quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Almoço com Vinhos da Madeira (11ª sessão)

Esta última sessão deste grupo de enófilos apaixonados por Vinhos da Madeira, teve algumas diferenças em relação às anteriores:
.este memorável almoço foi oferecido pelo José Rosa que, para além de grande parte dos vinhos, também trouxe paio, a carne e um dos queijos, o que todos nós agradecemos;
.como convidados especiais, participaram o Jorge Serôdio Borges, figura de referência no mundo do vinho e que dispensa apresentações, e o João Rosa, filho do anfitrião, vindo expressamente de Londres, onde reside e trabalha, ambos particularmente interessados nos Madeiras.
O evento decorreu, mais uma vez, na Enoteca de Belém, onde contámos com o apoio profissional do Nelson na sala e do Ricardo na cozinha.
O vinho de boas vindas que acompanhou o amuse de bouche (incluiu umas lascas de paio da presa), foi o espumante rosé Vertice 2010, simpática oferta da casa, a desempenhar bem o seu papel. Seguiram-se 2 brancos, 2 tintos, 2 Porto Vintage e 3 Madeiras:
.Soalheiro Alvarinho 2010, já aqui referido em diversas situações. Mantém-se em forma e é uma das referências em brancos que nunca falha. Nota 17.
.Vinha Formal 2008 - austero, fruta madura, boa acidez, madeira bem integrada, alguma gordura, volume de boca e um belíssimo final. Nota 17,5+.
Estes brancos foram oferta do João Quintela e fizeram companhia a um saboroso tataki de atum com tártaro de verdes e emulsão de gengibre.
.Blandy Verdelho 1977 (engarrafado em 2009 e vindo da garrafeira do José Rosa) - frutos secos, vinagrinho, notas de iodo e brandy, volume de boca e final longo. Servido em copo grande (como aliás todos os vinhos ) que o potenciou. Nota 18,5+.
Uma raridade (garrafa nº 487 de 694!).
Servido entre o peixe e a carne, fez o corte no palato.
.Chambertin-Clos de Beze 2004 Grand Cru Domaine Drouhin-Laroze - é um Borgonha (Pinot Noir) - evoluido, côr diluida, aroma complexo, especiado, elegante, sofisticado e final longo. Nota 18.
.Charme 2004 - nariz contido, equilibrado e elegante, notas apimentadas, acidez presente, volume e final de boca médios. Nota 17.
Estes tintos foram trazidos pela família Rosa. Une-os, para além da subtileza e elegância, a ausência de contra-rótulo e irritante falta de informação. Acompanharam costoletas de lombo de vitela barrosã e uns excelentes bifes de lombinho de vitela mirandesa.
.Fonseca Vintage 1992 (oferta do Adelino Sousa) - nariz exuberante, ainda com muita fruta, taninos aveludados, apreciável volume e final de boca. Nota 18.
.Taylor's Vintage 1994 (oferta do Jorge S. Borges) - nariz fechado, grande potência de boca e final interminável; tem, ainda, muitos anos à sua frente. Nota 18,5.
Os Vintage acompanharam uma tábua de queijos (Castelo Branco, Vila Velha de Rodão, Ilha e Serra).
.FMA Bual 1964 (oferta do José Rosa) - um Madeira de excepção, aqui descrito na crónica "Novo Formato+ (13ª sessão)", editada em 18/10, classificado com a mesma nota 19. Para mim, o vinho da sessão.
.Adega do Torreão Terrantez 1870 (oferta do Adelino Sousa) - um vinho com quase 140 anos ainda mostra uma côr e frescura invejáveis; vinagrinho, notas de caril e iodo, final muito longo; a beber com todo o respeito. Nota 18,5+.
Os madeiras tiveram por companhia pão de ló, mousse de frutos silvestres e fruta tropical.
Grande e inesquecível sessão que vai ficar na memória de todos os participantes. O nosso obrigado à família Rosa, não esquecendo o contributo do Adelino e do João!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Encontro com os Vinhos e Sabores (EVS) 2013

