terça-feira, 4 de março de 2014

Uma grande jornada com vinhos da Madeira e não só...

A Madeira Wine, com o apoio da Garrafeira Néctar das Avenidas, disponibilizou 5 dos seus vinhos Blandy para serem submetidos à prova por um núcleo duro, amante destas iguarias. A Madeira Wine estava representada pelo seu "sales manager" João Pedro Ghira. Participaram o João Quintela (organizador), Adelino de Sousa, Oliveira Azevedo (Juca), Alfredo Penetra, Raul Matos, Paula Costa, João Chedas, eu próprio e Fernando Alves (representante da Portefólio, a distribuidora da marca). O repasto teve lugar no Guarda Real, o restaurante do Real Palácio Hotel.
A concentração deste núcleo duro foi na Néctar das Avenidas, onde foi provada a garrafa nº 1268/2600 do Sercial 1998 (engarrafada em 2013). Simples e descomplicado, agradou sem entusiasmar. Bom para principiantes. Nota 16,5.
Já no Guarda Real, antes do repasto, provámos a garrafa nº 879/3000 do Verdelho 1998 (também engarrafado em 2013). Mais interessante que o Sercial, falta-lhe, no entanto, a patine do tempo. Nota 17.
Antes de chegarmos aos restantes Madeiras, foi a vez dos vinhos de mesa, que acompanharam as entradas e o prato principal, 2 brancos e 2 tintos:
.Herdade da Calada Baron de B 2012 (oferta do João Chedas) - com base na Antão Vaz, surpreendemente muito equilibrado, com a acidez a aguentar bem a madeira. Nota 17.
.Porta dos Cavaleiros Reserva Colheita Seleccionada 1979 em magnum (trazida pelo João Quintela) - ainda cheio de saúde este branco com mais de 30 anos, aroma complexo com fruta madura, notas florais e frutos secos, tudo à mistura, excelente acidez, alguma gordura, volume de boca e bom final. Surpreendente! Não é para principiantes. Nota 18.
.Vallado T. Nacional 2010 em magnum (oferta do João Chedas) - aroma discreto, fruta vermelha, acidez equilibrada, taninos presentes e boa persistência. Ainda muito jóvem, falta-lhe complexidade. Há que esperar. Nota 17,5+.
.Qtª Monte d' Oiro Ex-aequo 2007 em magnum (trazido pelo Raul) - mais complexo que o anterior, acidez equilibrada, elegância, final muito longo; ainda com muitos anos pela fente. Nota 18.
Com as sobremesas, avançaram os restantes Madeiras:
.Malvasia 1996 (engarrafado em 2011, era a nº 217/4000) - frutos secos, vinagrinho, notas de caril, alguma gordura, taninos presentes, volume de boca e bom final; parece ter mais idade, um perfil próximo da casta Bual  e algumas semelhanças com moscatéis velhos. Melhora se bebido num copo maior. Nota 18,5+.
.Terrantez 20 anos (já bebido noutras ocasiões) - frutos secos, vinagrinho, notas de iodo, taninos vigorosos e final muito longo. Nota 18.
.Bual 1969 (engarrafado em 2012, era a nº 1002/1542) - nariz complexo, vinagrinho, notas de iodo e brandy, alguma gordura, taninos presentes, volume de boca e grande final. Nota 18,5+.
Grande jornada, a trazer algumas boas surpresas, como foi o caso do branco Porta dos Cavaleiros e o Blandy's Malvasia 96.
Obrigado João Ghira e João Quintela, por esta oportunidade. Convidem-me sempre!




3 comentários:

  1. Muito obrigado pelos comentários, é um orgulho para mim que um grupo tão DISTINTO possa apreciar os nossos vinhos colocando sempre o prazer, a amizade e o espírito civilizado à frente de qualquer atributo...no fundo tudo para que o vinho foi feito ! Um Abraço a todos e Bem Hajam...

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    1. Caro Francisco Albuquerque,
      Nós é que agradecemos o privilégio da sua atenção a este grupo que muito o aprecia. Quanto a mim, fico muito agradado e honrado com o seu comentário.
      Um grande abraço,
      Francisco B.C.

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  2. Carissimo Francisco Albuquerque
    As suas palavras retratam na perfeição o que é este grupo - amantes verdadeiramente apaixonados pelos grandes V.Madeiras mas que gostam de os disfrutar em saudáveis e agradabilíssimos convívios .Para nós é uma honra pertencermos ao grupo dos enófilos de que faz o favor de ser um verdadeiro Amigo,Um forte abraço Juca

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