quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Revista de Vinhos : 15 anos de prémios (IV)

Analisado o Douro, desçamos até ao Alentejo, a 2ª região mais premiada, com 72 Excelências. Começou com 2 prémios em 1997 e terminou em 2011 com 6, atingido o pico com 8 em 2006.
A metodologia será a mesma que utilizei nos vinhos do Douro: produtores com mais Excelências e, em caso de empate, por ordem cronológica.
.Herdade do Esporão - 10 : Reserva 96, Garrafeira 97, 01, 03, 05, 07 e 08, Aragonês 00, Touriga Nacional 01, Torre do Esporão 04
.Fundação Eugénio Almeida - 9 : Pera Manca 91, 94, 95, 97, 98 e 03, Scala Coeli 07, 08 e 09
.João Portugal Ramos - 6 : Vila Santa 97 e 99, Marquês de Borba Reserva 97, 00 e 03, Qtª da Viçosa 02
.Cortes de Cima - 6 : Incógnito 98, 00 e 01, Reserva 01, 04 e 08
.Herdade dos Coelheiros - 4 : Garrafeira 96, 99, 00 e 01
.Herdade do Mouchão - 4 : Mouchão Tonel 3-4 99, 01 e 05, Mouchão 06
.Francisco Nunes Garcia - 3 : Francisco Nunes Garcia 01, António Maria 02 e 06
.Júlio Bastos - 3 : Dona Maria Reserva 04 e 06, Júlio Bastos  Alicante Bouschet 04
.Qtª do Mouro - 3 : Qtª do Mouro 00, 01 e 03
.Gabriel Francisco Dias - 3 : Vale de Ancho 01, 03 e 04
.José Maria da Fonseca - 2 : D'Avillez Garrafeira 91, José de Sousa Mayor 97
.Caves Aliança - 2 : T Qtª da Terrugem 99 e 01
.Soc. Agr. Qtª do Carmo - 2 : Qtª do Carmo Reserva 00 e 04
.Herdade dos Grous - 2 : Reserva 04 e 06
.Solar dos Lobos - 2 : Grande Escolha 08 e 09
.apenas com 1 Excelência : Herdade do Perdigão Reserva 04, Paulo Laureano Alicante Bouschet 05, Rui Reguinga Terrenus Reserva 04, Zambujeiro 04, Casa Agr. Antana Ramalho Avó Sabica 04, Monte da Cal Vinha Saturno 04, António Saramago Dúvida 05, Grande Rocim Reserva 07, Altas Quintas Obsessão 04, Maria das Malhadinhas 07 e Tiago Cabaço Blog 09.
Destaque para as grandes empresas lentejanas, Herdade do Esporão e Fundação Eugénio Almeida. A seguir, mas a uma confortável distância, João Portugal Ramos e Cortes de Cima.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Os 2 Jorges em Lisboa e arredores

Não há fome que não dê em fartura. Assim, em menos de 1 semana, vamos ter 2 jantares vínicos imperdíveis.
.Dia 1 de fevereiro (20h30) - Jorge Moreira, com os seus Poeiras, no restaurante As Colunas, na Venda Nova, em parceria com a Garrafeira Néctar das Avenidas
.Dia 5 de fevereiro (20h) - Jorge Serôdio Borges, com a Qtª do Passadouro, no Restaurante Rubro, em Lisboa (Campo Pequeno)
Para quem não puder ir aos 2, não vai ser nada fácil a decisão.

Comemorar os 50 anos (versão 2013)

Está na hora de comemorar os 50 anos de qualquer coisa, seja o nascimento, o casamento, o divórcio ou outro pretexto. Encontrei, em Lisboa, alguns Porto Colheita 1963 (não refiro os Vintage por terem custos proibitivos), cujos preços se referem a finais de 2012 ou início deste ano. Não garanto que algum deles tivesse sido, entretanto, actualizado.
.Burmester
..Corte Inglês - 389 €
..Casa Macário - 330
..Manuel Tavares - 388
.Messias
..Corte Inglês - 229
..GN Cellar - 164
..Napoleão - 260
..Rei do Bacalhau - 195
.Barros
..GN Cellar - 240
..Pérola do Arsenal - 120
.Qtª do Castelinho
..GN Cellar - 89
.Dalva White
..Casa Macário - 125
..Napoleão - 200
Lamentavelmente, o Solar do Vinho do Porto, não tem qualquer referência deste ano.
Diferenças de preços abismais! Sem comentários...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Revista de Vinhos : 15 anos de prémios (III)

