sábado, 10 de agosto de 2013

Curtas (XIV)

1.Cervejaria da Esquina revisitada
Tinha prometido voltar à Cervejaria da Esquina para matar saudades do prego de atum (ver  a crónica "Uma volta por Campo de Ourique (II)", publicada em 18/1/2012. Promessa cumprida!
Com alguma falta de imaginação, voltei a provar exactamente o que tinha comido quando da primeira visita a este espaço, ou seja, creme de marisco e prego de atum no pão, tudo ao nível da excelência. A diferença é que, desta vez, a chefe Catarina Silva, já minha conhecida dos saudosos tempos em que as Coisas do Arco do Vinho organizavam jantares vínicos no CCB (restaurante A Commenda),nos obsequiou, à sobremesa, com  um quarteto de óptimas gulodices (sorbet de limão, pudim de chá Gorriana, leite de creme e salame de chocolate). Obrigado Catarina!
Na sala, sob a  responsabilidade do Edgar Matos, pratica-se um serviço de vinhos de qualidade. A garrafa vem à mesa, o vinho é dado a provar num bom copo, a quantidade é boa, embora servida a olho.
Bebi um copo de Deu-la-Deu Alvarinho 2012 (5 €) - aroma intenso, muito limonado, acidez equilibrada, alguma estrutura e final de boca médio; acompanhou bem a refeição. Nota 16,5+.
Volto a recomendar este espaço e tenciono voltar.
2.Este Oeste
É um 3 em 1 (pizza, sushi e café) que veio ocupar o lugar da cafetaria Quadrante, localizada no CCB.
Recuei no tempo umas dezenas de anos e experimentei uma pizza, até porque este espaço tem forno e é tudo feito no momento. Até aqui tudo bem, o pior é o serviço, demasiado descuidado.
Ao sentarmo-nos reparámos que a mesa estava suja e só foi limpa a nosso pedido, a contra gosto da empregada. Quando pedimos 2 cafés cheios, ouvimos a empregada (outra) a encomendar "2 cafés", ignorando completamente o desejo do cliente. Teve trabalho a dobrar, pois os mesmos foram de imediato devolvidos. Mas o mau serviço continuou, pois pedida a conta e mostrado o cartão de cliente amigo do CCB, com direito a 10 % de desconto, isto foi ignorado, do que resultou mais tempo perdido a corrigir o que deveria ter sido feito em condições. Mais grave ainda, uma das empregadas que estava a enrolar guardanapos (ou toalhetes?), deixou cair um no chão, mas não se atrapalhou. Pegou no dito e colocou-o, calmamente junto dos outros!
Com este Este Oeste, não quero mais nada. Foi uma vez por engano...
3.Obrigatório ler
Na crónica Curtas (XII), publicada em 26/6/2013, aconselhei a leitura do livro "Da Corrupção à Crise" do Paulo de Morais. Hoje aconselho outro, que complementa o anterior e vem na linha de "Os Donos de Portugal". Chama-se "Os Previligiados", cujo autor é o jornalista Gustavo Sampaio e a editora a Esfera dos Livros. Para aguçar o apetite transcrevo parte da contra-capa: "(...) um livro revelador, onde, depois de uma exaustiva e rigorosa pesquisa, nos apresenta as zonas cinzentas entre o interesse público e privado, e faz as ligações que nos permitem perceber como políticos e ex-políticos gerem interesses, movem influências e beneficiam de direitos adquiridos". 

3 comentários:

  1. Nas suas cronicas que tenho vindo a acompanhar, normalmente costuma referir-se ou apontar quanto ao preço do vinho a copo...se em conta, se exagerado, etc...Mas no caso do Cervejaria da Esquina não fez qq referência...E quando estamos a falar de 5€ por um copo de Deu-la-Deu, que é quase o custo da garrafa...acho que se justificava dizer qq coisa.
    Com os melhores cumprimentos,

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  2. Tem toda a razão. Concordo que é caro, apesar do espaço, e pode afastar eventuais clientes.

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  3. se o deu la deu custar 6€ no supermercado, e o restaurante vender a garrafa a 15€ (o que já seria caro), se o copo fosse 4€ já era algo caro. embora haja muita gente que defende pura e simplesmente que se deve dividir o preço da garrafa por 5, admito um ligeiro ajuste. acho que 3.50€ seria aceitável. neste ponto tb achei o Umai muito correcto.

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