quinta-feira, 30 de maio de 2013

Grupo dos 3 (30ª sessão)

Esta sessão foi da inteira responsabilidade do Juca. Escolheu o restaurante Salsa & Coentros que confirmou o que escrevi na crónica "Jantar no Salsa & Coentros", publicada em 26/8/2010, há já quase 3 anos. Gastronomia, serviço de vinhos e a presença do José Duarte, continuam em alta. Mais, sala cheia a denunciar que a crise não passou por aqui.
O Juca pôs à prova 1 branco, 2 tintos e 1 fortificado. Os vinhos de mesa/consumo eram todos de Espanha e representavam as 3 principais regiões vinícolas, Rias Baixas, Rioja e Ribera del Duero. Prova cega didáctica, mas teria sido mais interessante com tintos do mesmo ano. Fiquei com curiosidade em saber como é que os JPM de Espanha classificaram estes vinhos, totalmente desconhecidos para mim, com excepção óbvia do Aalto. E os vinhos foram :
.Bouza do Rei Albariño 2011 - nariz discreto, notas de citrinos, fresco e mineral, final curto; para quem está formatado nos nossos alvarinhos de referência (Soalheiro e Anselmo Mendes), este passa por baixo. Nota 16,5.
Acompanhou uma série de entradas (queijo fresco, favinhas, empadinha, ovos com farinheira e um presunto que se desfez na boca).
.Azpilicueta Reserva 2007 - 85% da casta Tempranillo (a nossa Tinta Roriz ou Aragonês); estagiou 16 meses em barricas de carvalho francês (65%) e americano (35%) a que se somaram 20 meses de garrafa antes de ser comercializado, num total de 36 meses. É obra! O Crianza teve 87 pontos no Guia Peñin, admitindo eu que este Reserva possa ter sido pontuado com mais de 90 pontos. Nariz complexo, muito fresco e elegante, acidez equilibrada, estrutura, taninos civilizados e final longo. Nota 18.
.Aalto 2009 - estagiou 23 meses, metade em barricas novas de carvalho francês e a outra metade em barricas de 1 ano, francês e americano. A equipa Parker atribuiu-lhe 95 pontos. Nariz algo contido, muita fruta, notas de tabaco e chocolate, mais concentrado e maduro do que o anterior, boca poderosa, taninos redondos e final adocicado. Noto algumas diferenças de estilo, comparativamente às edições anteriores, para mim mais interesantes. Demasiado novo para ser bebido agora, aguardo que, com mais uns anitos, fique mais afinado. Nota 17,5.
Estes 2 tintos "maridaram" bem com cabrito assado.
.Ferreira Porto Branco 10 Anos (engarrafado em 2011) - nariz discreto, notas de frutos secos e taninos vigorosos. Nota 16,5+.
Mais uma boa sessão. Obrigado, Juca!

sábado, 25 de maio de 2013

Petiscos em Lisboa (XIII)

Continuando à descoberta dos locais onde se pode petiscar, fui abancar no "Honra by Olivier - comida de portugueses", aberto há pouco tempo na Praça da Figueira. Esclareça-se que este Honra não é nenhuma tasca, mas sim um restaurante com uma forte componente petisqueira. Nesta visita, degustei um belíssimo caldo verde e alguns petiscos (pasteis de bacalhau, ovos verdes e empada de galinha), precedidos de um estimável couvert que inclui pão feito no forno do próprio restaurante.
Quanto a vinhos, a selecção é interessante e alargada, está tudo datado, mas a preços nada amigáveis. Inventariei 6 espumantes, 8 champanhes, 26 brancos, 51 tintos e 4 rosés. Quanto aos fortificados, passaram-me ao lado.
A copo são uma dúzia, tendo optado pelo branco Castello d' Alba Olivier 2012 (4,50 €) - citrinos, acidez pronunciada, notas amanteigadas, fresco, mineral e equilibrado; vai bem com entradas leves. Nota 16.
A garrafa veio à mesa, o vinho dado a provar, servida uma quantidade generosa num bom copo. Serviço profissional, a contrastar com o desastre e incompetência do serviço de vinhos no Olivier da R. Barata Salgueiro (ver "Almoço no Guity by Olivier", crónica publicada em 26/2/2013).
A ida ao W.C. pode ser uma aventura, pois naquele ambiente demasiado escuro não é fácil atinar à primeira com a respectiva casa de banho, correndo-se o risco de entrar na do sexo oposto.
Para terminar, chamar Honra a este espaço, tem que merecer o nome. Cobrar 3,50 € por um copo de água do Luso, é muito pouco honrado.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Curtas (VIII)

