terça-feira, 27 de agosto de 2013

Almoço no Cais da Pedra

Mais uma vez sugestionado pela TimeOut, rumei ao Cais da Pedra, o novo espaço do chefe Henrique Sá Pessoa, paredes meias com a Delidelux.
É um espaço informal, detentor de uma fabulosa esplanada junto ao Tejo, que me pareceu muito bem climatizada (a do vizinho do lado estava com mais 6 ou 7 graus!). A sala de entrada, com a cozinha à vista, tem as mesas habituais, enquanto que na esplanada apenas existem mesas e bancos corridos, a possibilitar grande confraternização entre os clientes. As mesas não têm toalhas, mas os guardanapos são de pano!
A carta de vinhos é razoável, tendo contabilizdo (entre parêntesis os vinhos a copo) 3 espumantes, 4 champanhes, 10 brancos (4), 10 tintos (4), 2 rosés (1), 2 Portos, 1 Moscatel de Setúbal e 1 abafado.
Provei a copo:
.Moscatel Roxo da JMF 2012 Rosé (3,50 €) - aroma discreto, excelente acidez, gastronómico; acompanhou bem o couvert. Nota 15,5.
.Qtª Monte d'Oiro Lybra Syrah 2008 (4 €) - muito frutado, notas especiadas, acidez correcta, taninos presentes mas não agressivos, volume de boca e bom final; acompanhou bem o hambúrguer. Nota 17.
Os vinhos vinham às temperaturas correctas (há armários térmicos para os tintos), em bons copos marcados a 15 cl, mas lamentavelmente não foram dados a provar e as garrafas só foram mostradas a pedido!
Ó Henrique Sá Pessoa: assim não vale, o seu nome exige outra postura no serviço a copo.
E o que comi? Comecei com um couvert de qualidade e original (pão de Mafra ainda quente, azeitonas kalamata marinadas, azeite/vinagre para molhar o pão e uns excelentes croquetes caseiros). Tudo isto por 1,80 €! Seguiu-se o hambúrguer Spicy (um dos seleccionados pela TimeOut), composto por guacamole, queijo cheddar e relish de tomate picante, que custou 12 €. Como acompanhamento, batatas fritas caseiras (2,50 €).
Serviço simpático, esforçado, mas algo atrapalhado.
Concluindo, vale a pena lá ir e poisar na esplanada.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Duelo de Castas

Atenção enófilos: "Duelo de Castas" é o título de um filme, realizado por Randall Miller em 2008 e que tem como pano de fundo uma prova cega realizada em Paris em 1976, para comemorar o 200º aniversário da independência dos EUA. O painel convidado provou vinhos brancos e tintos, originários de França e da Califórnia, tendo, contra todas as espectativas, atribuído as melhores classificações a estes últimos.
O filme passou no canal Hollywood hoje pelas 9h05 e pode ser visto, por quem tenha Zon, até à próxima 5ª feira. A não perder!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Quadro de Honra de Moscatéis

A finalizar os QH, a presente crónica é dedicada aos Moscatéis e afins. Em relação ao ano passado, houve um aumento de 3, passando os eleitos de 11 para 14, correspondendo a 4,8 % do total dos vinhos eleitos e 15,6 % dos fortificados.
1.Moscatel de Setúbal, incluindo o Bastardinho (todos da José Maria da Fonseca)
.com 19,5 - 3 (1952, Superior 1955 e Roxo 1960)
.com 19 - 2 (Roxo 1900 e Trilogia)
.com 18,5+ - 4 (1967, 1973, Roxo Superior 1971 e Superior 1962)
.com 18,5 - 2 (1918 e 20 Anos engarrafado em 1986)
.com 18 - 3 (Roxo 20 Anos, Alambre 20 Anos e Bastardinho 30 Anos)
Tiro o chapéu à JMF, pois todos estes vinhos são da sua produção!
2.Moscatel do Douro
.com 19 - 1 (Secret Spot + de 40 Anos)
Foi, para mim, a grande surpresa do ano em Moscatéis, este excelente vinho do Douro a meter-se entre os consagrados de Setúbal. E que venham mais!

