domingo, 12 de outubro de 2014

Novo Formato+ (18ª sessão) : tintos 2005 em prova

Esta última sessão foi da minha inteira responsabilidade, pois levei vinhos da minha garrafeira e escolhi o restaurante. Mais uma vez a Enoteca de Belém esteve à altura do evento, com o chefe Ricardo inspirado e o serviço de vinhos 5 *, a cargo do Nelson. Talvez tivesse sido a minha melhor refeição ali feita.
A bebida de boas vindas foi o espumante Kompassus Blanc des Noirs, simpática oferta da casa, a portar-se muito bem. A seguir, desfilaram os meus vinhos (2 brancos Bairrada 2012 que a RV pontuou, recentemente, com 18 pontos, 4 tintos Douro 2005, provados às cegas 2 a 2, e um Solera da saudosa casa Artur Barros e Sousa):
.Pai Abel - nariz muito afirmativo, presença de citrinos, bela acidez, mineralidade, alguma gordura, equilibrado e harmonioso, algum volume e final de boca extenso. Um dos melhores brancos portugueses. Nota 18.
.Aliás - um branco totalmente desconhecido, com base na casta Bical e 11,5 % vol.; nariz contido, notas fumadas, madeira ainda presente, acidez e gordura; assinalável volume de boca; nitidamente um branco de Outono/Inverno, gastronómico, mas a precisar de mais uns meses de garrafa. Nota 17,5.
Estes brancos acompanharam uma série de pequenas entradas (mexilhão escalfado em vinagrete, tártaro de salmão e um surpreendente figo com queijo de cabra). Melhor a ligação do Pai Abel com o salmão e a do Aliás com o figo.
.Qtª Vale Meão - aroma austero, especiado, notas de tabaco e chocolate, muito elegante e harmonioso, excelente acidez, taninos domados, volume e final interminável. Em excelente forma. Nota 18,5.
.Terrus - funcionou como joker, uma vez que era muito mais barato do que qualquer um dos outros vinhos (chegou a ser o tinto do Douro mais vendido nas CAV); nariz contido, belíssima acidez, elegante, algum volume e final longo. Portou-se bem e está para durar. Nota 17,5+.
Estes 2 primeiros tintos maridaram com um prato de polvo, batata doce e grelos.
.Pintas - ainda com fruta, acidez equilibrada, especiado e complexo, taninos ainda por domesticar, assinalável volume e final de boca. Muito longe da reforma. Nota 18,5.
.Robustus - alguma fruta e acidez, pouco harmonioso, bom volume e final de boca; falta-lhe complexidade; abaixo do esperado e muito longe da versão 2004. Uma decepção. Nota 17.
Fizeram companhia a um excelente borrego com cogumelos e puré de couve flor.
.ABS Bual Solera 1963 - frutos secos, iodo, alguma acidez, especiado, acentuado volume de boca e final muito longo. A beber com todo o respeito. Nota 18,5.
Acompanhou uma tábua de queijos, sericaia e fruta laminada.
Foi mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes.

2 comentários:

  1. Desafie-me para um destes seus jantares!

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    1. Caro Paulo Marcos,
      Obrigado pelo seu comentário e pelo seu interesse. Teria muito gosto, mas o Novo Formato+ é, por enquanto, um grupo fechado.

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