1.Tostas
A Time Out, na sua edição de 10/4, fez o levantamento de "As melhores tostas de Lisboa". Um dos espaços seleccionados foi a padaria fina "O Pão Nosso de cada dia" (R. Marquês Sá da Bandeira,46 B), elegendo como tosta da casa a "Pão Nosso", que leva requeijão de Seia, pesto de rúcula (feito na casa) e nozes, em bolo do caco.
Pois bem, esta notícia despertou-me a curiosidade, tendo-me lá deslocado de propósito para provar tão badalada tosta. Azar o meu, não tinham pesto e, portanto, não me podiam satisfazer o meu pedido. Então, se o pesto é feito na casa, porque não  fizeram? Francamente...
2.Leitão
Já aqui referi um espaço em Lisboa, onde se pode comer um leitão e chorar por mais: "Almoço na Tasca República" em 4/3/2012 e "Leitoando em Lisboa" em 20/12/2012. Entretanto a Tasca República mudou de mãos, mas o leitão acompanhou o dono, Francisco Completo de seu nome, para outro espaço de que também é proprietário. Chama-se Tasca Urso e fica na R. Monte Olivete,32-A (perpendicular à R. Escola Politécnica). É um espaço simpático, com uma agradável esplanada interior.
O leitão é do mesmo fornecedor e pode ser degustado às 5ª feiras. Esta Tasca Ursa mantém a filosofia da anterior, podendo-se almoçar de 2ª a 6ª feira por 11 € ou, se for leitão, por 12,50 €, com direito a couver, sopa,  prato, sobremesa e bebida. Convém é marcar (962902234/213460635).
3.Concurso de Vinhos
Fui convidado pela Revista de Vinhos para participar, como jurado, no 2º Concurso de Vinhos do Douro Superior, a realizar já amanhã dia 24/5. Fiquei deveras sensibilizado pelo convite, mas não vou poder estar devido a compromissos já assumidos. Pazes feitas com a blogosfera vínica?

terça-feira, 21 de maio de 2013

Novo Formato+ (11ª sessão)

Mais uma sessão deste núcleo duro de enófilos. Desta vez o anfitrião foi o casal Alfredo/Ana Maria, que escolheu a cantina dos empregados do Banco de Portugal, na Qtª da Fonte Santa. Os vinhos vieram direitinhos da garrafeira do Alfredo, a saber: 1 espumante, 2 brancos, 2 tintos e 2 fortificados, todos pertencentes a um patamar claramente alto e a portarem-se bem. E eles foram:
.Espumante Lopo de Freitas (Caves São Domingos) 2008 - muito fresco e elegante, precisa de comida para aguentar a sua acidez evidente. Nota 16,5.
.Primus 2009 - aroma exuberante, acidez equilibrada, alguma gordura, madeira discreta, estrutura e final longo. Um dos melhores brancos que se fazem em Portugal. Nota 17,5+ (noutra situação, a mesma nota).
.Paço dos Cunhas de Santar Vinha do Contador 2010 - aroma discreto, madeira ainda muito presente, acidez q.b., estrutura e final médios. Nota 17 (noutra 17,5).
Acompanharam um belo arroz de garoupa e camarão e, ainda, um laminado de bacalhau. É frequente, na restauração, chamarem-lhe carpaccio de bacalhau,  o que é incorrecto. Falar em carpaccio equivale a falar em naco de lombo de novilho, cortado em fatias finíssimas, sendo o seu criador Giuseppe Cipriani, natural de Verona. Esta história e outras, podem ser lidas em "Os Mistérios do Abade de Priscos e outras histórias curiosas e deliciosas da gastronomia", da autoria de Fortunato da Câmara, jornalista e crítico gastronómico do Fugas (separata de sábado do jornal Público). Aconselho aos eventuais gastrónomos interessados.
.Touriga Chã 2008 - frutado, taninos presentes ainda por domar, algo desequilibrado (os seus 15% vol. também não ajudam), precisa de meia dúzia de anos de garrafa para tudo se harmonizar. Nota 17.
.Antónia Adelaide Ferreira 2008 - estagiou 2 anos em barricas de carvalho francês; aroma presente, elegante e equilibrado, acidez no ponto, taninos de veludo, estrutura e final longo. Nota 18 (noutras 18,5/17,5+).
Os tintos foram acompanhados por um naco de vitela com molho de queijo de ovelha, o que o tornou demasiado pesado, embora saboroso.
.Graham's 30 Anos (engarrafado em 2012) - notas de iodo e brandy, alguma gordura, acidez no ponto, elegante, taninos presentes e bom final de boca. Nota 17,5+ (noutra 18).
.Ramos Pinto Colheita 1937 (engarrafado em 1979) - frutos secos, notas de iodo, acidez bem presente, elegância, final muito longo. Nota 18 (noutra a mesma nota; francamente superior ao engarrafamento de 1968, nota 16,5+).
Estes fortificados casaram bem com um Pudim Abade de Priscos (feito com presunto 5 Jotas, segundo informação dada) e laminado de abacaxi.
Mais uma grande jornada. Obrigado, Alfredo e Ana Maria!

