domingo, 9 de março de 2014

Grupo dos 3 (37ª sessão): o Alentejo em alta

Foi a 37ª sessão deste núcleo duro e a 13ª da minha responsabilidade e com vinhos da minha garrafeira. Escolhi um restaurante já aqui referido este ano (ver "1300 Taberna revisitada", crónica publicada em 26/1/2014), situado na Lx Factory. No serviço de vinhos, contámos com o apoio profissional do escanção Rodolfo Tristão. O menú foi da responsabilidade do chefe Nuno Barros, o dono deste espaço, que simpaticamente veio à  mesa e trocado impressões connosco.
 A prova, como é habitual, foi às cegas, tendo desfilado 1 branco de Lisboa, praticamente desconhecido, 2 tintos alentejanos da colheita 2007 e um Madeira da empresa artesanal Artur Barros e Sousa, recentemente extinta:
.Qtª do Gradil Reserva 2010 (oferta desta Quinta, ver "Visita à Quinta do Gradil" em 2/7/2013) - com base nas castas Chardonnay (70%) e Arinto (30%); abaunilhado, acidez no ponto, madeira bem integrada, alguma gordura, volume e final longo; gastronómico. Nota 17,5.
Ligou muito bem com a barriga de atum, feijão frade e abacate.
.Mouchão - com base na Alicante Bouschet; aroma intenso, fresco, boa acidez, taninos suaves, surpreendentemente elegante e sofisticado, final longo. Tem estrutura para aguentar bem mais 5/6 anos. Nota 18.
.Zambujeiro - a partir das castas T.Nacional, Alicante e Aragonês, estagiou 24 meses em barricas de carvalho francês; ainda com muita fruta, acidez equilibrada, especiado, taninos algo musculados, grande volume e final muito longo. A beber nos próximos 4/5 anos. Nota 18,5.
Os tintos fizeram boa companhia a um excelente lombinho e barriga de porco, bolinhos de batata e molho de mostarda.
A prova destes alentejanos vai ficar na história deste blogue: os meus parceiros, provadores mais que experimentados,  não acertaram na região, nem no ano (de facto, parecem muito mais jóvens). E eu, que sabia que vinhos eram, mas não onde estavam, troquei-lhes a identidade! E esta, hem?
.Solera Malvasia 1965 - nariz intenso, frutos secos, notas de iodo e caril, vinagrinho, boca potentíssima e final interminável. Raro e divinal. Quando saímos, o seu aroma ainda pairava por ali. A Madeira no seu melhor! Nota 19.
Fez um bom casamento com um belo bolo morno de pêra rocha, gelado e molho de caramelo.
Em conclusão, foi uma grande sessão de convívio, com nota alta para a gastronomia e serviço de vinhos. Atenção enófilos: é obrigatório conhecer este espaço!
  

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