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Quadro de Honra de Vinhos da Madeira

1.Por casta
Estão eleitos 41 (mais 4 do que há 1 ano), ou seja, 14,1 % do total dos QH e 45,6 % dos fortificados, ultrapassando as percentagens atribuídas aos Vinhos do Porto. Desagregando estes 41, obtem-se:
.Bual - 17 (41,5 % do total dos Madeiras)
.Verdelho - 9 (21,9 %)
.Terrantez - 6 (14,6 %)
.Malvasia - 5 (12,2 %)
.Sercial - 4 (9,8 %)
Grande destaque para a casta Bual, a casta que mais tenho provado.
2.Por produtor/marca
.Madeira Wine - 31 (23 Blandy, 6 Cossart Gordon, 1 Leacock e 1 Miles)
.Artur Barros e Sousa - 5
.FEM - 2
.FMA - 2
.Adega do Torreão - 1
Falta o produtor do Malvasia 1879, cujo nome não retive.
A minha iniciação devo-a à marca Artur Barros e Sousa, mas quando "descobri" a Blandy, foi amor à primeira  degustação. Representar mais de 50 % (56,1 % em rigor) dos Madeiras eleitos para o QH é obra.
3.Por anos de colheita
.século XIX - 3 (1814, 1879 e 1891)
.até à década de 50 do século XX, inclusivé - 5 (1905, 1920, 1934, 1948 e 1958)
.década de 60 - 10 (60, 63, 64, 66, 68 e 69)
.década de 70 - 10 (71, 73, 74, 75, 76 e 77)
.século XXI - 1 (2004)
.40 Anos - 2
De realçar a concentração nas décadas de 60 e 70, com 20 eleitos, ou seja 48,8 %.
4.Os melhores entre os melhores
.com 19,5 - 6 (Adega do Torreão Terrantez 1905, Blandy Solera Bual 1891, Blandy Bual 1920, 1948, 1964 e Miles Bual 1934)
.com 19+ - 1 (Blandy Bual 1977)
.com 19 - 10 (Blandy Terrantez 1969, 1975, 1977, Cossart Terrantez 1977, Blandy Verdelho Solera, FEM Verdelho, Blandy Bual 1963, 1968, 1969 e 1971)
De realçar a casta Bual com 10 dos melhores entre os melhores em 17 eleitos (58,8 %) e a Terrantez com 5 em 6, quase a fazer o pleno!
A terminar, tenho a consciência que sou um privilegiado, ao pertencer a uma tertúlia à volta dos Vinhos da Madeira, animada pelo nosso amigo madeirense Adelino de Sousa e em partilha com outros amigos e militantes destes vinhos.
Se tivesse que levar uma garrafa para uma ilha deserta era, de certeza, um Madeira!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Quadro de Honra de Vinhos do Porto