sábado, 18 de maio de 2013

O núcleo dos enomadeirenses

Este núcleo corresponde parcialmente à componente masculina do grupo de prova dos Vinhos da Madeira (este último contempla as respectivas companheiras) e inclui 1 madeirense genuíno (Adelino) e 5 aderentes (Juca, João, Alfredo, J.Rosa e eu). Mas, desta vez, não houve Madeiras em cima da mesa.
Por iniciativa do João Quintela, encontramo-nos no Guarda Real, restaurante do Hotel Real Palácio, na R.Tomás Ribeiro, onde se irá realizar um jantar vínico com a Qtª da Sequeira e em parceria com a Garrafeira Néctar das Avenidas.
O Guarda Real tem, de 2ª a 6ª feira, um menú ao almoço que contempla um bufete de entradas, um prato principal a escolher entre 6 hipóteses e um bufete de sobremesas (curto) e direito a uma bebida, a troco de 16 €, um bom preço para hotel.
O João foi um mãos largas, tendo levado para este almoço 2 Portos, 1 branco e 1 tinto, a saber:
.Porto Vieira de Sousa 10 Anos Branco - para mim, totalmente desconhecido, teve uma boa prestação; citrinos, frutos secos, notas de mel, algo untuoso, pouco seco, tem um perfil que o torna mais interessante com as sobremesas do que com aperitivos. Nota 16,5.
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2007 Magnum - o vinho branco da minha vida! Não preciso de dizer mais nada. Nota 18+.
.Chryseia 2009 Magnum - aroma complexo, especiado, madeira discreta e bem casada, acidez equilibrada, taninos firmes mas civilizados, estrutura e final longo; muito fino e elegante; em forma mais 6/7 anos. Um dos melhores Chryseia desde sempre (ou o melhor?). Nota 18,5.
.Borges Qtª do Junco VVV 1927 (engarrafado em 1947) - complexidade aromática, frutos secos, notas de ioda, vinagrinho, final muito longo, elegante e sofisticado. Uma relíquia...Nota 18+.
Falta dizer que o serviço foi exemplar, os copos muito bons, as emperaturas adequadas, mas a gastronomia ficou aquém das espectativas criadas,
Em conclusão, mais uma boa jornada de convívio e boas pingas. Obrigado João, ficaste bem na fotografia!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Lisboa Restaurant Week (LRW)

Começa já amanhã e termina no dia 26 de Maio a nova edição do LRW. A grande oportunidade de comer num espaço habitualmente caro, com um orçamento de acordo com a crise: 19+1 €, com direito a entrada, prato e sobremesa. Nesta edição e pela 1ª vez, estará disponível, nos restaurantes aderentes, um menú de bebidas a 5 €.
Entre outros, menos mediáticos, pode-se comer na Bica do Sapato, Casa da Dízima, Claro!, Eleven, Faz Gostos, Flores Bairro Alto, O Terraço (Hotel Tivoli), Panorama (Hotel Sheraton), e Tágide. É de aproveitar.

