terça-feira, 28 de outubro de 2014

Vinhos Contemporal no Vestigius

A convite do Continente, participei numa prova de vinhos Contemporal, seguida de almoço de degustação e harmonização, no Vestigius Wine Bar (ao Cais Sodré), conduzida pelo polivalente Aníbal Coutinho. A assistência pareceu-me demasiado heterogénea, não se vislumbrando o critério seguido. Blogues na área do vinho, apenas 3 ou 4!
Analisemos, então, o que bebemos e comemos:
.Loureiro 2013 (2,45 €) - fresco, bela acidez, presença de gás carbónico, para o meu gosto, para além do expectável.
Foi servido com aperitivos e funcionou como vinho de boas vindas.
.Alvarinho 2013 (2,98)- nariz discreto, presença de citrinos e algum tropical, gás carbónico praticamente ausente, gastronómico; fabulosa relação preço/qualidade.
Maridou bem com ostras.
Ambos os brancos são produzidos nas Quintas de Melgaço.
.Douro 2013 branco (1,99) - exuberante com a casta Moscatel a sobrepor-se e impor-se; algo desequilibrado e pouco gastronómico, mas pelo preço não se pode exigir mais.
Fez companhia a um trio do mar (rolo de salmão fumado, gamba marinada em laranja e carpaccio de espadarte com ovas de salmão); harmonização desequlibrada.
.Douro Reserva 2012 tinto (3,99) - nariz exuberante, frutos vermelhos (ginja?), muito concentrado e enjoativamente doce;
Servido com magret de pato, mas a harmonizar muito mal.
Os vinhos do Douro vieram da Qtª do Castelinho.
.Alentejo, produção de Rui Reguinga (ano? preço?) - mais equilibrado que o anterior, boa acidez, elegante e harmonioso, taninos presentes domesticados, algum volume de boca.
Casou bem com o magret de pato.
.Porto 20 Anos (com a chancela da Taylor's) - servido a uma temperatura excessiva, com o álcool a sobrepor-se a tudo e todos; ficou altamente prejudicado, uma pena!
Acompanhou tiramisú.
Em conclusão, alguns vinhos desequilibrados, excelentes relações preço/qualidade, gastronomia de bom nível, harmonizações nem sempre as mais felizes e serviço de vinhos com algumas falhas. 

 

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