terça-feira, 18 de março de 2014

Lisboa Restaurant Wek (II)

O 2º restaurante visitado, no âmbito desta edição do LRW, foi o Nobre, que também dá pelo nome de Spazio Buondi ou Justa Nobre. No passado, já tinha frequentado o 1º Nobre (em Belém) ou a aventura petisqueira no Parque das Nações. Não conhecia este espaço na Av. Sacadura Cabral, nem cheguei a visitar a versão cacilheiro ou a do Montijo.
Voltando ao espaço actual, arejado e luminoso, a ementa disponível constava de sopa de santola, o ex-libris da casa, saborosíssima e bem apresentada na casca da dita, lombinhos de peixe porco em crôsta de amêndoas e jardineira de marisco (que não vislumbrei) e, ainda, parfait de amêndoas com creme de baunilha. No final, com o café, oferecem mini pasteis de nata (não provados). Serviço, em geral, eficiente.
Quanto a vinhos, surrealismo puro. Logo que me sentei, indaguei pela oferta de vinhos a copo, tendo-me sido dito verbalmente a disponibilidade de 2 ou 3, esclarecendo que a lista estava em reestruturação e estaria pronta só lá para o final do mês. Afinal constatei que não era bem assim, pois, à saída, tive acesso à lista de vinhos que incluia, a copo, 12 referências de branco e outras tantas de tinto. Pareceu-me bem desenhada, mas a preços pouco amigáveis e sem os anos de colheita, o que, num espaço como este, é indesculpável.
Escolhi o branco Ribeiro Santo 2012 - nariz discreto, fresco, mineral, presença de citrinos, final seco; gastronómico, acompanhou bem a refeição. Nota 16.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar, servido num bom copo, a olho e de sopetão. Se fosse tinto, lá ficava a toalha toda manchada. Note-se que o Nobre está bem apetrechado para o serviço de tintos, pois possui decantadores e armários térmicos para contolo da temperatura.
Em conclusão, a sopa de santola valeu a visita, mas confesso que toda aquela conversa à volta da lista  e dos vinhos a copo, me retirou a vontade de lá voltar.

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