Como já referi, a Região do Douro é a que mais conseguiu obter prémios Excelência em tintos, 105, contra 72 do Alentejo, a 2ª região mais premiada. No entanto, se analisarmos quem foram os melhores enólogos (ENO), produtores revelação (REV), produtores (PRO) e empresas (EMP) destas regiões, notam-se algumas assimetrias. Ou seja, comparando o Douro com o Alentejo :
ENO - 5/8, REV 2/10, PRO 4/2 e EMP 7/4, sendo o total de agentes premiados de 18 para o Douro e 24 para o Alentejo. Dito de outra maneira, o Douro tem francamente mais Excelências, mas menos agentes premiados.
Será também interessante lembrar, ano a ano, os eleitos pela RV, com a indicação da categoria onde se inserem:
.1997 - Anselmo Mendes (ENO) (a meias com os Vinhos Verdes)
.1998 - José Maria Soares Franco (ENO) e Sogrape (EMP) (em conjunto com o Dão)
.1999 - Domingos Alves  Sousa (PRO) e Real Companhia Velha (EMP)
.2000 - nenhum
.2001 - Qtª Vale Meão (REV)
.2002 - João Nicolau de Almeida (ENO)
.2003 - Qtª do Crasto (PRO)
.2004 - Lavradores de Feitoria (PRO)
.2005 - nenhum
.2006 - Domingos Alves de Sousa (PRO), Dão Sul (EMP) (Também abrange o Dão e a Bairrada) e Niepoort (EMP)
.2007 - Qtª do Portal (EMP)
.2008 - nenhum
.2009 - Jorge Moreira (ENO)
.2010 - Francisco Olazabal (ENO) e Sogrape (EMP)
.2011 - Qtª dos Frades (REV) e Duorum Vinhos (EMP)
Cruzando esta lista com a dos vinhos Excelência, saltam à vista algumas omissões no que diz respeito a enólogos, algumas delas de bradar aos céus. Assim:
.A Qtª do Crasto, a mais premiada em vinhos, só alcançou o prémio Produtor, ficando ignorada a equipa de enologia
.Tanto o Dirk Niepoort, um dos grandes senhores do Douro, como o Luis Seabra, também não foram distinguidos; apenas foi agraciada a empresa, ex-aequo com a Dão Sul
.Talvez ainda mais polémico, o casal de enófilos mais mediático de Portugal (Jorge Serôdio Borges e Sandra Tavares da Silva) nunca foram premiados, o que não se entende de todo. Para que conste, em conjunto tiveram 6 vinhos Excelência, o Pintas 01, 03, 04, 05, 07 e 09. Mais, a título individual, a Sandra teve mais 4 Excelências, o CV 04, 06, 07 e 08, e o Jorge mais 2, o Passadouro Reserva 08 e 09. Surrealismo puro!
A propósito, na crónica "Rescaldo dos Prémios 2011 da Revista de Vinhos", publicada em 12/2/2012, já tinha posto o dedo na ferida, em relação ao Jorge, o que provocou uma resposta do João Paulo Martins e uma contra-resposta minha.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Revista de Vinhos : 15 anos de prémios (II)

