sábado, 26 de julho de 2014

Rescaldo das férias (II)

continuando...
2.Os outros espaços de restauração
Fiquei deveras surpreendido, nestas férias, ao constatar que, do mais modesto ao mais fino, o serviço dos restaurantes que frequentei era exemplar, tendo em consideração o  patamar em que se situavam. Mais, além dos bons comes, em todos eles os guardanapos eram de pano e não daquele papel ordinário que quase todos os restaurantes em Lisboa impingem aos seus clientes. E, em consequência, posso aconselhar, sem correr o risco de ficar mal na fotografia:
.Feitoria dos Sentidos (R. Dr. Salvador Machado,89 em Oliveira de Azemeis)
.Pouso Alto (R. S. Tomé em Sanfins/Travanca, entre Palmaz e Oliveira de Azemeis)
.O Gafanhoto (Rua da Escola em Gafanha da Encarnação, perto de Ilhavo)
Mas, deixo para o fim os dois que mais me impressionaram pela positiva:
.Paço dos Cunhas de Santar (propriedade da Qtª de Cabriz, em Santar)
.Palace Hotel (nas termas de Monte Real)
Em qualquer deles se come muito bem, o serviço é simpático e de qualidade (tanto no geral como nos vinhos) e a conta final é mais que razoável. Curiosamente, só nós os 2 (a minha mulher e eu) estávamos a almoçar nesse dia. Dá vontade de voltar e recomendo vivamente.
No Paço dos Cunhas de Santar, prémio "Enoturismo do Ano", atribuído pela Revista de Vinhos em 2008, o cliente é recebido com uma flute de espumante Cabriz 2012, uma simpática e agradável oferta da casa. Comi o couver (pão e azeite da Qtª de Cabriz), creme de castanhas com 2 texturas e azeite de tomilho e, ainda, arroz de ameijoas com filete de robalo e coentros (tudo altamente recomendável), bem acompanhado por um copo do branco Casa de Santar Reserva 2013, com frescura e untuosidade, em simultâneo. Tudo isto por 20 €, uma pechincha!
No Palace Hotel, além do ambiente altamente requintado, a cozinha é de qualidade e o serviço profissional. Comi um delicioso aveludado de frutos do mar e uma original salada de secretos. Acompanhou um copo do branco Qtª de Saes 2010 (3,50 €) - ainda muito fresco, mineralidade, alguma gordura e volume. Gastronómico, ainda está longe da reforma. Vem na sequência do workshop e enquadra-se bem no espírito dos vinhos de altitude. Nota 17,5. Tudo isto por 22 €, um preço bem simpático, atendendo àquele espaço.
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