente insultado, nunca mais o vi. Presumo que a zona de Belém tivesse deixado de ser um destino para aquele jovem. 
2.Os copos de prova
Durante mais de 10 anos, decorreram nas CAV, apresentações e provas de vinhos, organizadas por nós (o Juca e eu), utilizando, para o efeito, copos de prova com o nosso logo.
Fomos constatando, porém, que a sua existência ia diminuindo com o tempo. Prova para prova, uns tantos copos caminhavam para outras moradas, mas iam deixando algum rasto. À medida que íamos identificando os suspeitos, expurgavamo-los da base de dados, deixando de receber os convites para as provas. No entanto, ou porque nem todos tivessem sido abatidos ou porque sabiam através de outros clientes, continuaram a aparecer com a maior das latas, como se nada fosse com eles...
 Até que, numa das últimas provas, um dos familiares do meu sócio os interpelou quando se retiravam com os copos na mão. É preciso descaramento e completa ausência de vergonha!
Mas eles andam por aí. Já os tenho avistado em provas organizadas por outras garrafeiras. Não sei se se deixaram destas indecorosas actividades ou se os copos não são suficientemente aliciantes.
3.O cliente debaixo de olho
Um dia, um responsável por uma outra garrafeira, com quem eu tinha as melhores relações, passou pelas CAV e inquiriu-me "fulano tal é vosso cliente?". Perante a minha resposta afirmativa, retorquiu "ponham-se a pau, pois já o apanhei em flagrante".
Escusado será dizer que as hipóteses de repetir tal cena connosco, ficaram reduzidas ao mínimo. Os nossos empregados, devidamente industriados, mal ele entrava na loja, colavam-se-lhe, não lhe dando qualquer hipótese de levar algum produto sem o pagar.
 Fiquei e sempre ficarei na dúvida se, antes do aviso, já se teria abastecido de borla ou não, abusando da nossa confiança. Só ele o saberá! 

5 comentários:

  1. eu nunca levei nenhum... :D

    quando estive a trabalhar numa garrafeira também havia casos em que era óbvio que o... "cliente" necessitava de... "babysitter"! ainda por cima a referida garrafeira tinha diversos recantos e esconderijos... também havia os profissionais que entravam a perguntar qual era a garrafa mais cara da loja, fingindo-se turistas com poder de compra... os empregados estvam instruídos a dizer que as garrafas eram todas baratas.

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  2. Fiquei curioso. Já agora pode-se saber em que garrafeira trabalhou?

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  3. um desses falsos turistas chegou a chocalhar um noval vintage 1994

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  4. Obrigado pela informação.

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