Esta crónica é dedicada aos vinhos tintos do Douro (os brancos ficarão para outra ocasião) que foram contemplados com o prémio Excelência, desde 1997 até 2011. Começou modestamente em 1997, apenas com 2 Excelências e terminou em 2011 com 10. O pico foi alcançado em 2009 com 12 prémios.
A ordem é por quantidade de prémios atribuidos ao produtor e, em caso de empate, por ordem cronológica.
.Qtª do Crasto - 11 : Reserva 97, Vinha da Ponte 00, 03, 04 e 07, Maria Teresa 01, 05, 07 e 09, Touriga Nacional 01 e 05
.Niepoort - 10+ : Batuta 00, 03, 04, 05 e 09, Charme 04, 05, 06 e 08, Robustus 05, Doda 07 (a meias com o Alvaro de Castro, Dão)
.Casa Ferreira - 9 : Barca Velha 91, 95, 99 e 00, Qtª da Leda 97, 99, 01 e 08, Antónia Adelaide Ferreira 08
.Qtª do Vale Meão - 9 : Vale Meão 99, 00, 01, 03, 04, 05, 07, 08 e 09
.Domingos Alves de Sousa - 8 : Qtª da Gaivosa 95 e 08, Qtª Vale da Raposa 99, Abandonado 04 e 07, Reserva Especial 03 e 04, Vinha do Lordelo 07
.Wine & Soul - 6 : Pintas 01, 03, 04, 05, 07 e 09
.Qtª do Vallado - 4 : Vallado Reserva 99, 00, 03 e 08
.Qtª Vale D. Maria - 4 CV Curriculum Vitae 04, 06, 07 e 08
.Dão Sul - 3+ : Qtª das Tecedeiras T. Nacional 01, Reserva 05 e 07, Dourat 03 (lote Douro/Priorato)
.Ramos-Pinto - 3 : Duas Quintas Reserva 92 e 94, Reserva Especial 99
.Lavradores de Feitoria - 3 : Três Bagos Grande Escolha 01, 03 e 04
.Jorge Nobre Moreira - 3 : Poeira 06, 07 e 09
.Qtª do Fojo - 2 : Fojo 96 e 00
.Symington Family - 2 : Chryseia 00 e 01
.Qtª de Roriz - 2 : Qtª de Roriz Reserva 00 e 01
.Campo Ardosa - 2 : Campo Ardosa RRR 00 e Campo Ardosa 01
.Bago de Touriga - 2 : Gouvyas Vinhas Velhas 01 e 05
.Jorge Rosas - 2 : Qtª da Touriga Chã 07 e 08
.Qtª do Passadouro - 2 : Passadouro Reserva 08 e 09
.Qtª do Infantado - 2 : Qtª do Infantado Reserva 05 e 07
.Qtª do Noval - 2 : Qtª do Noval 05 e 08
.e apenas com 1 prémio Excelência : Poças Reserva 00, Barros Grande Escolha 99, Brunheda Vinhas Velhas, ME & JBC 01, Azeo Reserva 07, Qtª dos Quatro Ventos Reserva 01, Qtª do Portal Auru 01, Vértice Grande Reserva 03, Aneto Grande Reserva 06, La Rosa Reserva 09, Qtª da Gricha 07, Qtª dos Frades 08 e Duorum Vinhas Velhas Reserva 09.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Revista de Vinhos : 15 anos de prémios (I)

A pouco menos de 3 semanas para mais uma gala organizada pela RV, já conhecida pelos "Óscares" do Vinho, meti-me numa colossal tarefa de inventariação dos prémios atribuídos, ao longo de 15 anos, com especial incidência nos vinhos considerados de Excelência e em quem os criou e produziu, ou seja, nas categorias Enólogo, Revelação, Produtor e Empresa, deixando para trás as Cooperativas que, em meu entender, em nada contribuiram para as Excelências.
Foram 15 festas, com jantares e distribuição de prémios, um grande e louvável incentivo, em relação aos agentes envolvidos, embora quase todas a estenderem-se para além do razoável. Excesso de prémios e muitos tempos mortos, é a minha opinião. Aliás participei em 12, desde a 1ª, realizada em Fevereiro 1998, no Hotel do Bussaco, se a memória não me atraiçoa, até à festa dos prémios de 2008, em Fevereiro 2009.
Ao longo destes 15 anos, 358 vinhos (286 de mesa/consumo e 72 fortificados) foram considerados de Excelência, começando apenas com 15 em 1997 e terminando com 30 em 2011. Desagregando:
.Espumantes - 8
.Brancos - 33
.Tintos Douro - 105
.idem Dão - 22
.idem Bairrada (inclui os Regionais Beiras) - 23
.idem Estremadura - 7
.idem Ribatejo - 4
.idem Setúbal (inclui Palmela e a antiga Terras do Sado) - 12
.idem Alentejo - 72
.Vinho do Porto - 58
.Vinho da Madeira - 6
.Moscatéis - 8
O Douro é o grande vencedor, logo seguido do Alentejo, o que era previsível e pacífico. O que já não se entende é que o Vinho da Madeira, uma das melhores bebidas de todo o mundo, tivesse ficado entalado entre a Estremadura e o Ribatejo, com uma quantidade de Excelências ridícula.
Em próxima crónica analisarei o Douro (tintos) e, se tiver tempo e paciência, antes de serem conhecidos os resultados de 2012, continuarei com outras Regiões.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Curtas (IV)

