quinta-feira, 3 de abril de 2014

Jantar Caves São João

Mais um jantar vínico organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas em parceria com o restaurante Guarda Real. As Caves São João estiveram representadas por uma administradora e um elemento da equipa enológica, cujos nomes não retive. Desta vez houve uma inovação, pois antes do repasto a garrafeira organizou 3 provas. Uma  mais ou menos informal, onde, a troco de 5 €, se podia degustar uma série de espumantes e vinhos tranquilos daquele produtor. Mas o mais aliciante foram as 2 Provas Especiais, devidamente orientadas. Na 1ª (10 €) foram provados 10 vinhos Qtª Poço do Lobo, 4 brancos (Arinto 91, 92, 94 e 95) e 5 tintos (Cabernet de 90 a 95), enquanto que na 2ª (15 €), os participantes tiveram acesso a Porta dos Cavaleiros (branco 79 e tintos 80, 85 e 89), Frei João (brancos 90 e 96 e tintos 85 e 90) e Caves São João Reserva (78 e 95). A Néctar das Avenidas está de parabéns por mais esta iniciativa, muito elogiada por quem nela participou.
Quanto ao jantar, excessivamente longo (já não comi a sobremesa), esteve uns furos abaixo (gastronomia e serviço, isto apesar do profissionalismo dos empregados presentes, mas em número insuficiente) em relação ao patamar de qualidade que tem mostrado em jantares anteriores. Os vinhos servidos foram:
.Espumante Homenagem a Luiz Costa Pinot/Chardonnay Buto Natural 2010 - cumpriu a sua função, mas foi prejudicado por ter sido servido a uma temperatura acima do recomendável.
.Poço do Lobo Arinto/Chardonnay Reserva 2012 - aroma intenso, fruta madura, fresco, acidez equilibrada, alguma gordura e volume de boca; gastronómico. Prevejo que vá envelhecer bem. Nota 17,5.
Ligou muito bem com o amouse-bouche (cavala alimada).
.Poço do Lobo Reserva 2011 (garrafa nº 931 de 3733) - com base nas castas Baga (45%), T.Nacional (40%) e Cabernet (15%), estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; presença de frutos vermelhos, acidez no ponto, notas apimentadas, algo vegetal, taninos rugosos, volume médio, precisa de tempo para harmonizar. Nota 16.
Não ligou nada bem com a entrada (terrina de pato). Esta esteve bem melhor com o branco anterior.
.Porta dos Cavaleiros T.Nacional 2012 - aroma intenso, forte componente floral, acidez q.b., taninos vigorosos e algum volume de boca. Também precisa de tempo para se mostrar. Nota 16,5+.
Maridou bem com o prato, apesar do naco de vitelão ter ficado aquém do esperado, tanto na apresentação do prato como na consistência da carne.
.Porta dos Cavaleiros Reserva 1979 Magnum - um branco delicioso e cheio de saúde; incrível juventude, complexidade, vivacidade e estrutura num vinho com quase 35 anos! Nota 18.
Acompanhou bem a tábua de queijos. 
Em conclusão, os brancos (e não provei o colheita tardia Apartado 1) impuseram-se aos tintos. E faço votos para que, num próximo jantar no Guarda Real, sejam corrigidos alguns dos pormenores aqui citados.




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