terça-feira, 20 de maio de 2014

Curtas (XXX)

1.Outra vez o restaurante da Associação 25 de Abril
Poucos dias depois de me ter referido a este espaço, em Curtas (XXVII), crónica publicada em 14/4/2014, saíu no Expresso de 25/4 a crítica do José Quitério. Fico satisfeito.
2.O Umai revisitado
Já aqui me manifestei, por diversas ocasiões, sobre o que penso deste restaurante especializado em cozinha oriental: "Jantar no Umai", crónica publicada em 13/8/2011, "Almoço no novo Umai" em 21/11/2012 e em "Curtas (25/2/2014). Eu, que não aprecio peixe crú, não me canso das iguarias do chefe Paulo Morais.
Depois de uma experiência com base nos menús, não muito conseguida, voltei à lista e, em conjunto com a minha companheira e um casal amigo, optámos por um festival de comida oriental, perfeitamente sublime: cestinhos de wonton, cornucópias de sésamo (base caranguejo), desconstrução de califórnia...(camarão), siumai (vieiras e ovas), laksa lemak (massa malaia com peixe e marisco), naan (pão indiano) e indian delight (bolo de especiarias). Mais, o chefe andava por ali, sempre muito atento.
Acompanhou, muito bem toda a refeição, uma garrafa do branco Qtª Seara d'Ordens Reserva 2012 - com base nas castas Rabigato, Malvasia e Fernão Pires, estagiou 6 meses em barricas de carvalho francês, seguido de 2 meses em garrafa; presença de citrinos, algum melão, acidez no ponto, notas amanteigadas, madeira discreta e bom final. Excelente relação preço/qualidade deste branco tão difícil de encontrar no mercado. Nota 17,5+.
O que é que eu não gostei no Umai? A música muito alta que, nem mesmo a pedido, a baixaram.
3.O Talho revisitado
Também este espaço tem sido aqui referido. Os mais curiosos podem encontrar referências em Curtas (IX), (XIII) e (XX).
Optei por comer uns excelentes croquetes de cozido (3 peças), com base nas carnes, chouriço e hortelã do cozido e, ainda, o "burguer" de novilho que incluía cebola roxa, cenoura, caril, gengibre, etc.
Para acompanhar bebi 1 copo de O Talho 2009 (4,50 €, o que não é barato), um tinto elaborado na Qtª Monte d´Oiro, expressamente para este espaço - 100% Syrah; muito frutado, notas florais, acidez equilibrada, taninos suaves, elegante, algum volume e bom final de boca. Nota 17.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar, num bom copo e quantidade generosa, servido em duas vezes, para não aquecer na mesa. A 1ª garrafa não estava com a temperatura adequada, mas foram de imediato buscar uma outra. Serviço rigoroso e profissional.
A lista de vinhos, com todos datados, é simpática, mas não consta a modalidade a copo. É necessário indagar, o que não faz muito sentido. Há, ainda, a possibilidade de se beber Pintas 2011, a preço alto mas não especulativo.
A sala encheu e reparei que o serviço fluia sempre, tendo-me apercebido da presença de 7 empregados na sala e 5 na cozinha, uma fartura!

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