quinta-feira, 17 de abril de 2014

25 de Abril, sempre!

Por iniciativa do João Quintela, tive a oportunidade de comemorar, por antecipação, o 40º aniversário da revolução dos cravos, bebendo com amigos uma magnum do branco Porta dos Cavaleiros Reserva Colheita Seleccionada 1974 - linda côr âmbar, fruta madura, notas amanteigadas, acidez q.b., algum volume e final de boca; incrível juventude para um branco com 40 anos, simplesmente divinal! Nota 18.
Acompanhou muito bem uma bela posta de bacalhau na brasa, o prato ex-libris da simpática Churrasqueira Dom Pedro, situada numa povoação nos arrebaldes de Odivelas, Ramada de seu nome.
Para este repasto, o Juca levou o Qtª do Crasto Vinhas Velhas 2004 - estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês e americano; ainda cheio de saúde, acidez equilibrada, elegante e harmonioso, taninos domados, volume e final de boca consideráveis. Um grande vinho que mantém a qualidade de ano para ano. Nota 18. Bateu-se bem com umas estimáveis febras(?).
Esta churrasqueira tem uma excelente relação preço qualidade, pois pagámos apenas 11 € por cabeça, com direito a aperitivos (que incluia presunto), pratos de peixe (uma posta dá para 2 pessoas) e carne, água e café. Uma pechincha.
A propósito do 25 de Abril, lembro-me duma iniciativa da Revista de Vinhos, relatada no nº de Abril de 2004, com o sugestivo título "Os senhores dos quartéis". Dizem, na introdução, o João Paulo Martins e o Luis Lopes "(...)Foi com eles (os convidados da RV) e com vinhos de 1974 que resolvemos assinalar os 30 anos do 25 de Abril.". Os convidados: eu (Coisas do Arco Vinho, major na reserva em 1974), Delgado da Fonseca (Associação dos Produtores Florestais, capitão), David Lopes Ramos (jornalista, aspirante) e Arlindo Santos (Garrafeira Campo de Ourique, cabo).
O repasto ocorreu no restaurante O Poleiro e os vinhos servidos foram Casal da Azenha, Dão Porta dos Cavaleiros Reserva, Colares Viúva Gomes, Qtª do Cotto Sousão e Qtª do Noval Colheita, todos de 1974. Comentei eu, na altura "Vinha um bocado de pé atrás porque não sou grande adepto de vinhos velhos, mas gostei  porque os vinhos estavam muito melhor do que se poderia imaginar. E este Porto Colheita 74 é, para mim, um velho conhecido, porque desde que abrimos a loja, sempre tivemos este 74 da Noval à venda. É, por isso, que o tenho bebido com regularidade".
Entretanto passaram mais 10 anos e eu, agora, fiquei completamente "apanhado" por um branco com 40 anos. Obrigado João! 25 de Abril, sempre!

2 comentários:

  1. Este Porta dos Cavaleiros 74 é um milagre! Talvez o melhor branco português que eu bebi até hoje.

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    1. Obrigado Artur pelo seu trio de comentários.
      Um forte abraço,
      Francisco

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