1.Fugas
Li no Fugas de 12 de Janeiro o artigo "Os 20 vinhos que mais impressionaram em 2012". Trata-se de uma escolha dos jornalistas Pedro Garcias, Manuel Carvalho e José Augusto Moreira, a funcionar como contra-ponto da escolha do Luis Lopes já aqui mencionada. Também elegeram 15 vinhos de mesa/consumo e 5 fortificados. Só que nesta categoria, para além de 2 Vintage, 1 Colheita e 1 Tawny muito velho, consta 1 Madeira, o Blandy Verdelho 84. Fez-se justiça!
Por outro lado abstiveram-se de palpitar preços. De facto, é preferível estar calado do que debitar disparates.
2.Cozinha Velha
Este restaurante da Pousada D. Maria I, no Palácio de Queluz, continua com o cozido à portuguesa, em serviço de bufete, aos almoços de Domingo (25 € por pessoa).
Já lá não ia há cerca de 2 anos mas, para espanto meu, está tudo na mesma quanto a vinhos. A carta de vinhos não evoluiu: continua a omissão dos anos de colheita, a oferta é confrangedoramente fraca, os preços altos e o vinho a copo resumido ao da casa. Um cartão amarelo ao Grupo Pestana!
3.Fonte Santa
Em visita recente comi uma garoupa no forno de chorar por mais. Antes da dita, uma sopa de cação bem saborosa e, a fechar, um strudel de maçã de qualidade. Os vinhos, oferta do anfitrião, portaram-se muito bem:
.Nostalgia Alvarinho 11 - aroma intenso, notas tropicais, acidez equilibrada, belíssima estrutura; foi o que combinou melhor com a garoupa. Uma boa surpresa. Nota 17,5+.
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 11 - mais mineral, mais elegante e mais persistente, mas não ligou tão bem com a garoupa. Nota 17,5 (noutras situações 17,5+/17,5).
.Moscatel  António Saramago Reserva 07 - citrinos, mel, frutos secos, muito fresco, corpo e final de boca médios. Nota 16,5 (noutra 17).
4.Saca Rolhas milagroso
Na crónica Vinhos em família (XL), publicada em 17/1/2013, a abertura das garrafas Blandy Terrantez 69, Marquês de Borba Reserva 97 e Gilbert's Vintage 99, só foi possível graças ao meu saca rolhas de lâminas, que tem praticado autênticos milagres. Todos os enófilos que se prezem deveriam ter um.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Petiscos em Lisboa (XI)

Fui conhecer um espaço que dá pelo nome de Oficina do Duque (fica na Calçada do Duque), pois fiquei curioso com as referências positivas lidas na Revista do Expresso. Senti-me algo enganado: a oferta petisqueira é só ao jantar (eu fui à hora do almoço), o que não faz sentido. Chamam-lhe "para beliscar a 2". No entanto, aquilo que comi (sopa de abóbora, pevides e azeite e, como prato, bacalhau, massa filo e manjericão) dá para perceber que a cozinha estará em boas mãos.
Sala confortável, algo despojada, toalhas de plástico, guardanapos de pano, cozinha aberta a deixar passar os cheiros, o que nem sempre é agradável.
Quanto a vinhos, a quantidade para este tipo de espaço é mais do que suficiente: 1 champanhe, 1 espumante, 12 brancos, 18 tintos e 3 Portos. A selecção é algo original, mas os anos de colheita estão omissos na carta. A copo, apenas 1 branco e 2 tintos, o que é manifestamente insuficiente. Os tintos estão à temperatura ambiente, mas disseram-me que tencionam resolver esse problema a curto prazo. Veremos...
Bebi o único branco a copo, o duriense Colleja 2010 (2,50 €) que se mostrou neutro no nariz e algo chato na boca. Já vinha servido num copo pouco apropriado e não foi dado a provar. Depois do meu reparo, mostraram-me a garrafa e pediram-me desculpa pelo sucedido. Foi simpático, mas não me parece que vão melhorar o mau serviço de vinhos.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Vinhos em família (XL)