1.Por tipo
Actualmente estão contabilizados 35 vinhos com 18,5 ou mais, correspondendo a 12 % do total dos eleitos e 38,9 % dos fortificados.
Estes 35 Vinhos do Porto desdobram-se em:
.Tawnies - 25, sendo 17 Colheitas e 8 de idade (30 e 40 Anos)
.Vintage - 8
.Brancos Velhos - 2
Esta grande diferença entre os Tawnies e os Vintage, explica-se não só pelo gosto pessoal, como também pela questão da oportunidade. É muito mais fácil provar um Tawny do que um Vintage, pois não precisa de cuidados especiais, a garrafa depois de aberta aguenta algum tempo e é muito mais fiável.
2.Por produtor/marca e ano
a.Tawnies e Brancos Velhos
.Krohn - 8 (60, 61, 64 Branco, 66, 67, 68, 78 e 30 Anos)
.Burmester - 5 (20, 37, 44, 55 e Tordiz 40 Anos)
.Noval - 4 (37, 64, 71 e 40 Anos)
.Dalva - 2 (85 e 30 Anos)
.Kopke - 2 (41 e 60)
.Barros - 2  (35 e um Branco Muito Velho)
.Alfarella (40 Anos), Ferreirinha (Dona Antónia 1877?), Niepoort (VV), Poças (40 Anos) e Taylor's (40 Anos) - 1
De realçar a prestação da empresa Wiese & Krohn, que tem produzido vinhos excepcionais, especialmente os Colheitas. Faço votos para que, com a passagem para as mãos do gigante Taylor's, não se perca a identidade da marca Krohn. Um conselho: é de comprar tudo o que ainda se pode encontrar no mercado. Quem avisa, amigo é!
b.Vintage
.Fonseca - 2 (03 e 76)
.Burmester (63), Dow's (80), Noval (94), Qtª Roriz (03), Ramos Pinto (55) e Taylor's (94) - 1
Desta selecção de Vintage, o meu grande aplauso para o Fonseca Guimaraes 1976, uma 2ª marca!
3.Os melhores entre os melhores (mínimo 19 pontos), por ordem alfabética
.Barros Colheita 1935
.Burmester Colheita 1937, 1944, 1955 e, ainda, o Novidade 1920 (este com 19+)
.Fonseca Guimaraes Vintage 1976
.Krohn Colheita 1961
.Noval Colheita 1937 e 1971
Parabéns à Burmester, o grande vencedor dos melhores entre os melhores, que tanto prazer nos proporcionou (a mim e aos privilegiados que partilharam estas garrafas comigo).  


sábado, 10 de agosto de 2013

Curtas (XIV)

1.Cervejaria da Esquina revisitada
Tinha prometido voltar à Cervejaria da Esquina para matar saudades do prego de atum (ver  a crónica "Uma volta por Campo de Ourique (II)", publicada em 18/1/2012. Promessa cumprida!
Com alguma falta de imaginação, voltei a provar exactamente o que tinha comido quando da primeira visita a este espaço, ou seja, creme de marisco e prego de atum no pão, tudo ao nível da excelência. A diferença é que, desta vez, a chefe Catarina Silva, já minha conhecida dos saudosos tempos em que as Coisas do Arco do Vinho organizavam jantares vínicos no CCB (restaurante A Commenda),nos obsequiou, à sobremesa, com  um quarteto de óptimas gulodices (sorbet de limão, pudim de chá Gorriana, leite de creme e salame de chocolate). Obrigado Catarina!
Na sala, sob a  responsabilidade do Edgar Matos, pratica-se um serviço de vinhos de qualidade. A garrafa vem à mesa, o vinho é dado a provar num bom copo, a quantidade é boa, embora servida a olho.
Bebi um copo de Deu-la-Deu Alvarinho 2012 (5 €) - aroma intenso, muito limonado, acidez equilibrada, alguma estrutura e final de boca médio; acompanhou bem a refeição. Nota 16,5+.
Volto a recomendar este espaço e tenciono voltar.
2.Este Oeste
É um 3 em 1 (pizza, sushi e café) que veio ocupar o lugar da cafetaria Quadrante, localizada no CCB.
Recuei no tempo umas dezenas de anos e experimentei uma pizza, até porque este espaço tem forno e é tudo feito no momento. Até aqui tudo bem, o pior é o serviço, demasiado descuidado.
Ao sentarmo-nos reparámos que a mesa estava suja e só foi limpa a nosso pedido, a contra gosto da empregada. Quando pedimos 2 cafés cheios, ouvimos a empregada (outra) a encomendar "2 cafés", ignorando completamente o desejo do cliente. Teve trabalho a dobrar, pois os mesmos foram de imediato devolvidos. Mas o mau serviço continuou, pois pedida a conta e mostrado o cartão de cliente amigo do CCB, com direito a 10 % de desconto, isto foi ignorado, do que resultou mais tempo perdido a corrigir o que deveria ter sido feito em condições. Mais grave ainda, uma das empregadas que estava a enrolar guardanapos (ou toalhetes?), deixou cair um no chão, mas não se atrapalhou. Pegou no dito e colocou-o, calmamente junto dos outros!
Com este Este Oeste, não quero mais nada. Foi uma vez por engano...
3.Obrigatório ler
Na crónica Curtas (XII), publicada em 26/6/2013, aconselhei a leitura do livro "Da Corrupção à Crise" do Paulo de Morais. Hoje aconselho outro, que complementa o anterior e vem na linha de "Os Donos de Portugal". Chama-se "Os Previligiados", cujo autor é o jornalista Gustavo Sampaio e a editora a Esfera dos Livros. Para aguçar o apetite transcrevo parte da contra-capa: "(...) um livro revelador, onde, depois de uma exaustiva e rigorosa pesquisa, nos apresenta as zonas cinzentas entre o interesse público e privado, e faz as ligações que nos permitem perceber como políticos e ex-políticos gerem interesses, movem influências e beneficiam de direitos adquiridos". 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Quadro de Honra de Vinhos Tintos