À semelhança de anos anteriores marquei presença no EVS deste ano, mas só consegui estar na 2ª feira depois da hora de almoço. Foi um período muito curto, menos de 4 horas, tendo ficado pela prova de 37 vinhos (7 brancos, 26 tintos, 1 rosé e 3 fortificados), uma ínfima parcela do que lá se encontrava. Mas, mais importante, revi amigos, antigos clientes, produtores, enólogos e alguns distribuidores que frequentavam as Coisas do Arco do Vinho (CAV).
O EVS é, mais uma vez, o grande evento do ano: 11 Provas Especiais, 4 Provas de Harmonização, 200 stands de vinhos, 24 de sabores, 12 de acessórios e, ainda o concurso "A Escolha da Imprensa", é obra. Os meus parabens à Revista de Vinhos. É justo referir, com agrado, que o Nuno Garcia, um dos enófilos que pertenceu ao painel de prova das CAV e que agora integra a redacção da RV, participou em algumas das Provas Especiais e de Harmonização e, ainda, fez parte do juri do concurso "A Escolha da Imprensa". A propósito, em crónica futura, citarei alguns amantes do vinho que "cresceram" no âmbito das CAV, que há alguns anos atrás funcionou como uma espécie de viveiro de enófilos.
Quanto a vinhos provados, ficaram-me na memória os brancos Casal de Santa Maria Reserva 2010, Herdade Grande Reserva 2012, Malhadinha 2012 e Principal Reserva 2010; os tintos Vale Meão 2011 (perfeito!), Marquês de Borba Reserva 2011, Memórias Alves de Sousa (lote de vinhos de 1992 a 2012?), Qtª de Pinhanços Altitude 2007, Vallado Reserva 2011, Calda Bordaleza 2009, Três Bagos Grande Escolha 2008, Marquesa de Cadaval 2010, Qtª dos Roques Garrafeira 2008, Qtª Foz de Arouce Vinhas Velhas 2009, Qtª do Noval 2009, Palácio da Bacalhoa 2008 e Vale do Tua 2009; o rosé Tête de Cuvée 2010; e os fortificados Blandy Terrantez 1976 e Graham's 30 Anos (com grande frustação da minha parte, não cheguei a tempo de provar alguns enormes vinhos, nomeadamente o Bual 1920 da Blandy). De referir, com toda a justiça, a surpresa que foi provar o Parduço, um verde tinto elaborado pelo Anselmo Mendes, que nada tem a haver com os que se bebem na malguinha tradicional.
E, para o ano, há mais!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Evento Wine Bloggers na José Maria da Fonseca - versão 2013 (II)

Continuando a crónica anterior:
4.Os convidados
Para memória futura, compareceram à chamada os blogues (ordem alfabética):
.A Minha Louca Paixão (Olga Magalhães Cardoso)
.Adegga (André Ribeirinho e Daniel Matos)
.Air Diogo num Copo (Diogo Rodrigues)
.Art Meets Bacchus (Rui Lourenço Pereira)
.Comer, Beber e Lazer (Carlos Janeiro)
.Copo de Salto Alto (Carla Reis)
.Copo de 3 (João Pedro Carvalho)
.E Tudo o Vinho Levou (Gustavo Fernandes)
.Enófilo Militante (eu próprio)
.Jójójoli (Jorge Nunes)
.Magna Casta (Ema Martins, Nuno Gonçalo Monteiro e Ricardo Oliveira)
.O Vinho é Efémero (Elias Macovela)
.O Vinho em Folha (Paulo Mendes)
.Os Vinhos (Pedro Rafael Barata)
.Pingas no Copo (Rui Miguel Massa)
.Saca a Rolha (Nuno Oliveira Garcia)
.Wine & Lifestyle (André Peres)
5.A fechar
Para além das provas e do almoço, a José Maria da Fonseca ofereceu o todos os participantes  1 garrafa do espumante Moscatel Roxo Rosé 2012 e 1 caixa com os 3 vinhos Super Premium bebidos ao almoço (José de Sousa Mayor 2011, J 2011 e Periquita Superyor 2009).
Em conclusão, foi um grande sessão de convívio, de comeres e beberes, com grandes tintos e um Moscatel Superior inesquecível..
Obrigado Domingos! Obrigado Sofia!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Evento Wine Bloggers na José Maria da Fonseca - versão 2013 (I)

