domingo, 14 de setembro de 2014

Perplexidades (X)

A crónica de hoje é mais uma achega para a história das Coisas do Arco do Vinho, respeitante ao período Setembro 1996/Março 2010, quando a gestão (do Juca e minha) era da nossa responsabilidade. A 1ª foi publicada em 8/5/2011 e a última em 15/5/2013, onde, quem tiver curiosidade, pode aceder às outras 8 crónicas (há um "link" para cada uma delas). São histórias insólitas, todas presenciadas por mim, envolvendo figuras públicas ou com responsabilidades no mundo do vinho.
A perplexidade que hoje conto diz respeito a uma figura que teve responsabildades institucionais no mundo do vinho, mas que não as soube separar dos seus interesses pessoais. A história conta-se em 5 actos:
1.Antecedentes
A pedido dessa entidade as CAV apoiaram, durante algum tempo, um determinado espaço, fornecendo uma série de acessórios para o serviço do vinho, copos, decantadores, etc.
As relações institucionais e pessoais eram as melhores.
2.Onde entram os interesses pessoais
Num dos contactos com as CAV, a personagem em causa, levou algumas amostras de vinhos da família, com a esperança que passassem a fazer parte do portefólio das CAV.
3.O nosso painel de prova
À semelhança do que se passava com todas as amostras enviadas para a Loja, estes vinhos foram provados às cegas pelo nosso painel de prova, por onde passaram, entre outros, o Rui Falcão, Pedro Gomes, João Quintela e Nuno Garcia. Azar dos azares, os vinhos não ficaram nos 3 primeiros lugares, logo foram rejeitados.
4.A vingança
Quando a personagem em causa lançou uma revista institucional, uma ou mais das suas páginas era dedicada a garrafeiras ou lojas da especialidade. A nossa Loja, na altura a mais badalada de Lisboa, foi completamente ignorada. Só podia ter sido por vingança.
5.A nossa reacção
A nossa reacção foi imediata, tendo inquirido a personagem em causa se teria esquecido o nosso apoio, sem o qual o seu espaço não teria tido o mesmo significado.
Encostada à parede, a personagem em causa não teve outro remédio senão enviar a Lisboa um jornalista para nos entrevistar, com vista à publicação na revista respectiva, o que veio a acontecer.
6.Moral da história
Os interesses pessoais não se devem sobrepor aos institucionais!

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