Contrariamente ao que se passou com os brancos, os tintos aumentaram proporcionalmente muito menos, ficando pelos 13 vinhos, ou seja, um acréscimo de cerca de 10 % (rigorosamente 10,6 %), passando dos 110 para os 123 actuais. Desagregando:
1.Por Região
.Douro - 87 (70,7 % dos tintos)
.Dão - 4
.Bairrada/Beiras - 10
.Estremadura/Lisboa - 1
.Península de Setúbal - 1
.Alentejo - 10
.Dão /Douro - 1
.Estrangeiros - 9 (8 da Ribera del Duero)
Isto define o meu gosto, claramente virado para os tintos do Douro. Fundamentalista? Assumo...
2.Por ano de colheita
.década de 80 - 1
.década de 90 - 7
.2000 - 8
.2001 - 10
.2002 - 3
.2003 - 11
.2004 - 26 (21,1 % dos tintos eleitos para o QH)
.2005 - 22 (17,9 %)
.2006 - 6
.2007 - 19 (15,4 %)
.2008 - 6
.2009 - 3
.2010 - 1
Até agora,  2004 tem sido o ano da década, logo seguido pelo 2005. Mas, tanto 2007 como 2008, quando os provar com maior frequência, têm hipóteses de passar para a linha da frente.
3.Por Produtor/Marca
.Qtª do Crasto - 15 (Vinha da Ponte 5, Maria Teresa 4, T.Nacional 4, Vinhas Velhas e Xisto 1 de cada)
.Niepoort - 11,5 (Batuta 6, Charme 4, Robustus 1 e Doda 0,5)
.Qtª Vale Meão - 9
.Casa Ferreirinha - 8 (Barca Velha 3, Reserva Especial 3, Vinhas Velhas e Antónia Adelaide Ferreira 1 de cada)
.Aalto - 7 (PS 4 e Colheita 3)
.Qtª do Vallado - 6 (Reserva 3, Adelaide 2 e T.Nacional 1)
.Wine & Soul - 6 (Pintas 5 e Qtª da Manoella 1)
.Lavradores de Feitoria - 5 (Três Bagos Grande Escolha)
.Jorge Moreira - 4 (Poeira)
.Campolargo - 3 (Calda Bordaleza)
.Domingos Alves de Sousa - 3 (Abandonado 2 e Vinha do Lordelo 1)
.Qtª Vale D.Maria - 3 (CV)
.Symington* - 3 (Chryseia 2 e Qtª do Vesúvio 1)
Nota - o produtor assinalado com * entra nesta listagem pela 1ª vez.
Seguem-se mais 22 produtores com 1 ou 2 referências.
De realçar que 84,1 % dos produtores/marcas,  com 3 referências ou mais, são do Douro e que os vinhos do mediático grupo Douro Boys representam praticamente 54 %.
4.Os melhores entre os melhores
Mantem-se a lista do ano passado, com tintos classificados com 19 pontos. Por ordem alfabética:
.Aalto PS 2001
.Barca Velha 1995, 1999 e 2004
.Pintas 2001
.Qtª do Crasto Vinha da Ponte 1998 e 2003 e T.Nacional 2001
.Qtª Vale Meão 2004
.Robustus 2004
.Três Bagos Grande Escolha 2004
Conclusão: empate técnico entre a Casa Ferreirinha e a Qtª do Crasto.
.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Quadro de Honra de Vinhos Brancos