1.Preâmbulo
Não é demais referir a postura que a JMF tem tido com  o mundo da blogosfera. Para quem não se lembrar, remeto para "Evento Wine Bloggers na José Maria da Fonseca (JMF)", crónica publicada em 25/10/2011. Em 2 de Novembro, teve lugar mais uma visita, prova e almoço, exclusiva para bloguistas (desculpem-me lá, mas prefiro a palavra portuguesa), sendo de destacar e agradecer o envolvimento do Domingos Soares Franco (6ª geração) e da Sofia (7ª geração).
Só para provar o Moscatel 1975, em amostra de casco, valeu a pena a deslocação a Azeitão!
2.A prova
Orientada pelo Domingos, a prova incluiu 5 novos brancos da colheita de 2013, Verdelho, Verdejo, Sauvignon, Viosinho e Alvarinho. Confesso que tenho alguma dificuldade em provar vinhos acabados de fazer, pois parecem-me todos muito semelhantes e onde ainda é notória a presença de gás. Falta-lhes o tempo de garrafa indispensável ao seu crescimento e definição do que virá a ser a sua personalidade própria. Mesmo assim, talvez porque tivesse sido  o 1º a ser provado, ficou-me na memória o Verdelho.  Provámos, ainda, um espumante rosé da colecção privada DSF 2012, com base na casta Moscatel Roxo,  que mostrou bolha fina, frecura, leveza e ser óptima companhia para aperitivos e entradas leves. E  também um tinto com base em 152 castas (!), proveniente da vindima de 2012, protagonizada por um grupo de bloguistas convidados para tal feito.
3.O almoço
Foi o ponto mais alto do evento, onde foram provados (e bebidos,claro!) uns tantos vinhos de topo, alguns no patamar da excelência.
Começámos com creme de cenoura, acompanhado pelo Pasmados Branco 2009, que vai na linha do 2008, um branco contra a corrente e cheio de personalidade, que teria brilhado se servido no final com o queijo de Azeitão.
Com o prato principal, bacalhau verde com coentros, broa de milho, batatinhas e salada, foram servidos 3 soberbos tintos da linha super premium, José de Sousa Mayor 2011 (58% de Grand Noir), J 2011 (60% de Grand Noir) e Periquita Superyor 2009 (94% de Castelão Francês). Gostei dos 3, mas, para o meu gosto, elegi o Periquita, talvez porque tem 2 anos de vantagem sobre os outros.
Com uma torta de Azeitão, seguiu-se o Moscatel de Setúbal DSF 1999 (versão Armagnac), a portar-se bem, como habitual.
Mas, o vinho da tarde viria a seguir, o Moscatel Superior 1975 (em amostra de casco, a ser engarrafado daqui a uma série de anos) já na área da excelência. Já lá tem quase tudo (vinagrinho, frutos secos, caril, brandy...), mas o Domingos ainda quer mais!
 Em breve, farei um aditamento onde constará, para memória futura, quem esteve presente.

sábado, 16 de novembro de 2013

Provar vinhos no Chafariz com a Herdade das Servas

A convite da Herdade das Servas (H.S.), estive no Chafariz do Vinho (a enoteca de que o João Paulo Martins é sócio) a provar os seus últimos lançamentos. A H.S. estava em peso, com os produtores Carlos e Luis Mira, o enólogo Tiago Garcia e o comercial Artur Diogo, equipa que se mantém junta há uma série de anos, o que é um sinal fortemente positivo. O convite foi dirigido a jornalistas e críticos (estavam presentes a Revista de Vinhos, semanário Sol, jornais Público e I) e, em pé de igualdade, a bloguistas, o que mais uma vez se louva (já o tinha referido na crónica "A Herdade das Servas e a Blogosfera", publicada em 22/1/2011).
Em linguagem telegráfica, aqui ficam as minhas impressões dos vinhos que provei, mas sem as ter conseguido registar; ficando só o que a memória reteve (todos ostentam o nome Herdade das Servas, ou seja, pertencem à gama alta/média alta deste produtor) :
.Colheita Seleccionada 2012 branco - com base nas castas Alvarinho (50%), Roupeiro (25%) e Viognier (25%); precisa de mais tempo de garrafa para se mostrar. Nota 16,5+.
.Reserva Syrah/T.Nacional 2009 - estas castas fizeram um bom casamento; é o mais harmonioso e equilibrado dos 3 tintos apresentados. Nota 17,5.
.Reserva Alfrocheiro 2010 - para mim o menos interessante; prejudicado por um final excessivamente doce, para o meu gosto. Nota 16,5.
.Reserva Petit Verdot 2010 - correcto e muito afinado, com a casta a dar o melhor de si. Nota 16,5+.
.Reserva Vinhas Velhas 2009 - provado já fora do contexto; um belíssimo tinto alentejano, que tem evoluído muito bem. Nota 18.
Como conclusão, tiro o meu chapéu a este produtor que não teve a pressa, como faz a maioria, em pôr os seus vinhos no mercado, antes que os mesmos estivessem prontos. Os tintos estagiaram de 12 a 14 meses em barricas de carvalho francês (70 a 80%) e americano (30 a 20%). Mais ainda: depois do estágio em barrica, ainda ficaram a dormir 12 meses na garrafa. Só é pena que tenham um grau alcoólico tão elevado (14,5 % vol. o branco e 15 % vol. os tintos), embora não se note. Mas, ao 3º copo, é complicado se nos mandarem soprar no balão!
Quanto ao local da prova, o Chafariz é um espaço belíssimo que todos os enófilos deveriam conhecer. Ali se pode petiscar e degustar uma série de vinhos, a copo ou em garrafa e, para quem não saiba, o Museu da Água da EPAL organiza visitas guiadas à galeria do Loreto, um troço da Patriarcal (no Príncipe Real) a São Pedro de Alcântara, sempre por baixo do chão.
A terminar, o JPM lembrou o protocolo com a CML e a EPAL. Mas não disse que a assinatura do dito protocolo, que teve lugar no gabinete do Presidente da Câmara (na altura, o João Soares), se a memória não me atraiçoa, teve o apoio das Coisas do Arco Vinho com o Porto Churchill Dry White. Eu estive lá.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Curtas (XIX)