Vinhos provados e bebidos com os rótulos à vista, descontraidamente e em família, sem a pressão da prova cega:
1.Entre 31/12/2012 e 1/1/2013
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 09 - alguma oxidação, fruta cozida, acidez q.b., claramente menos interessante que outras garrafas que tenho vindo a beber. Uma desilução. Nota 15,5 (noutras situações 16+/16,5/16,5/17,5+/17,5+/17,5+/17,5/17+). Passou por baixo de umas gambas salteadas.
.Olho no Pé Colheita Tardia 07 - complexidade aromática, alguma gordura compensada por uma boa acidez, estruturado, bom final de boca; é um vinho polivalente, pois vai bem no início da refeição a acompanhar um paté ou no final com uma sobremesa à base de amêndoa. Nota 17 (noutras 17/15,5/17).
.Encostas do Trogão Reserva 09 (Trás-os-Montes) - uma boa surpresa, este vinho produzido pela Adega Cooperativa do Rabaçal, completamente desconhecida para mim; muita fruta vermelha, algumas notas florais, fresco, taninos presentes mas elegantes, estrutura e final médios. Nota 16. Portou-se bem com um cozido à portuguesa.
2.Recentemente, com filhos e noras, onde, desta vez, o protagonismo foi dado aos vinhos alentejanos.
.Blandy Terrantez 69 (sem data de engarrafamento) - grande complexidade, frutos secos, iodo, caril, vinagrinho, boca potente e final interminável. A casta Terrantez no seu melhor! Nota 19.
.Marquês de Borba Reserva 97 (garrafa oferecida quando da visita ao João Portugal Ramos, no âmbito da blogosfera, relatada em crónica de 3/6/2012) - frescura e juventude incríveis, grande complexidade na boca,  notas apimentadas, estruturado e final de respeito. Esqueçamos a ideia feita de que os vinhos alentejanos não envelhecem bem; concretamente este Marquês quando sai para o mercado não tem muita piada, mas à medida que envelhece, a qualidade aumenta exponencialmente. Nota 18,5 (noutras 16,5/15/15/18).
.Zambujeiro 07 - especiado, notas florais, potência de boca e bom final; precisa de tempo em garrafa para se mostrar em toda a sua plenitude. É um dos meus alentejanos preferidos. Nota 18+ (noutra 18,5).
.Gilbert's Vintage 99 - alguma fruta, taninos ainda presentes, simples e descomplexado; apenas um LBV interessante. Nota 15,5.
.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Perplexidades (VIII)

Desde há algum tempo que não publicava crónicas com este título (a última foi em 18/3/2012). A propósito do que escrevi em Curtas (III), sobre os diversos agentes de vendas de vinhos, no âmbito da comunicação social, veio-me à memória uma pequena história passada comigo, talvez há mais de 10 anos, enquanto um dos responsáveis pelas CAV.
Uma figura pública do mundo do vinho, estava de algum modo ligada a um desses clubes patrocinados pela comunicação social. Uma das selecções publicamente publicitada, referia uns tantos vinhos, talvez uns 6 se a memória não me atraiçoa. Afirmavam, então, que eram vinhos praticamente impossíveis de se encontrar no mercado, mas mesmo que existissem, os preços de venda seriam sempre mais elevados dos que agora eram publicitados. Azar o dele, pois as CAV tinham todos os vinhos daquela selecção e, no seu conjunto, mais baratos!
Lembro-me de lhe ter enviado um e-mail, questionando-o se não sabia fazer contas ou se, deliberadamente, estava a enganar os leitores daquele órgão. Fiquei sem saber, pois a resposta solicitada nunca chegou a acontecer. Coisas da vida...

sábado, 12 de janeiro de 2013

Curtas (III)

1.Umai da Rua da Misericórdia, revisitado. Mantém, em bom estilo, tudo o que escrevi na crónica de 21/11: ambiente, original e excelente gastronomia oriental, serviço de vinhos de muita qualidade. A revisitar, sempre!
2.Taberna das Flores, também revisitada. Mantém as características referidas na crónica de 21/6: gastronomia alfacinha de qualidade, vinhos a copo, copos e serviço vínico exageradamente típicos, isto é, uma desgraça. Bebi uma cerveja artesanal, deveras interessante. A revisitar para provar a meia desfeita de bacalhau ou as iscas com elas.
3.Quem quiser comprar vinhos não precisa de ter a maçada de ir a uma garrafeira, loja gourmet ou grande superfície. Basta encomendar ao Público, Expresso, Diário de Notícias ou à revista Volta ao Mundo. Ou, então, ir à Leya do Rossio, onde pode adquirir uns tantos vinhos, aliás até com direito a montra!
É, no meu entender, uma concorrência desleal e inqualificável!
4.Quis conhecer a Taberna Maria do Correio, em Alvalade, uma das recomendadas pela Time Out. Diz a revista que o horário é das 12 ás 22 h, de 2ª feira a sábado. Fui a uma terça, mas bati com o nariz na porta. Um letreiro tosco, escrito à mão, avisava que só serviam almoços de 5ª a sábado. Francamente...
5.A Fugas (separata do Público) de 5 de Janeiro dedica 2 páginas ao Descobre Restaurante Mercearia, um dos meus preferidos. Entre elogios e algumas críticas, refere sobre os vinhos que "(...) A oferta é alargada e tem várias referências de qualidade (...) mas como não há carta o cliente tem que andar algum tempo à descoberta (...)". Não é verdade. Posso servir de testemunha. Ó senhor crítico Fortunato da Câmara, estava mesmo distraído!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

