quarta-feira, 4 de junho de 2014

A Confraria do Periquita : convívio, vinhos e fado na JMF

Dizia eu na crónica "A Confraria do Periquita", publicada há cerca de 2 anos, que "(...) daqui por um ano, lá estarei para o Vigésimo Primeiro (Capítulo, entenda-se)". Afinal enganei-me, pois foi preciso esperar 2 anos. O Grande Capítulo passou a reunir de 2 em 2 anos. É a crise...
Este ano foram entronizados mais uns tantos confrades e confreiras, sendo os mais conhecidos os chefes Rui Paula e Leonel Pereira e o Nuno Pires (Essência do Vinho e revista Wine).
Após a aprovação da última colheita do Periquita, a 2013, o convívio entre os 102 presentes prolongou-se jantar fora, servido em mesa corrida, entre tonéis que continham algumas preciosidades da José Maria da Fonseca (JMF). De salientar a qualidade do repasto e o ritmo do serviço, da responsabilidade da Casa da Comida. Iniciado o jantar, já passava das 21 h, às 23 h estava o café em cima da mesa.
A JMF não brinca em serviço e, ao longo da refeição, foram servidos estes vinhos:
.Qtª de Camarate Branco Seco 2013 - frutado, citrinos bem presentes, acidez q.b., descomplicado, cumpriu bem a sua função de acompanhante da sopa de ervilhas à Soares Franco. Nota 15,5
.Periquita Superyor 2009 - na linha da colheita anterior, com base na casta Castelão; especiado com notas de pimenta bem pronunciadas, acidez equilibrada, estrutura e final longo. Casou bem com os medalhões de vitela, espargos verdes e "gratin" de batata e maçã. Nota 17,5+.
.Hexagon 2008 - mais elegante e complexo que o anterior, notas florais, acidez mais pronunciada, acentuado volume de boca e bom final. No meu entender, não ligou mesmo nada com o excelente queijo de Azeitão. O Pasmados branco teria sido tiro na mouche! Nota 18.
.Moscatel Roxo 20 Anos (engarrafado em 2014) - casca de laranja, tangerina, frutos secos,  notas de caril e brandy, boa acidez, assinalável volume e final de boca. Um grande moscatel em qualquer parte do mundo. Maridou bem com bombom de chocolate negro e laranja. Nota 18,5.
Os tintos e, muito particularmente, o Moscatel, sairam prejudicados por terem sido servidos a temperaturas acima do desejável.
Servido o café, acompanhado pela Aguardente Velha Reserva 1964, que não provei, foi a vez de meia hora de discursos, finalizando em beleza este Vigésimo Primeiro Grande Capítulo com um fado, muito sentido, saído da garganta da mediática confreira Fáfá de Belém.
Finalmente, os confrades e confreiras, ainda levaram para casa uma garrafa do excelente Hexagon 2007, oferta da JMF. Obrigado, família Soares Franco por tudo isto!

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