Perplexidades (IX)

Já há algum tempo que não partilho com os leitores deste blogue, histórias insólitas protagonizadas por figuras do mundo do vinho (e não só), algumas bem conhecidas outras não tanto, umas que se mantêm na ribalta e outras que desapareceram discretamente.
Para quem tiver curiosidade, as Perplexidades anteriores podem ser relembradas: I (publicada em 8/5/2011), II (28/5/2011), III (10/6/2011), IV (13/11/2011), V (21/12/2011), VI (5/3/2012), VII (18/3/2012) e VIII (15/1/2013). Os intervenientes não estão identificados, mas poderão vir a sê-lo em devido tempo.
A história que hoje me ocorreu, passou-se há alguns anos, quando eu era um dos responsáveis pelo projecto Coisas do Arco do Vinho (CAV). Uma figura do mundo vínico, actuante na altura, mas agora desaparecida da ribalta, entrou em contacto comigo, pressionando-me para subir o preço de venda ao público de determinado vinho de referência, pois achava que as CAV estavam a vendê-lo muito em conta. A ele, que o vendia caro, não lhe dava jeito nenhum. A minha resposta foi pronta: o problema é seu, a política de preços aqui nas CAV é da nossa inteira e exclusiva responsabilidade e não aceito quaisquer pressões do exterior. Passe bem!
E esta hem? É preciso descaramento... 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Sabores d' Itália revisitado

Já aqui referido por diversas vezes (ver Páscoa na Bairrada (II), publicado em 10/4/2012), o restaurante Sabores d' Itália é um dos meus preferidos. Boa gastronomia, lista de vinhos num patamar superior, espaço requintado, bons copos e serviço de 5 estrelas. Apesar do boato falso que teria encerrado, o restaurante está bem de saúde e recomenda-se. Continua a laborar, com o Norberto na sala e a Maria João na cozinha, os donos do espaço.
Nesta última visita não resisti e voltei a provar a sopa de peixe e marisco, o risoto de sapateira e a sopa de amoras. Falta de imaginação? Talvez..., mas estava tudo ao nível da excelência.
Avançou um dos vinhos da selecção do mês, o branco Júlia Kemper 2011 - com base nas castas Malvasia e Encruzado; aroma intenso, fruta madura, notas de melão e alperce, fresco mas com alguma gordura, acidez equlibrada, estrutura e uma acentuada personalidade. Nota 17,5+.
Em conclusão, é um restaurante que não me canso de recomendar. Obrigatório conhecer!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Vinhos em família (XLIII)

Mais uns tantos vinhos de referência, provados sossegadamente com o rótulo à vista, sendo o branco o elo mais fraco:
.Qtª do Romeu Reserva 2011 - lançado pelo clube Reserva 1500; uvas de produção biológica, maioritariamente Gouveio, Viosinho e Arinto, com estágio parcial em barricas novas; aroma a pêcego e frutos secos, notas florais, acidez discreta, algo pesado e desequilibrado; melhor no outono/inverno. Nota 14,5.
.Ferreirinha Reserva Especial 1994 - a partir de uvas do Douro Superior, estagiou cerca de 15 meses em meias pipas de carvalho; côr ainda viva, nariz discreto, notas florais, especiado, madeira bem integrada, taninos macios, fino e elegante, a consumir de imediato. Uma boa surpresa com quase 20 anos de idade. Nota 17,5 (noutra situação 18).
.Qtª do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2007 - estagiou 16 meses em barricas de carvalho francês e americano; nariz exuberante, muita fruta, especiado, notas apimentadas, acidez equilibrada, harmonioso, profundidade e final de boca longo. Tem mostrado uma invejável regularidade. Nota 18 (noutras 17/17,5/17,5+/17,5+/17,5).
.Graham's 30 Anos (engarrafado em 2012) - presença de citrinos e frutos secos, notas de mel, caril e brandy, acidez q.b., harmonioso, estrutura e final longo. Óptimo para final de noite. Nota 18.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Curtas (VII)