2012 : na hora do balanço (V) - Rectificação

Na crónica em questão afirmei que tinha tido a notícia, não confirmada, de que o restaurante Sabores d' Itália, situado nas Caldas da Rainha, teria fechado. Acabei de confirmar que NÃO É VERDADE ! Aqui fica a rectificação. Irei revisitá-lo logo que me seja possível.

2012 : na hora do balanço (VI)

Esta 6ª e última parte do balanço de 2012, diz respeito às crónicas que venho escrevendo neste blogue, ou seja, as mais lidas, os paises de origem dos leitores e as respectivas fontes de tráfego (como vieram aqui parar). Os resultados que a seguir se apresentam correspondem a valores acumulados (desde Março 2010), um vez que o sistema não me dá informação desagregada por ano. Entre parêntesis indico a posição relativa no final de 2011.
CRÓNICAS MAIS LIDAS
1.Almoço na Maria Pimenta, publicada em 22/8/2010, é de longe a mais lida (1)
2.Almoço no Cantinho do Avillez, 10/9/2011 (2)
3.Pasmem-se, enófilos de todo o mundo, 22/3/2012
4.Entender de Vinho, de João Afonso: um livro acabado à pressa?, 1/8/2010 (3)
5.O 1º jantar das CAV: 13 anos depois, 23/5/2012
6.Blandy e Francisco Albuquerque: os incompreendidos, 12/7/2011 (4)
7.O 2º aniversário do Enófilo Militante, 19/3/2012
8.Petiscos em Lisboa (V), 9/8/2012 (tem a haver com o Descobre Restaurante Mercearia)
9.Anibal Coutinho: 5 em 1, 16/2/2012
10.Almoço no Grelhas, 24/11/2011 (6)
Entraram neste TOP 5 crónicas publicadas no decorrer do ano 2012, mantendo-se 2 de 2010 e 3 de 2011.
PAISES DE ORIGEM
1.Portugal (a maioria esmagadora) (1)
2.EUA (4)
3.França (2)
4.Brasil (3)
5.Rússia (9)
6.Alemanha (6)
7.Espanha (5)
8.Reino Unido (7)
9.Luxemburgo (8)
10.Angola (?)
De estranhar que o Brasil não ocupe a 2ª posição e a subida da Rússia. Aplaude-se a entrada de Angola, cuja posição em anos anteriores desconheço.
FONTES DE TRÁFEGO
1.Google.pt (1)
2.Google.com (1)
3.Blogue Pingas no Copo (2)
4.Blogue Rui Falcão (3)
5.Blogue Garfo e Copo (?)
6.Blogue Copo de 3 (4)
7.Blogue Mesa Marcada (?)
8.Blogue Adega dos Leigos (6)
9.Google Brasil (7)
10.Blogue Saca a Rolha (5)
De referir que o Google foi desagregado e passou a ocupar as 2 primeiras posições.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

2012 : na hora do balanço (V)

