quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Encontro com o Vinho e Sabores (EVS) 2014

Regressado de um fim de semana em Tavira, rumei ao EVS logo que despachado de um almoço rápido, tendo ali permanecido pouco mais de 3 horas,  tempo manifestamente insuficiente para provar a quantidade de vinhos a que me habituei em anos transactos.
Desde que iniciei este blogue em 2010, tenho publicado anualmente uma crónica contemplando as minhas impressões sobre o EVS, iniciativa da Revista de Vinhos. Fi-lo em 2010, 2011, 2012 e 2013. Em qualquer delas considerei o EVS como o acontecimento vínico do ano. É, para mim, uma ocasião única para reencontrar amigos, antigos clientes das CAV, produtores, enólogos e outros agentes do vinho.
Este EVS 2014 não foge à regra, antes pelo contrário, pois espraiou-se por 3 pavilhões, onde couberam 211 stands de vinhos, 31 de sabores e 10 de acessórios. Organizou, ainda, 10 Provas Especiais, 1 concurso de Vinhos e outro de Queijos. É obra e tiro o meu chapéu à organização!
Nos anos anteriores, comecei pelos vinhos tranquilos, tintos e brancos, esgotando-me nessa área. Quando chegava aos stands, onde estavam à prova algumas irrecusáveis referências de Porto, Madeira e Moscatel, já estava com a boca e nariz completamente neutralizados.
Este ano, até porque não dispunha de muito tempo, resolvi alterar radicalmente a metologia das provas. Ignorei os vinhos tranquilos, espumantes e correlativos, tendo-me concentrado nos fortificados.
Entre outros, causaram-me forte impressão a excelência do Burmester Colheita 1981, Barros 40 Anos e Dow's Colheita 1974, logo seguidos do Vista Alegre 40 Anos (amostra de casco), Kopke 40 Anos e Colheita 1974, Barros Colheita 1982 e Alambre 20 Anos, todos engarrafados este ano . Fora deste contexto, refiro  o Tokay Classic 2002 (6 Puttonyos). Mas, acima de todos, o sublime e viciante Blandy Bual 1969 (engarrafado em 2012), uma joia da Madeira!
E, para o ano, há mais...

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