1.Hotel Avenue
Já conhecia o Bar/Enoteca deste simpático Hotel. Essa visita deu origem à crónica "Petiscos em Lisboa (VIII)", publicada em 4/11/2012. Desta vez abanquei no restaurante principal. É um espaço acolhedor e luminoso, mesas bem aparelhadas, ementa com uma selecção de petiscos muito interessante, quantidades generosas e preços simpáticos. A responsável pelos tachos é a Marlene Vieira, u dos valores seguros da nova geração de chefes.
A oferta de vinho a copo é francamente boa, embora os preços não sejam muito amigáveis. Escolhi o branco Altas Quintas Crescendo 2011, fresco, frutado e consistente, acompanhou bem a petiscaria. Nota 16,5.
2.Restaurante O Crôa
Fica na Praia Grande e é um óptimo local para se poder comer peixe grelhado a um preço acessível (muito mais barato do que o seu vizinho Nortada). Mas a ementa não se resume ao peixe grelhado. Quando lá fui recentemente, vi passar (e cheirar) uma travessa com favas e outra com uma feijoada.
Além de uma esplanada bem situada, da sala também se avista o mar, o que é uma mais valia. Mais ainda, para um restaurante modesto, O Crôa tem um serviço de vinhos que deveras me surpreendeu, pois o vinho foi-me dado a provar. Escolhi uma meia garrafa de Prova Régia 2010, um valor sempre seguro, que se mostrou frutado, com algumas notas tropicais, fresco e mineral. Acompanhou bem umas ameijoas e a dourada grelhada. Nota 16.
3.Hill's Bottled
Abriu recentemente na Elias Garcia,93 um belo espaço garrafeira/gourmet/loja de "trapos", um 3 em 1, deveras original. A componente garrafeira ainda está em construção, pois o respectivo portefólio não contempla um único fortificado Madeira ou Moscatel. A Bairrada é quase inexistente e a casta Alvarinho está representada pelas segundas linhas. Segundo me afirmaram é intenção dos donos organizarem provas de vinhos com regularidade. Aguardemos, então...
4.Meson de Tapas
Depois de ter desancado este espaço (ver "Meson de Tapas do ECI : esperar é preciso!", publicada em 3/4/2013, passando por lá ocasionalmente, agradou-me ter visto um cartaz que referia a Happy Hour (das 16h às 20h), altura em que se pode beber um copo do branco Qtª da Garrida Reserva 2011 ou do tinto 2008, acompanhado por 1 tapa à escolha. E tudo isto apenas por 2,90 €! Não é barato, é baratíssimo!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Os vinhos do João e os vinhos do José (aditamento)

1.A blogosfera vínica
Conforme prometido e para memória futura, segue a lista dos bloguistas que participaram no evento de 18 de abril:
.Adegga - André Cid e André Ribeirinho
.Air Diogo num copo - Diogo Rodrigues
.Arts meet Bacchus - Rui Lourenço Pereira
.Comer, beber e lazer - Carlos Janeiro
.E tudo o vinho levou - Celma Carreira e Gustavo Fernandes
.Enófilo militante - eu próprio
.Jojojoli - Jorge Nunes
.João à mesa - João Barbosa
.Krónicas vínicas - Mário Feliciano
.Mesa marcada - Miguel Pires
.O vinho é efémero - Elias Macovela
.Os vinhos - Pedro Barata
.Pinga amor - Miguel Pereira
.Pingas no copo - Rui Miguel Massa
.Reserva recomendada - Rui Barradas Pereira
.Wine & lifestile - André Peres
Mais uma vez, obrigado João e José, por nos terem tratado igualitariamente em relação aos restantes participantes, entre os quais estavam a Revista de Vinhos, Wine, Escanção, Wine Passion, Maria João Almeida, Anibal Coutinho, Nova Crítica, Público, Exame, Sábado, Visão, Jornal i, Notícias Magazine, Sol, Lusa, Intermagazine, Oje, Enovitis, Ahresp e, ainda, o IVV.
2.O que ficou por dizer
.O azeite posto em cima da mesa, para molhar no pão, era o Oliveira Ramos Premium do JPR. Excelente!
.Os dois Duorum O. Leucura têm origem em vinhas velhas, onde predominam a T. Nacional e a T. Franca. Estagiaram cerca de 24 meses em barricas de carvalho francês novo (70%) e usado (30%).
.A todos os participantes o JPR ofereceu um conjunto de 3 garrafas (2 de Qtª da Viçosa TC 2011 e 1 do seu Alvarinho 2012). Obrigado João, mais uma vez!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Os vinhos do João e os vinhos do José