Esta lista contempla 10 RESTAURANTES/WINE BARES que frequentei ao longo do ano 2012, quase todos em Lisboa e arredores, com destaque para a componente vínica (serviço, copos, temperaturas, carta de vinhos e oferta a copo), não esquecendo a qualidade da cozinha, o ambiente e o atendimento. Em alguns deles tenho participado em almoços/jantares de vinhos, privados ou públicos.
Não sendo nada fácil hierarquizar estes restaurantes optei, tal como venho fazendo em balanços anteriores, pela ordem alfabética:
.As Colunas (Venda Nova)
.Assinatura
.Casa da Dízima (Paço d' Arcos)
.Corte Inglês (restaurante principal)
.Enoteca de Belém
.Faz Gostos
.Ferrugem (nos arredores de Famalicão)
.Sabores d' Itália (Caldas da Rainha; constou-me que já encerrou, mas não tenho confirmação)
.Tágide (restaurante principal e o Wine & Tapas Bar)
.Umai (Rua dos Poiais e Rua da Misericórdia)
É, no entanto, de inteira justiça destacar 3: Assinatura, Ferrugem e Sabores d' Itália, pela alta qualidade de todos os itens considerados. Outros, entre as largas dezenas de restaurantes visitados, também poderiam constar. É o caso do Feitoria (Altis Belém), Manjar do Marquês (Pombal), Bg Bar (Monte Estoril), Claro! (Paço d' Arcos), 1300 Taberna, Wine Element (Rua Braancamp), Cervejaria da Esquina, Descobre, Canelas de Coelho (Porto), La Ricotta (Porto) e Foral de Melgaço (Melgaço).

domingo, 6 de janeiro de 2013

2012 : na hora do balanço (IV)

Finalmente, a vez dos FORTIFICADOS, provados no decorrer de 2012, com a mesma metodologia que utilizei nos brancos e nos tintos (entre parêntesis as notas que lhes atribuí):
1.Miles Bual 34 (19)
2.Blandy Bual 69 (19), 71 (18,5+), 77 (19), Sercial 74 (18,5+) e Malvasia Harvest 2004 (18,5)
3.Burmester Colheita 55 (19)
4.Moscatel Trilogia José Maria da Fonseca (19)
5.Krohn Colheita 67 (18,5), 78 (18,5+), 83 (18,5) e Branco 64 (18,5)
6.Cossart Gordon Bual 58 (18,5), 69 (18,5+) e Verdelho 73 (18,5+)
7.Noval Colheita 64 (18,5+)
8.FEM Muito Velho Sercial (18,5+) e Verdelho (18,5)
9.Leacock Bual 66 (18,5)
10.Artur Barros e Sousa Verdelho 84 (18,5)
Também poderiam estar nesta selecção o Malvazia 1879 e Taylor's 40 Anos, ambos com 18,5.
De realçar: o peso dos Vinhos da Madeira, com destaque para a Blandy e para a casta Bual, a prestação da Wiese & Krohn e a ausência do Porto Vintage (poucos provei em 2012).

sábado, 5 de janeiro de 2013

2012 : na hora do balanço (III)

À semelhança do critério utilizado com os Brancos, também privilegiei nos TINTOS os produtores/marcas (notas atribuídas em parêntesis), todos provados no decorrer de 2012:
1.Barca Velha 04 (19), Ferreira Reserva Especial 97 (18,5+) e Vinhas Velhas 07 (18,5)
2.Qtª do Crasto Vinha da Ponte 04 (18,5+) e Touriga Nacional 05 (18,5+)
3.Qtª do Vale Meão 04 (18,5+), 05 (18,5) e 06 (18,5)
4.Três Bagos Grande Escolha 05 (18,5) e 07 (18,5+)
5.Qtª do Mouro Rótulo Dourado 06 (18,5) e 07 (18,5)
6.Pintas 04 (18,5) e Qtª da Manoella Vinhas Velhas 09 (18,5)
7.S de Soberanas 04 (18,5) e 05 (18,5)
8.Zambujeiro 04 (18,5) e 07 (18,5)
9.Qtª dos Carvalhais Reserva 07 (18,5)
10.Qtª da Dôna 04 (18,5)
De destacar a presença do Douro com mais de 50% dos seleccionados, a prestação do Alentejo e a inclusão da Península de Setúbal. De referir, ainda, a excelência da colheita de 2004, agora no seu apogeu.
Ficaram de fora, mas também ficariam bem nesta selecção: Batuta 05, Kolheita 01, Poeira 04, Vallado Reserva 07, Qtª dos Murças Reserva 08, Doda 05, Qtª das Bageiras Garrafeira 05, Kompassus Private Seleccion 05, Qtª do Carmo Reserva 05, Marquês de Borba Reserva 00 e Aalto 08, todos com 18,5.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

2012 : na hora do balanço (II)

