terça-feira, 29 de abril de 2014

Curtas (XXIX)

1.Abril, festejos mil
As crónicas deste mês têm sido publicadas a conta gotas, em quantidade nitidamente aquém do habitual.A culpa é de Abril, que me fez participar numa série de actividades, no âmbito das comemorações do 40º aniversário da Revolução dos Cravos (Congresso organizado pelo Instituto de História Contemporânea, apresentação de livros relacionados com o 25 de Abril, nomeadamente da Raquel Varela, Lídia Jorge e do trio de jornalistas Avelino Rodrigues, Cesário Borga e Mário Cardoso, almoço/debate com os jornalistas envolvidos directamente nos acontecimentos, Adelino Gomes, Carlos Albino, Joaquim Furtado e Luis Filipe Costa e, ainda, presença no Largo do Carmo e desfile na Avenida da Liberdade).
2.Le Jardin
É um espaço algo pretensioso, localizado no interior no edifício Embaixada (palacete Ribeiro da Cunha), ao Principe Real, onde servem uma comida não muito entusiasmante. A lista de vinhos tem alguma originalidade, está arrumada por preços, mas lamentavelmente não apresenta os anos de colheita. Inventariei 4 espumantes, 21 brancos, 19 tintos e 3 rosés, mas a copo só disponibilizam 1 branco e 1 tinto (Fiuza 3 Castas a 2,80 €), o que é manifestamente insuficiente. O branco vinha gelado e o tinto ligeiramente acima do recomendado, apesar do armário térmico ( a empregada afirmou que estava a 15º, mas não pode ser verdade). O serviço de vinhos é francamente mau, os copos (com a marca dos 15 cl) já vêm servidos e a garrafa nem sequer é mostrada. Não recomendo, de todo.
3.Servejaria revisitada
Deste espaço já falei na crónica "Leitoando em Lisboa", publicada em 20/12/2012. Um ano e meio depois, as alterações não são significativas. A lista de vinhos não melhorou, continua vulgar, embora com uma ou outra proposta interessante, sem anos de colheita e a preços altos. A copo, estão limitados ao Castello d´Alba colheita e Reserva (branco e tinto), que custam 3,80 e 5,95 €, respectivamente, o que é francamente caro. Não se percebe e é inadmissível, não apresentarem qualquer espumante a copo, isto num espaço que apostou no leitão. Surrealismo puro!
A sandes de leitão, que voltei a provar, pareceu-me uns furos abaixo, possivelmente porque a carne era do pai (ou mesmo do avô) do dito leitão.
Em relação ao passado, a única alteração é a existência de um menú de almoço, de 2ª a 6ª feira, cujo prato do dia varia ao longo da semana e custa 7,50 € (inclui bebida e café). Experimentei esta modalidade e gostei do prato de bacalhau na brasa, o prato do dia das 2ª feiras.

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