1.Preâmbulo
Foi há 2 semanas que tomei parte num jantar de apresentação e estreia absoluta de vinhos do João Portugal Ramos (JPR) e do José Maria Soares Franco (JMSF), que teve lugar no Feitoria, restaurante do Hotel Altis Belém. Não costumo atrasar-me tanto com notícias desta importância, mas a organização ficou de me facultar a lista de presença dos bloguistas, para memória futura, e não o fez. Caso o venha a fazer, farei um aditamento a esta crónica.
De realçar a consideração que estes 2 excelentes enólogos/produtores  têm por este mundo dos bloguistas de vinhos. O JPR já a tinha demonstrado ver a crónica "João Portugal Ramos e a Blogosfera", publicada em 3/6/2012). Juntou-se-lhe, agora, o JMSF. Fomos tratados como iguais dos restantes convidados, onde estavam quase todos os críticos da nossa praça e outros comentadores das revistas especializadas e de órgãos de comunicação social generalistas, para além de amigos e familiares do JPR e do JMSF. Eu, na qualidade de responsável pelo blogue enófilo militante, fiquei na mesa do JMSF, geograficamente perto do Pedro Gomes (Nova Crítica), Manuel Gonçalves da Silva (Visão), Pedro Garcias (Público) e André Magalhães (Taberna das Flores).
2.Os vinhos do João
.João Portugal Ramos Alvarinho 2012 - cumpriu-se o sonho do JPR em produzir um alvarinho, pois reforçou o seu projecto com uma nova adega e uma enóloga de Monção, por sinal filha do presidente da RVVV; fermentado em barricas, presença de espargos, notas de citrinos, fresco e mineral, nariz discreto mas final longo; demasiado novo, precisa de tempo para se mostrar. Não me impressionou, culpa do meu palato demasiado formatado para a linha Soalheiro. Nota 16,5.
.João Portugal Ramos Estremus 2011 - Estremus é o nome da vinha em solo calcário; o vinho, com base em Alicante e Trincadeira, estagiou em barricas de carvalho francês; opaco, muita fruta vermelha, notas adocicadas, acidez equilibrada, concentrado, arquitectura bem desenhada, está ainda por desbravar. Melhor daqui a 3/4 anos. Nota 17,5.
3.Os vinhos do José
O nome dos vinhos apresentados em 1ª mão tem a haver com a designação científica do Chasco Preto, Oenanthe Leucura, ave rara identificada nas vinhas de Castelo Melhor.
.Duorum O. Leucura Cota 200 2008 - ainda com muita fruta, notas apimentadas, acidez correcta, taninos por domar, concentrado, boca potente, algo pesado e final longo. Consumir desde já ou mais 3/4/ anos. Nota 17.
.Duorum O. Leucura Cota 400 2008 - ainda com fruta, especiado, notas fumadas, belíssima acidez, frescura e elegância, Taninos civilizados, estrutura e e final interminável. Sem pressa para consumir, em forma mais 7/8 anos. Nota 18.
Vão ser vendidos em conjunto, o que considero muito didáctico, para se perceber a influência da altitude na estrutura e longevidade do vinho. Receio é que o preço de venda não seja o mais adequado à situação actual. Espero que os responsáveis comerciais tenham isso em conta.
.Duorum Vintage 2011 - muita côr, concentação, doçura e potência de boca. É um bom exemplar, mas já não estou nesta onda. Mea culpa...
4.Notas finais
.Tudo o que comemos estava correcto, mas não me impressionou (nota - o chefe José Cordeiro já não é o responsável pelos tachos do Feitoria).
.Mais uma boa jornada, graças ao JPR e ao JMSF. Bem hajam!