1.Rosa da Rua
Fica na Rua da Rosa, em pleno Bairro Alto, e é uma boa surpresa. Tem um serviço de bufete de qualidade, que custa 10 € de 2ª a 6ª feira, subindo para 12 € nos Sábados e feriados. Estes preços não incluem bebidas e sobremesa. Finalmente, esclareço que não tive a ocasião de testar o serviço de vinhos.
2.Brasserie de L'Entrecôte
Revisitei este espaço de restauração que fica na Praça de Touros do Campo Pequeno. O menú executivo, composto por couver, salada de alface, rúcula e nozes e, ainda entrecôte no prato acompanhado com batatas fritas, custa 12,90 €. Vale mesmo a pena ir lá para provar o saborosíssimo entrecôte.
Desta vez, estando a tomar antibiótico, não pude beber.
3.Thai Square
É um restaurante que fica na Rua da Junqueira, em Belém. Há outro em Cascais (Largo das Grutas, próximo do jardim Visconde da Luz), pertença da mesma gente. Servem comida tailandesa de qualidade, embora a preços puxadotes. Gostei francamente e tenciono voltar.
Bebi uma meia garrafa de vinho branco que não me ficou na memória. 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Rescaldo da ida à Ericeira

1.Canastra
Quem quiser comer peixe fresquíssimo, quase acabado de pescar, vai à Canastra que fica na R. Capitão João Lopes (tel 261865367), na marginal, junto ao mar. Fui o que eu fiz num dia destes. Comi uma dourada 5 estrelas, acompanhada por uma deliciosa açorda de ovas, para além das habituais batatas, cenouras, etc.
Quanto a vinhos é que estamos mal, o que não se compreende, até porque os donos já exploraram uma garrafeira na Ericeira. A lista está muito rapada e sem anos de colheita, o que se lamenta. Vinho a copo só o da casa e meias garrafas de branco, apenas o Lello 2012 - frutado, fresco, com algum volume e muito equilibrado. Uma boa surpresa. Nota 16,5.
2.Vira-Latas
Um pouco acima do restaurante, dei com uma loja gourmet, cuja dona, Teresa Pinto, apostou forte nas conservas, que são mais de 150! Para além das conservas, a loja também tem um nicho de vinhos e serve petiscos, que podem ser acompanhados por vinho a copo ou cerveja artesanal. Uma boa surpresa que recomendo.
3.Vira Copos
Mais outra boa surpresa na Ericeira, a garrafeira Vira Copos ( situada na R.Caldeira,52 bem perto do centro), com uma componente de wine bar. Pareceu-me ter uma criteriosa escolha de vinhos e preços sensatos. Segundo informação do dono, Sérgio Nascimento, todas as 6ª feiras há prova de vinhos. Quando lá passei, em finais de Outubro, estava anunciada uma degustação com o Monte da Ravasqueira.
Só não percebi a relação destas 2 lojas, dada a parecença de ambos os nomes. Mistério...

