terça-feira, 29 de julho de 2014

Curtas (XXXV)

1.O Esporão no Mercado da Ribeira
Estive na semana passada numa prova de apresentação das novas colheitas do Monte Velho (branco e tinto 2013), que decorreu no Mercado da Ribeira. A sessão destinava-se à comunicação social, restauração e blogosfera.
Confesso que hesitei em aceitar este convite, pois os vinhos Monte Velho não fazem parte do meu campeonato, não os tenho na minha garrafeira nem os bebo na restauração.
Então, porque aceitei o convite? Por várias razões:
.por ter uma grande consideração pelo projecto Esporão, com quem organizámos (o Juca e eu) provas e jantares de vinhos, quando éramos os donos das CAV (ficou-me na memória o jantar realizado no Terreiro do Paço, no tempo da saudosa Júlia Vinagre)
.por saber que a prova iria ser orientada pelos enólogos responsáveis (a Sandra Alves no branco e o Luis Patrão no tinto) e não pelo distribuidor, como tantas vezes acontece com outros produtores
.por curiosidade e na sequência da leitura de um artigo do Rui Falcão, publicado no Fugas
.e, já agora, por ser colega de ginásio do José Roquete!
E quanto aos vinhos? São vinhos de grande volume que se portam muito bem. O Luis Patrão fez uma mini vertical com o 2004 (ainda com saúde), 2009 (o mais completo e no ponto óptimo de consumo) e o 2013 (ainda demasiado jóvem). Confesso que fiquei deveras surpreendido e tiro-lhes o meu chapéu!
No final, foi ofertado aos participantes uma cesta de verga com produtos do Esporão (Monte Velho branco e tinto, especiarias, frutos secos, orégãos e chouriço de Barrancos). Obrigado!
2.Ainda a Vini Portugal
Na sequência das 2 crónicas "A copo : os critérios insondáveis da Vini Portugal", publicadas em 3 e 4 de Julho, recebi um e-mail da Vini Portugal (desta vez não escreveram nenhum comentário no blogue) referindo "(...) as avaliações são atribuídas para um ano e só válidas para esse ano.", facto que eu sinceramente desconhecia.
Mas, fica a dúvida: não será um abuso da parte dos restaurantes continuarem a exibir os diplomas já caducados?
3.Restaurante 1300 Taberna revisitado
Mais uma boa sessão neste espaço descontraido do chefe Nuno Barros, já aqui referido nas crónicas "Almoço na 1300 Taberna" e "1300 Taberna revisitada", publicadas em 26/7/2012 e 26/1/2014, respectivamente. Serviço de vinhos de muita qualidade, a merecer o diploma da Vini Portugal, atribuído em 2012. Este, sim!
4.Há vida, para lá do vinho...
É obrigatório visitar o edifício do Banco de Portugal (Largo de S.Julião), onde se situou a Igreja de S.Julião e onde será o futuro Museu do Dinheiro. É visitável de terça a sábado (das 10 às 18 h) e, até ao dia 4 de setembro, estará acessível ao público a Muralha de D.Diniz, classificada como Monumento Nacional. Entrada gratuita.

2 comentários:

  1. Caro Francisco,

    O sucesso do Taberna 1300 deve-se muito ao chefe Nuno (tive a sorte de o conhecer há muito tempo, pois foi meu aluno) mas o ótimo serviço de vinhos tem o dedo (podemos mesmo dizer, a mão) do Rodolfo Tristão, um grande profissional e apaixonado do vinho e da partilha do mesmo.

    É um caso onde se juntam duas paixões e o sucesso também resulta daí.

    Forte abraço do seu amigo Paulo Bento

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