quinta-feira, 10 de abril de 2014

Curtas (XXVII)

1.Comemorar os 40 anos do 25 de Abril
Foi com esta intenção que a casa Barros acabou de lançar o Porto Barros Colheita 1974, com o indispensável cravo no rótulo, a que chamou "Barros, Talento Português".
Na newsletter enviada à comunicação social, pode ler-se "Mais que uma edição limitada comemorativa dos 40 anos do 25 de Abril, o Colheita 1974 da Barros é um tributo à liberdade. Uma verdadeira prova de talento.". Preço recomendado de venda ao público: 70 €.
Aliás, enquanto fui um dos responsáveis pelas Coisas do Arco do Vinho, o ano 1974 esteve sempre presente e muito bem representado pelo  Colheita da Noval. Uma das garrafas foi parar à Presidência da República (Jorge Sampaio era, na altura, o inquilino de Belém), pelas mãos do Marques Júnior, capitão de Abril já falecido.
2.O restaurante da Associação 25 de Abril
Para quem não saiba, o "com Tradição", restaurante da A25A, orientado pelo chefe Pedro Honório, é um espaço público, onde se pode ir de 3ª feira a sábado. Para além da lista, é possível almoçar por 13 € (couver, sopa, prato, sobremesa, bebida e café), o que é uma boa relação preço/qualidade e num espaço de prestígio. Em princípio, não é necessária marcação prévia, com excepção das 4ª feiras, dia dos Animados Almoços Ânimo, em que fica a rebentar pelas costuras.
A comida é francamente boa, o ambiente, serviço e copos também, mas os vinhos nem por isso (o chefe tem autorizado a levar vinho de casa; é só pedir, como eu tenho feito).
O restaurante, apesar de ter passado por várias mãos, com altos e baixos, já tem história. Foi incluído em "Os 150 Restaurantes de José A. Salvador - Roteiros Gastronómicos 2002/2003" e chegou a ser mencionado numa reportagem da SIC. Resta acrescentar que a lista de vinhos era da responsabilidade das Coisas do Arco do Vinho.
3.O prestígio do Vinho do Porto
Tenho andado a seguir uma série dinamarquesa, no canal Fox Black, que dá pelo nome "The killing: crónica de um assassinato" e tem um interessante enredo político ficcionado, para além da trama policial. Neste último episódio (3ª feira, 21h35), a Ministra das Finanças tentou passar a perna ao seu 1º Ministro (atenção, isto é só ficção e dinamarquesa). Como o golpe palaciano falhou, a dita senhora quis fazer as pases com o chefe, oferecendo-lhe um belíssimo vinho. Quando se estava a pensar que iria saltar uma garrafa de Petrus ou outro peso pesado do mesmo estilo, eis que é apresentada uma garrafa de Porto Vintage Graham´s 1997!
É bom saber-se que os argumentistas dinamarqueses têm, em alto conceito o Vinho do Porto. Não creio que isso fosse possível no nosso mundo de telenovelas.

1 comentário:

  1. Estive há algumas semanas a almoçar na Associação 25 de Abril com colegas de curso do Técnico. Gostei bastante.

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