Os vinhos seleccionados foram todos provados no decorrer do ano 2012, uns às claras em família ou com os amigos e outros às cegas com os diversos grupos de prova em que participo. Incluem-se, também, os provados em jantares vinícolas ou junto dos produtores. Entre centenas de vinhos degustados, divulgo aqui os meus TOP, alterando porém a metodologia dos anos anteriores: em vez dos 10 vinhos, elegi produtores e marcas em igual quantidade. Começo pelos BRANCOS (notas atribuídas entre parêntesis):
1.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 06 (18), 07 (18+), 08 (17,5+), 10 (18), 11 (17,5+) e Reserva 08 (18)
2.Qtª das Bageiras Pai Abel 09 (18+), 10 (18), Garrafeira 02 (17,5+), 09 (17,5+) e 10 (17,5+)
3.Redoma Reserva 03 (17,5+), 09 (18) e 10 (17,5+)
4.Morgado Stª Catherina 08 (18), 09 (17,5) e 10 (17,5+)
5.Buçaco Reservado 07 (18)
6.Madrigal Viognier 09 (18)
7.Terra Larga 99 (17,5+)
8.Villa Oliveira Encruzado 11 (17,5+)
9.Vila Santa Reserva 08 (17,5+)
10.Qtª do Perdigão 10 (17,5+)
De destacar a grande prestação dos brancos Soalheiro Alvarinho e Qtª das Bageiras, a confirmação do Redoma Reserva e Morgado Stª Catherina (este, a melhor relação preço/qualidade). E, ainda, a personalidade e surpresa do Buçaco e Terra Larga.
Também poderiam ser incluídos nesta lista: Guru 09, Passagem 10, Qtª da Pedra Escrita 10, Dona Berta Rabigato Vinhas Velhas Reserva 09, Qtª dos Carvalhais Encruzado 09, Chocapalha Reserva 09, Qtª do Pinto Chardonnay/Viognier 07 e Esporão Private Selection 10, todos com 17,5+.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

2012 : na hora do balanço (I)

O melhor para começar o ano de 2013 será, logicamente, o balanço do ano que agora chegou ao fim. Esta 1ª crónica será dedicada aos principais acontecimentos do ano, vividos por mim. Seguir-se-ão os melhores vinhos provados ao longo de 2012, os melhores espaços de restauração (acento tónico nos vinhos) e o balanço acumulado das crónicas escritas desde a criação deste blogue.
A listagem que se segue não está hierarquizada, sendo meramente cronológica:
1.Jantares vínicos organizados pela Garrafeira Néctar das Avenidas
Contabilizei 11 em que participei, mas sei que o João Quintela organizou mais alguns. No espaço de 1 ano, é obra!
a) Assinatura: Qtª das Bageiras ( crónica de 15/1), Wine & Soul (13/2), Lavradores de Feitoria (14/4), Herdade do Esporão (7/5) e Qtª dos Roques/Qtª das Maias (17/10)
b) As Colunas: Qtª do Perdigão (4/4), Campolargo (31/5), Qtª Chocapalha (22/6), Herdade dos Grous (2/11) e Casa da Passarela (5/12)
c) Tágide: Qtª Sant' Ana (14/11)
2.Jantares e almoços com Vinhos da Madeira
Organizados com a participação de um grupo muito reduzido, o nosso núcleo duríssimo, sendo de destacar com inteira justiça o nosso amigo madeirense Adelino de Sousa. Estes eventos decorreram todos na Enoteca de Belém (ver crónicas de 1/3, 6/6 e 29/11).
3.Peixe em Lisboa
Um acontecimento já consagrado que decorreu no Pátio da Galé (ver crónicas de 16 e 20/4), onde se pode estar, quase em simultâneo, em meia dúzia de restaurantes de referência. Imperdível!
4.Visita, provas e almoço, no âmbito da blogosfera, em:
a) João Portugal Ramos (ver 3/6)
b) Qtª do Crasto (ver 2 e 3/10)
Simplesmente memoráveis!
5.O 2º aniversário do Restaurante Assinatura
Jornada inesquecível num dos meus restaurantes preferidos, onde participei como bloguista (era o único da área dos vinhos). Foi um privilégio! (ver crónicas de 1 e 2/7).
6.Visita à Margarida Cabaço, provas e almoço no São Rosas
Fomos recebidos por uma grande senhora do mundo do vinho e gastronomia (ver crónica de 3/7). Grande jornada!
7.Encontro do Vinho e Sabores (EVS 2012)
Reitero o que afirmei no ano passado: "Organizado pela Revista de Vinhos, é anualmente a grande ocasião para se provar vinhos nacionais e não só, reencontrar produtores e enólogos ou simples amigos e conhecidos" (ver crónica de 13/11).