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Grupo dos 3 (33ª sessão)

Esta última sessão foi da responsabilidade do Juca, que escolheu o restaurante da Ordem dos Engenheiros, já nosso conhecido, com um diversificado bufete de entradas e sobremesas. O prato principal, que escolhi para mim, foram uns belíssimos salmonetes. Da garrafeira do Juca sairam 3 tintos (2 argentinos e 1 italiano) e 1 Madeira. Foi quase uma limpeza de garrafeira (tintos de 2002 e 2003), mas a sentir-se a falta de um branco para acompanhar as entradas.
Provados às cegas, como é hábito neste tipo de encontros, desfilaram:
.Fabre & Montmayou Grand Vin 2002 - com base em vinhas velhas, a notarem-se os 11 anos que já leva, notas vegetais, acidez equilibrada, algum volume e final de boca longo. Nota 16,5 (noutra situação 16).
.La Forra Reserva 2003 - é um Chianti Clássico com base na casta Sangiovese; muito evoluído, cor atijolada, aparentando ser mais velho do que o anterior, notas de cebola e lagar, volume e final de boca médios; o vinho menos interessante em prova. Nota 15,5 (17,5).
.Fabre & Montmayou Gran Reserva 2007 - enologia de Rui Reguinga e Hervé Fabre com base nas castas Malbec (70%) e Touriga Nacional (30%); fruta ainda presente, alguma complexidade, acidez q.b., taninos presentes mas domesticados, volume e bom final de boca. Nota 17,5 (18).
.Blandy Bual Colheita 1991 - frutos secos, vinagrinho, notas de iodo e brandy, elegância, equilibrio, volume de boca e um grande final. O vinho do almoço! Nota 18,5 (17,5/17,5+).
Mais uma boa sessão deste grupo de enófilos militantes. Obrigado Juca!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Aditamento a "Provar vinhos no Ritz..."

Na crónica referida em título, escrevi que dos 5 vinhos que mais me marcaram nesta prova, um foi o Qtª da Manoella Vinhas Velhas 2011, cujos produtores e enólogos são o Jorge Serôdio Borges e a Sandra Tavares da Silva, cujo mérito tarda a ser reconhecido pela Revista de Vinhos (para quem ande distraido, nunca lhes foi atribuido o prémio do Enólogo do Ano). À semelhança do que aconteceu com o Francisco Albuquerque, eles já têm créditos a nível mundial, senhores!
Vem isto a propósito de o jornalista e crítico de vinhos Matt Kramer, já com apreciável obra publicada, no evento New York Wine Experience, organizado pela Wine Spectator de 24 a 26 de Outubro deste ano, ter escolhido 3 vinhos da Península Ibérica de vinhas velhas que mais o entusiasmaram, sendo 1 do Douro e 2 da Ribera Sacra. O único representante da Região Douro foi precisamente a versão anterior do Qtª da Manoella, o 2010!
Mais informações em www.winespectator.com/webfeature.

Provar vinhos no CCB com a Heritage Wines

Ainda com o palato não totalmente recuperado, após as provas no Ritz, participei no evento da Heritage. Esta distribuidora, embora sem a abrangência da Decante, tem referências nacionais de excepção, como é o caso dos vinhos da Qtª do Crasto, da Taylor's/Fonseca e Mouchão.
Ficaram-me na memória, nos vinhos de mesa/consumo, Qtª do Crasto T.Nacional 2004 (fabuloso!), Vinha da Ponte 1998 (sempre jóvem), Qtª do Crasto Reserva 1997, Mouchão 2005 e 2008. Ao contrário, o Maria Teresa 2006 desiludiu.
Quanto aos fortificados, nota alta para os Vintage 2011 à prova, nomeadamente Taylor's, Fonseca e Croft, enquanto o Eira Velha ficou abaixo do esperado. Nos tawnies de idade, registei a boa prestação do Taylor's 30 Anos e Fonseca 20 Anos, engarrafamentos de 2013.
A fechar, provei um sublime Colheita 1964, que exibia o rótulo da Taylor's, mas em boa verdade é um Krohn, para mim a melhor marca neste tipo de vinho do Porto. Mas negócios são negócios e a Taylor's, à conta da compra da Wiese & Krohn, vai empochar uma data de massa. 