Comparado com há 1 ano atrás, este QH contempla mais 25 vinhos, ou seja, um acréscimo de 32,1 % para os actuais 78. Este substancial aumento explica-se pela melhoria de qualidade dos brancos, pelo facto de ter descido o acesso ao QH para os actuais 17,5+ (em vez dos 18,5 iniciais) e, ainda, por eu os ir provando ao longo do ano e não me ter limitado aos meses mais quentes. Desagregando estes 78:
1.Por Região
.Vinhos Verdes - 20 (Alvarinho 18 e Loureiro 2)
.Douro - 22 (inclui 2 Colheita Tardia)
.Dão - 9
.Bairrada/Beiras - 6
.Ribatejo/Tejo - 1
.Estremadura/Lisboa - 6
.Bucelas - 3
.Colares - 1
.Península de Setúbal - 1
.Alentejo - 5
.Estrangeiros - 4 (3 Late Harvest)
De salientar a hegemonia dos brancos mais a Norte (53,8 %), com 28,2 % situados no Douro e 25,6 % na Região dos Vinhos Verdes. O Dão apenas representa 11,5 %, o que pode ser considerado uma grande injustiça. Tenho, no futuro, que provar mais brancos daquela Região. Fica a promessa.
2.Por ano de colheita
.1985 e 1999 - 1
.2000, 2001 e 2003 - 1 
.2004 - 4
.2005 e 2006 - 2
.2007 e 2008 - 9
.2009 - 19
.2010 - 15
.2011 - 11
.2012 - 1
Constata-se que os eleitos se concentram nos anos 2009, 2010 e 2011, representando 57,7 % do total de brancos.
3.Por Produtor/Marca
.Soalheiro - 12 (1ª Vinhas 7, Reserva 3 e Colheita 2)
.Niepoort - 8 (Redoma Reserva 6, Projectos Chardonnay e Projectos Riesling 1 de cada)
.Qtª das Bageiras - 6 (Garrafeira 4 e Pai Abel 2)
.Anselmo Mendes - 4 (Muros de Melgaço 2, Parcela Única e Nostalgia 1 de cada)
.Global Wines* - 4 (Vinha do Contador, Condessa de Santar, Ribeiro Santo Vinha da Neve e Vinha Saturno)
Estes 4 Produtores/Marcas representam mais de 40 % dos brancos premiados (em rigor 43,6 %). Seguem-se mais 37 com 1 ou 2 brancos eleitos.
Como facilmente se pode concluir, a casta Alvarinho é a minha preferida e o Soalheiro a minha marca de eleição.
4.Os melhores entre os melhores
Lista, por ordem alfabética, dos brancos classificados com 18 pontos, com excepção do Soalheiro: Alvarinho Reserva 2007, o único eleito com 18,5.
.Buçaco Reservado 2007
.Condessa de Santar 2009
.Madrigal Viognier 2009
.Maritávora Reserva 2008
.Morgado Stª Catherina 2008
.Muros de Melgaço Alvarinho 2008 e 2009
.Parcela Única 2009
.Primus 2010*
.Projectos Niepoort Chardonnay e Riesling , ambos de 2004
.Qtª das Bageiras Garrafeira 2007 e Pai Abel 2009 e 2010
.Qtª da Sequeira Grande Reserva 2011*
.Redoma Reserva 2000, 2005 e 2009*
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2007 e 2008, 1ª Vinhas 2006 e 2007 e Colheita 2001*
.Vinha Saturno 2010*
Nota - os vinhos assinalados com * entraram pela 1ª vez nesta lista.

