sábado, 2 de novembro de 2013

Os vinhos do Celso Pereira

1.O jantar vínico
Mais uma iniciativa da Garrafeira Néctar das Avenidas, em parceria com o restaurante do Real Palácio Hotel. Contámos com a presença do produtor e enólogo Celso Pereira que nos trouxe 1 espumante, 2 brancos e 2 tintos e, ainda, 1 Moscatel de Favaios. 
O vinho de boas vindas e que acompanhou uns canapés foi o espumante Vértice Cuvée 2010 (dégorgement feito em 2013) que cumpriu bem a sua missão. Seguiram-se:
.Terra a Terra Reserva 2011 branco - com base nas castas Gouveio, Viosinho e Rabigato; nariz discreto, fruta madura, acidez e mineralidade, madeira ainda presente; precisa de tempo de garrafa para se harmonizar. Nota 16.
Acompanhou o amouse bouche, uma vieira braseada, com puré de ervilhas e presunto crocante.
.Terra a Terra Reserva 2010 tinto - com base nas castas T.Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; ainda com muita fruta, especiado, boa acidez, taninos redondos, algum volume e final de boca; em forma mais 2/3 anos. Nota 17.
Não gostei da ligação com a entrada, um duo de queijo de cabra. O branco anterior casou muito melhor.
.Quanta Terra Grande Reserva 2010 tinto - complexidade aromática, fruta, notas florais, acidez equilibrada, especiado, taninos firmes, apreciável volume  e final de boca. A consumir nos próximos 7/8 anos. Nota 18.
Maridou muito bem com alcatra de vitela, esmagada de cogumelos e batata e mil folhas de legumes.
.Quanta Terra Grande Reserva 2010 branco - nariz exuberante e complexo, notas florais, frescura e mineralidade, alguma gordura, volume e final de boca, gastronómico. Aguenta bem mais 3/4 anos. Nota 17,5.
Fez-lhe companhia tábua de queijos, torta da Ericeira e gelado de frutos vermelhos.
De referir que o chefe Ricardo Mourão, já elogiado anteriormente, não esteve.
2. A prova
Teve lugar no novo espaço da Néctar das Avenidas e ocorreu na véspera do jantar. O Celso vestiu outra camisola, a do Pinga Amores, na qualidade de enólogo e sócio da empresa produtora. Eu, aqui há alguns anos, tinha provado a 1ª versão do Pinga Amores que não me convenceu na altura. Mas agora fiquei completamente rendido, pois tanto o Colheita Seleccionada, como o Reserva e o Grande Reserva (todos alentejanos e de 2011), cada um no seu patamar, deram-me um grande prazer.
Fico é surpreendido com o nome, pois há um outro vinho (da Região Tejo) chamado Ping'Amor! Quem se inspirou em quem? 


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