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Provar vinhos no Ritz com a Decante

Tive a ocasião de participar em mais uma prova anual de vinhos, organizada pela distribuidora Decante, empresa que tem um rico, alargado e invejável portefólio. É sempre um prazer estar com eles.
Dos 40 vinhos provados, elegi 5 que mais me impressionaram (a ordem é a da prova): Qtª La Rosa Reserva 2010, Qtª da Manoella Vinhas Velhas 2011, Vinha Paz Reserva 2010, Zambujeiro 2009 e Aalto PS 2011. E logo a seguir os brancos Soalheiro Reserva 2012, Qtª do Ameal Escolha 2012, Qtª do Ameal Loureiro 2004, Qtª La Rosa Reserva 2012, Poeira Alvarinho 2012, Guru 2012, Primus 2011 e Nossa Calcário 2012. E quanto a tintos Poeira 2011, Pintas 2011, Crochet Sandra Tavares/Susana Esteban 2011, MOB 2011 (Moreira/Olazabal/Borges), Qtª Seara d'Ordens Reserva Vinhas Velhas 2010, Talentus Grande Escolha 2010, Carrocel 2010, Nossa Calcário 2011, Júlio B. Bastos Alicante Bouschet 2007, Aalto 2011 e San Roman 2009. E, para terminar com chave de ouro, o grande Moscatel do Douro, Secret Spot 40 Anos. Uma delícia!

sábado, 2 de novembro de 2013

Os vinhos do Celso Pereira

1.O jantar vínico
Mais uma iniciativa da Garrafeira Néctar das Avenidas, em parceria com o restaurante do Real Palácio Hotel. Contámos com a presença do produtor e enólogo Celso Pereira que nos trouxe 1 espumante, 2 brancos e 2 tintos e, ainda, 1 Moscatel de Favaios. 
O vinho de boas vindas e que acompanhou uns canapés foi o espumante Vértice Cuvée 2010 (dégorgement feito em 2013) que cumpriu bem a sua missão. Seguiram-se:
.Terra a Terra Reserva 2011 branco - com base nas castas Gouveio, Viosinho e Rabigato; nariz discreto, fruta madura, acidez e mineralidade, madeira ainda presente; precisa de tempo de garrafa para se harmonizar. Nota 16.
Acompanhou o amouse bouche, uma vieira braseada, com puré de ervilhas e presunto crocante.
.Terra a Terra Reserva 2010 tinto - com base nas castas T.Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; ainda com muita fruta, especiado, boa acidez, taninos redondos, algum volume e final de boca; em forma mais 2/3 anos. Nota 17.
Não gostei da ligação com a entrada, um duo de queijo de cabra. O branco anterior casou muito melhor.
.Quanta Terra Grande Reserva 2010 tinto - complexidade aromática, fruta, notas florais, acidez equilibrada, especiado, taninos firmes, apreciável volume  e final de boca. A consumir nos próximos 7/8 anos. Nota 18.
Maridou muito bem com alcatra de vitela, esmagada de cogumelos e batata e mil folhas de legumes.
.Quanta Terra Grande Reserva 2010 branco - nariz exuberante e complexo, notas florais, frescura e mineralidade, alguma gordura, volume e final de boca, gastronómico. Aguenta bem mais 3/4 anos. Nota 17,5.
Fez-lhe companhia tábua de queijos, torta da Ericeira e gelado de frutos vermelhos.
De referir que o chefe Ricardo Mourão, já elogiado anteriormente, não esteve.
2. A prova
Teve lugar no novo espaço da Néctar das Avenidas e ocorreu na véspera do jantar. O Celso vestiu outra camisola, a do Pinga Amores, na qualidade de enólogo e sócio da empresa produtora. Eu, aqui há alguns anos, tinha provado a 1ª versão do Pinga Amores que não me convenceu na altura. Mas agora fiquei completamente rendido, pois tanto o Colheita Seleccionada, como o Reserva e o Grande Reserva (todos alentejanos e de 2011), cada um no seu patamar, deram-me um grande prazer.
Fico é surpreendido com o nome, pois há um outro vinho (da Região Tejo) chamado Ping'Amor! Quem se inspirou em quem? 


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Crónicas em atraso

Por uma razão ou por outra, não consigo acompanhar o ritmo das provas, visitas e outras situações em que participei nos últimos dias, a um ritmo quase frenético. Mas prometo, logo que a minha vida acalme, que irei partilhar com os leitores deste blogue, os momentos por mim vividos. Para temas das próximas crónicas, prevejo:
.Jantar e prova com o Celso Pereira
.Provas com a Decante no Ritz
.Provas com a Hermitage no CCB
.Prova Herdade das Servas no Chafariz do Vinho
.Grupo dos 3 (33ª sessão)
.O Guia 2014 do João Paulo Martins
.Rescaldo da ida à Ericeira
.Curtas (XIX)
.José Maria da Fonseca revisitada (prevista para amanhã)