domingo, 4 de agosto de 2013

Actualização dos meus Quadros de Honra (QH)

À semelhança do que fiz há cerca de 1 ano, dedicarei algumas crónicas à actualização dos meus QH, onde entram os vinhos classificados com 18,5 ou mais, com excepção dos brancos que acedem a partir de 17,5+.
Neste último balanço, referido a 31 de julho, contabilizei 291 vinhos, uma média aproximada de 20 por ano (iniciei os meus registos de provas e classificações em 1997), o que permite traçar o meu perfil de enófilo e definir com algum rigor, as minhas preferências quanto ao tipo de vinho, regiões, anos de colheita e produtores/marcas. É um exercício deveras interessante para quem tenha um registo organizado. Há 1 ano lancei esse desafio aos leitores deste blogue mas, infelizmente, caiu em saco roto.
Dos 291 eleitos (mais 48 do que há 1 ano), 123 são tintos (42,3 % do total do QH), 78 brancos (26,8 %) e 90 fortificados (30,9 %). Destes últimos, 35 são Vinhos do Porto (12 %), 41 Vinhos da Madeira (14,1 %) e 14 Moscatéis (4,8 %).
Em próximas crónicas, detalharei estes números, nomeadamente quanto a tipos de vinho, regiões, anos de colheita, produtores/marcas e, ainda, a listagem dos melhores entre os melhores, ou seja os classificados com 19 (ou 18 para os brancos).

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

The Decadente : o restaurante da polémica

Confesso que andava com alguma curiosidade em visitar este espaço da moda, ao ter sido zurzido veentemente na blogosfera, por mais de uma vez. Primeiro, no blogue Gastro Sexual "The Decadente, antes do tempo" (5/3/2012) e, depois, no Mesa Marcada (Duarte Calvão) "Restaurantes que não me querem como cliente" e "The Deprimente" (19/7 e 3/8/2012). Também sei que lhe foi atribuído 1 Garfo no Concurso Gastronómico Lisboa à Prova 2012, mas estes prémios valem o que valem.
A despropósito, lembro-me de dizer a certos produtores e fornecedores, no meu tempo das CAV, que ostentavam medalhas de bronze atribuídas a alguns dos seus vinhos, "eu, se fosse produtor, nunca exibiria uma medalha de bronze, só prata e ouro".
Voltando ao The Decadente, a minha experiência foi forçosamente diferente, pois, além de não ser um crítico gastronómico, limitei-me a almoçar uma ementa simples e a concentrar-me na componente vínica, ou seja, a oferta de vinho a copo, a qualidade do dito e o serviço do mesmo. Logo, a minha abordagem também é necessariamente diferente.
A lista de vinhos é curta, mas deveras original, os quais tanto se podem beber à garrafa como a copo. Inventariei 1 espumante, 10 brancos, 7 tintos e 1 rosé, todos lamentavelmente sem os anos de colheita. Os preços variam entre 9 e 20 € a garrafa, e entre 2 e 5 € o copo.
Curiosamente, todos os vinhos estão pontuados, de 1 a 5, nas componentes fruta, taninos, acidez e corpo. É uma informação original que se aplaude e que eu nunca tinha visto em qualquer outro espaço. O cliente agradece.
Escolhi o branco 100 Hectares 2012 (3,50 €) - aroma evidente, muito fresco e limonado, acidez q.b., alguma complexidade na boca, gastronómico. Nota 16.
O copo tinha alguma qualidade, mas já vinha servido com uma quantidade a olho, que me pareceu inferior a 15 cl. A pedido, a garrafa foi-me mostrada. Não havia necessidade.
Quanto à comida, optei pelo menú da semana que, a troco de 10 €, incluiu o couvert, sopa (creme de cenoura), prato (pescada com pimento, lima, esmagada de batata com alho) e sobremesa (salada de frutas). Tirando a sopa que estava deliciosa, tudo o resto era banalíssimo.
Finalmente, refira-se à informalidade do espaço, despojamento das mesas, música demasiado alta e uma esplanada interior deveras simpática.