sábado, 17 de maio de 2014

O Dão em Lisboa

Mais uma iniciativa da Garrafeira Néctar das Avenidas, desta vez em parceria com a CVR do Dão. Este evento, que decorreu no Real Palácio Hotel, consistiu em provas de vinhos daquela região (que se prolongaram por 2 dias) e, ainda, um jantar vínico. Responderam à chamada: Adega Penalva do Castelo, Casa da Passarella, Casa de Cello, Caves São João, CMWines, Dão Sul, Fonte de Gonçalvinho, Qtª do Escudial, Qtªda Fata, Qtª da Ponte Pedrinha, Qtª da Pellada, Qtª dos Roques/Maias, Qtª do Carvalhão Torto e Qtª de Sirlyn. De salientar a presença de alguns produtores pouco conhecidos, a par de uns tantos pesos pesados.
No decorrer do jantar, que contou com a presença de duas representantes da CVR, tive a oportunidade de ir provando uma dezena de vinhos, à medida que iam caindo na mesa. E eles foram os brancos Adega de Penalva Encruzado 2012, Qtª do Escudial 2011, Casa de Santar Reserva 2012 e um surpreendente e, para mim, completamente desconhecido, Allgo 2013 da CMWines (Silgueiros). No contra-rótulo, pode ler-se que é constituído por 85% de Encruzado e 15% de Uva Cão, da qual não tenho qualquer referência. Consultada a lista de "Castas aptas à produção de vinhos em Portugal", uma edição do IVV, verifiquei que a Uva Cão, que também dá pelo nome de Cachorrinho, não está lá muito bem acompanhada, pois fica ao lado da Uva Cavaco! Este branco, muito gastronómico, com boa acidez e alguma gordura, é um vinho de meia estação/inverno, impróprio para se beber no verão à beira da piscina. Foi o único vinho que me acompanhou toda a refeição e isto quer dizer algo!
Quanto aos tintos, desfilaram: Porta dos Cavaleiros Reserva 2012, Penalva Reserva 2010, Fonte do Gonçalvinho Reserva 2010, Qtª do Carvalhão Torto Jaen/Alfrocheiro 2005 (outro desconhecido, que é um tinto muito curioso e contra a corrente), Casa da Passarella Oenologo 2009 e Qtª dos Roques T.Nacional 2011. E ficaram por provar mais uns tantos.
Foi mais uma grande jornada, a que o João Quintela já nos habituou. Ó senhores da Revista de Vinhos, para quando uma referência à Garrafeira Néctar das Avenidas? Já é merecedora!

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