domingo, 20 de outubro de 2013

Almoço no Chefe Cordeiro

O chefe Cordeiro instalou-se na área onde funcionou o antigo restaurante Terreiro do Paço, em tempos explorado pela saudosa Júlia Vinagre. Tenho uma inesquecível ligação afectiva àquele espaço, resultante da parceria das CAV com aquele restaurante, onde fui o responsável pela carta de vinhos, com quase total autonomia (a única imposição da Júlia Vinagre foi incluir, por motivos óbvios, vinhos da Herdade do Esporão).
O piso inferior, destinado a clientes com orçamentos mais apertados, é o que está a funcionar, prevendo-se que o piso superior, este dedicado a quem não tenha problemas orçamentais, venha a abrir até ao final do ano.
O espaço que está a funcionar, caracteriza-se pelo ambiente informal, mesas despojadas, música um tanto alta e serviço simpático e profissional. Aliás o responsável pela sala é o escanção Armindo Saraiva, já meu conhecido do Assinatura e do Aura. Uma mais valia para o restaurante.
A ementa é alargada e inclui uma boa oferta petisqueira (21 petiscos).Optei pelos petiscos (fava rica, cenoura à Algarvia, coelho de escabeche e salada de polvo com molho verde), o que foi mais do que suficiente para ficar bem almoçado.
Quanto a vinhos, tem uma boa e pujante selecção, com uma apreciável quantidade de vinhos a copo, preços acessíveis, mas lamentavelmente é omissa quanto a anos de colheita. Inventariei (entre parentesis as opções a copo) 5 espumantes (4), 5 champanhes (1), 42 brancos (14), 42 tintos (12), 5 rosés (1), 4 colheitas tardias (1), 17 Portos, 2 Madeiras, 4 Moscatéis e 2 licorosos (todos os fortificados a copo).
Bebi um copo do branco Confradeiro 2012 (4 €) - presença de citrinos, acidez equilibrada, notas amanteigadas, algum volume e muito gastronómico. Nota 16,5.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar, num bom copo e uma quantidade generosa, servida a olho. Quem optar por tinto, pode ficar descansado, pois o restaurante possui armários térmicos.
Em conclusão, gostei, recomendo e tenciono voltar.

1 comentário:

  1. Este é sem espinhas e acredito que quando abrir no andar de cima o restaurante "de assinatura", também o será, noutra gama. Os rissóis de camarão são épicos. Muito bons pastéis de bacalhau. O mesmo para as moelas. Orelha... eu não gosto, mas até "lá fui". O bife maturado é de comer em silêncio absoluto...

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