quinta-feira, 24 de julho de 2014

Rescaldo das férias (I)

De acordo com o prometido passo a fazer o balanço da passada semana de férias. O convite irrecusável da Revista de Vinhos, para participar no workshop, virou-me as férias de pernas para o ar. Já tinha marcado hotel para Sesimbra e tive que alterar tudo quase em cima da hora. Mas valeu a pena, apesar da golpada governamental.
1.Os poisos e sua restauração
Em vez da praia, poisei em 2 hoteis rurais, que "descobri" através do guia do Expresso "Boa Cama Boa Mesa 2014", primeiro no Vale do Rio Hotel Rural (perto de Palmaz, Oliveira de Azemeis) e depois no Madre de Água Hotel Rural (junto a Vinhó, Gouveia), relativamente próximo de Vila Nova de Tazém, onde decorreu o referido workshop.
O Vale do Rio fica junto ao rio Caima, numa zona de floresta e afastado da civilização. Com linhas modernas (foi inaugurado em 2011), tem 30 quartos com terraço, piscina coberta (água a 30º todo o ano) e um restaurante aberto ao público. Segundo o guia citado é considerado "(...) um hotel verde, a funcionar integralmente com energias renováveis (...)". Muito bom para carregar baterias.
O restaurante, separado do edifício principal, também é um espaço moderno, com uma cozinha mais próxima da tradicional, embora um pouco redutora. carta de vinhos com algumas falhas, mas copos e serviço com qualidade. A ausência de armário térmico para os tintos, foi rapidamente colmatada com um vaso com água e gelo.
O Madre de Água foi a grande surpresa. Mais pequeno que o anterior (só tem 10 quartos), é também um espaço de linhas modernas, com piscina exterior, servido por uma equipa de uma simpatia inesquecível, mas rodeado de ruralidade, com as suas vinhas, oliveiras e gado. Além de vinho produzem azeite, compotas iogurtes, gelados e até manteiga de leite de cabra. Os pequenos almoços são de luxo. Não me lembro de nenhum hotel de 4 ou 5 estrelas que seja melhor neste aspecto.
O restaurante tem uma cozinha moderna e arrojada, com base em produtos de qualidade, parte dos quais são da própria quinta. A batuta é do jóvem chefe António Batista, vindo de um restaurante da Dão Sul. Tem asas para voar muito alto. Lá comi um arroz de línguas de bacalhau de chorar por mais.
Há ainda uma lista de vinhos com referências de grande qualidade, bons copos e serviço profissional.
Recomendo estes 2 espaços, com especial ênfase no Madre de Água, a surpresa das férias.
Continua...

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