terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Grupo dos 3 (34ª sessão)

E já vão 34 sessões com este núcleo duríssimo (Juca, João Quintela e eu). Com os vinhos da minha garrafeira foi a 12ª , sempre em espaços de restauração diferentes. O 1º foi em 18/3/2010, poucos dias depois de nos termos reformado das CAV (eu e o Juca), no Nariz de Vinho Tinto, entretanto já encerrado. Também já encerraram o Xico's e o Manifesto, enquanto a Casa da Comida mudou de nome e alterou a sua filosofia. Continuam a laborar A Commenda, Assinatura, Sem Dúvida, Bg Bar, Tapas e Wine Bar Tágide, Jacinto e Rubro Avenida.
Desta vez escolhi o Chefe Cordeiro, já aqui referido em "Almoço no Chefe Cordeiro", crónica publicada em 20/10/2013. Levei 3 vinhos Bairrada (1 branco desconhecido dos meus parceiros, 2 tintos da colheita de 2005) e 1 Moscatel da JMF. Desfilaram:
.Grande Follies Vinhas da Qtª da Aguieira 2009 (garrafa nº 524 de 2680) - nariz discreto, citrinos, notas florais, acidez equilibrada, alguma gordura, volume de boca; gastronómico. Uma boa surpresa, comprada em saldo, na loja da Aveleda, por a colheita já ser antiga!? Nota 17,5+.
Acompanhou tártaro de espadarte.
.Qtª das Bageiras Garrafeira 2005 - (garrafa nº 2460 de 6755); com base nas castas Baga (80%) e T.Nacional (20%); aroma com alguma complexidade, acidez bem presente, especiado, taninos já domados, algum volume e final longo. No ponto para ser bebido, embora aguente mais 4/5 anos. Alguma irregularidade na sua evolução. Nota 17,5 (noutras situações 15/17/16,5/18,5/18+/17+).
Fez companhia a bacalhau confitado em cama de cogumelos e legumes.
.Kompassus Private Selection Baga 2005 - estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; grande complexidade de aromas e sabores, especiado, notas de chocolate preto, grande volume de boca e final longo. Este vinho é uma das minhas paixões e tem uma regularidade impressionante. Em forma mais meia dúzia de anos. Nota 18,5+ (noutras 18,5/18,5+/18,5/18/18,5+/18,5/18,5).
Maridou bem com cachaço de porco confitado com espuma de batata e grelos.
.Moscatel Superior 1962 - complexidade aromática, frutos secos, citrinos, notas de mel, acidez equilibrada, acentuado volume de boca e final muito longo. Nota 18,5+ (noutra também 18,5+).
Foi bem com papo d' anjo com recheio de doce e ovos, compota de laranja e gelado de baunilha.
Resumindo, mais uma grande sessão de convívio, com bons vinhos e gastronomia à altura. Serviço de vinhos profissional, sob a responsabilidade do Armindo Saraiva. Só uma nota negativa: as garrafas vieram à mesa embrulhadas, pois o restaurante não tem ainda decantadores. Ó chefe José Cordeiro, compre lá isso, é sempre um investimento!
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