quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Jantar Álvaro de Castro

Mais um jantar vínico organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas, em parceria com o restaurante As Colunas. Já ultrapassou a trintena (foi o 31º), mas tarda o reconhecimento desta postura da Néctar das Avenidas. Espero, sinceramente, que a Revista de Vinhos e a Wine, lhe dediquem, em breve, algum espaço. Este evento contou com a presença do produtor Álvaro de Castro, um desalinhado no mundo do vinho que dispensa apresentações.
Já conheço o Álvaro de Castro há uma série de anos e sempre tivemos (o Juca e eu) as melhores relações institucionais e de franca amizade. Mais: estivemos e acompanhámos, de algum modo, a gestação do Dado (actualmente a dar pelo nome de Doda), ao juntarmos o Álvaro com o Dirk (outro desalinhado e amigo nosso), num dos jantares organizados pelas CAV. Aí germinou a idéia de um vinho em conjunto, com um lote do Dão e outro do Douro.
Voltando ao jantar, desfilaram:
.Qtª de Saes Reserva 2012 branco - com base nas castas Bical, Encruzado e Cerceal, sem estágio em madeira; aromático, presença de citrinos, fresco e mineral, algum volume e bom final de boca. Nota 17.
Ligou bem com os bolinhos de bacalhau.
.Qtª de Saes Estágio Prolongado 2010 - proveniente de vinhas velhas; frutos vermelhos, acidez no ponto, taninos presentes, alguma rusticidade e volume de boca. Nota 17+.
Não casou bem com a bruschetta de bacalhau.
.Pelada Vinhas Velhas 2003 - mais conhecido pela mulher nua; nariz com vivacidade, boa acidez e frescura, especiado, taninos presentes mas civilizados, estruturado e final longo; está ainda cheio de juventude e pode ser bebido nos próximos 9/10 anos. A surpresa da noite! Nota 18+.
Boa maridagem com o arroz de linguas de bacalhau.
.Qtª da Pellada 2011 - nariz exuberante, notas florais, fresco e elegante, harmonioso, taninos civilizados, volume e assinalável final de boca; gastronómico, em forma mais 10/12 anos. Nota 18.
Casou bem com os lombinhos de bacalhau no forno.
.Carrocel 2011 - acidez correcta, especiado, notas de chocolate e tabaco, algum fumado, taninos de veludo, algum volume e final de boca longo. Algo controverso, pareceu-me desenquadrado da região; era, sem dúvida, o mais internacional dos tintos apresentados. A 1ª garrafa foi servida a uma temperatura acima do recomendado, o que o prejudicou; portou-se muito melhor com a 2ª garrafa que vinha a uma temperatura correcta. Nota 18.
Fez companhia a um queijo da Serra.
Foi, ainda, servido um Moscatel Horácio Simões Bastardo 2010, uns furos abaixo do 2009, a acompanhar uma mousse de chocolate com avelã.
Serviço de vinhos a cargo da família Quintela e mais de uma centena de copos Riedel em cima da mesa.
Em conclusão, nota alta a este evento!

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