quinta-feira, 12 de junho de 2014

Jantar Qtª das Bageiras

Mais uma iniciativa da Garrafeira Néctar das Avenidas (e já vão 37!), desta vez em parceria com a Casa do Bacalhau. Bons vinhos, boa gastronomia, bons copos e serviço de qualidade. Perfeito!
O jantar contou com a presença do produtor, Mário Sérgio Nuno, que foi agraciado, neste último 10 de Junho com a Ordem do Mérito Empresarial (Classe Mérito Agrícola). Sinceros parabéns ao Mário Sérgio. Ele merece!
Ficámos frente a frente, o que nos permitiu recordar alguns bons momentos vividos no passado, quando o Juca e eu éramos os responsáveis pelas Coisas do Arco do Vinho (de referir as palavras simpáticas que o Mário Sérgio nos dirigiu na sua intervenção inicial). Entre outros momentos inesquecíveis, lembrámo-nos do nosso apoio quando da apresentação nas CAV e venda em primor do Qtª das Bageiras Garrafeira 1995 1º Prémio, o primeiro vinho emblemático produzido pelo Mário Sérgio.
Este jantar iniciou-se com a bebida de boas vindas, o Espumante Rosé 2012, que cumpriu bem a sua missão de acompanhar uns apetecíveis pasteis e pataniscas de bacalhau. Seguiram-se-lhe:
.Garrafeira 2012 branco - com base nas castas Maria Gomes e Bical, em partes sensivelmente iguais, a partir de vinhas velhas, estagiou em madeira usada até Agosto 2013; austero, mineral, elegante e harmonioso, madeira bem integrada. Casou bem com línguas de bacalhau à Bulhão Pato. Nota 17,5.
.Pai Abel 2012 branco - com uma composição idêntica ao anterior, mas a partir de uma vinha nova, estagiou em barricas de carvalho francês já usadas; alguma fruta madura, mais complexo, mais gordo e com maior volume que o anterior, acidez bem pronunciada e final longo. Gastronómico, lidou bem com um bacalhau com espuma líquida de caril. Nota 18.
.Pai Abel 2009 tinto (produzidas 1700 garrafas) - com base na casta Baga (80%), a partir de vinhas velhas, estagiou em barricas até Abril 2010 e em tonel, até ser engarrafado em Janeiro 2011, seguindo-se um repouso em garrafa de mais de 3 anos (só agora vai ser posto à venda!); ainda muito jóvem e pleno de fruta, acidez fabulosa, notas especiadas, taninos firmes não agressivos, grande volume de boca e final longo. Não haja pressa em bebê-lo, pois vai aguentar pelo menos mais 15 anos. O único inconveniente: vai ser vendido muito caro. Não ligou bem com a excelente feijoada de sames. Precisa de uma boa carne no forno. Nota 18,5.
.Abafado das Bageiras - uma originalidade, com acidez equilibrada e taninos vigorosos. Não tem nada a haver a qualquer um abafado que se conheça.
Mais um jantar vínico a ficar na memória!

2 comentários:

  1. Já tenho a minha caixinha de Pai Abel tinto 2009 (comprada em primor) e a primeira vez que o provar será com um naco de carne de vitela mirandesa no forno. :)

    Parabéns ao Mário e ao seu assertivo post :)

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