sábado, 16 de novembro de 2013

Provar vinhos no Chafariz com a Herdade das Servas

A convite da Herdade das Servas (H.S.), estive no Chafariz do Vinho (a enoteca de que o João Paulo Martins é sócio) a provar os seus últimos lançamentos. A H.S. estava em peso, com os produtores Carlos e Luis Mira, o enólogo Tiago Garcia e o comercial Artur Diogo, equipa que se mantém junta há uma série de anos, o que é um sinal fortemente positivo. O convite foi dirigido a jornalistas e críticos (estavam presentes a Revista de Vinhos, semanário Sol, jornais Público e I) e, em pé de igualdade, a bloguistas, o que mais uma vez se louva (já o tinha referido na crónica "A Herdade das Servas e a Blogosfera", publicada em 22/1/2011).
Em linguagem telegráfica, aqui ficam as minhas impressões dos vinhos que provei, mas sem as ter conseguido registar; ficando só o que a memória reteve (todos ostentam o nome Herdade das Servas, ou seja, pertencem à gama alta/média alta deste produtor) :
.Colheita Seleccionada 2012 branco - com base nas castas Alvarinho (50%), Roupeiro (25%) e Viognier (25%); precisa de mais tempo de garrafa para se mostrar. Nota 16,5+.
.Reserva Syrah/T.Nacional 2009 - estas castas fizeram um bom casamento; é o mais harmonioso e equilibrado dos 3 tintos apresentados. Nota 17,5.
.Reserva Alfrocheiro 2010 - para mim o menos interessante; prejudicado por um final excessivamente doce, para o meu gosto. Nota 16,5.
.Reserva Petit Verdot 2010 - correcto e muito afinado, com a casta a dar o melhor de si. Nota 16,5+.
.Reserva Vinhas Velhas 2009 - provado já fora do contexto; um belíssimo tinto alentejano, que tem evoluído muito bem. Nota 18.
Como conclusão, tiro o meu chapéu a este produtor que não teve a pressa, como faz a maioria, em pôr os seus vinhos no mercado, antes que os mesmos estivessem prontos. Os tintos estagiaram de 12 a 14 meses em barricas de carvalho francês (70 a 80%) e americano (30 a 20%). Mais ainda: depois do estágio em barrica, ainda ficaram a dormir 12 meses na garrafa. Só é pena que tenham um grau alcoólico tão elevado (14,5 % vol. o branco e 15 % vol. os tintos), embora não se note. Mas, ao 3º copo, é complicado se nos mandarem soprar no balão!
Quanto ao local da prova, o Chafariz é um espaço belíssimo que todos os enófilos deveriam conhecer. Ali se pode petiscar e degustar uma série de vinhos, a copo ou em garrafa e, para quem não saiba, o Museu da Água da EPAL organiza visitas guiadas à galeria do Loreto, um troço da Patriarcal (no Príncipe Real) a São Pedro de Alcântara, sempre por baixo do chão.
A terminar, o JPM lembrou o protocolo com a CML e a EPAL. Mas não disse que a assinatura do dito protocolo, que teve lugar no gabinete do Presidente da Câmara (na altura, o João Soares), se a memória não me atraiçoa, teve o apoio das Coisas do Arco Vinho com o Porto Churchill Dry White. Eu estive lá.

1 comentário:

  1. trouxe do EVS uma garrafa desse petit verdot... tendo gostado ja de 2 exemplares alentejanos da casta, nao resisti.

    ResponderEliminar