quinta-feira, 27 de março de 2014

Petiscos em Lisboa (XIV): A Travessa do Fado

Já há muito tempo que não visitava um espaço, em Lisboa, que apostasse na petisqueira de qualidade. Calhou a vez ao restaurante do Museu do Fado, situado no Largo do Terreiro do Trigo, em Alfama, onde se pode petiscar antes ou depois de uma visita ao mesmo, numa das 2 esplanadas ou no interior. Mas também se pode ir, sem visitar o Museu, excepto 2ª e 3ª feira, dias de encerramento.
A Travessa do Fado é explorada pela belga VivianeDurieu e o "tuga" António Moita, donos do restaurante A Travessa, instalado no Convento das Bernardas. Começaram num outro espaço, ali bem perto, que cheguei a frequentar, onde as "moules" eram o ex-libris da casa. Mais tarde tiveram uma experiência (falhada) no Terreiro do Paço, antes da época da saudosa Júlia Vinagre.
Quanto a comeres, há uma boa oferta de petiscos/entradas. Das 15 referências, escolhi uns deliciosos peixinhos da horta, bolinha de alheira, croquetes de carnes bravas e um polvinho à Convento, tenro e saborosíssimo.
Quanto à carta de vinhos, pouco interessante, inventariei 10 brancos (3 a copo), 12 tintos (4), 1 rosé (1) e 3 Portos (2).
Bebi o branco Ponto e Vírgula 2012, do Monte do Álamo - neutro no nariz, plano na boca, déficite de acidez, desaparece do palato num instante. Só serve para empurrar a comida. Nota 12,5. A garrafa veio à mesa, o vinho foi servido num copo foleiro (o dos tintos, pareceu-me menos mau), a quantidade era ridícula e não foi dado a provar. Pedi um pouco mais, tendo-me sido cobrado 2 copos. Aparentemente o preço do copo era bom (3,50 €), mas assim acabou por ficar bastante caro.
Em conclusão, a qualidade do espaço e da petisqueira não mereciam um serviço de vinhos tão mau. Não tenciono voltar e não recomendo aos enófilos.

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