domingo, 23 de novembro de 2014

Grupo dos 3 (41ª sessão) : Poejo d' Algures no Via Graça

Mais uma sessão deste trio de enófilos da linha dura. Desta vez a responsabilidade foi do João, que trouxe os vinhos (1 branco, 2 tintos e 1 fortificado) e escolheu o restaurante. A escolha incidiu no Via Graça, sobre o qual já comentei em "Grupo dos 3 (38ª sessão) : um banquete no Via Graça", crónica publicada em 8/4/2014. Mas não é demais referir a qualidade da gastronomia e do serviço de vinhos e, ainda, a vista sobre o Tejo, a Ponte 25 de Abril, o Cristo Rei e o casario da Lisboa antiga. O único senão é a dificuldade de estacionar o carro. É preciso muita paciência, embora o pessoal do restaurante ajude a contornar este problema.
Os vinhos, provados todos às cegas, foram:
.Qtª de Bageiras Garrafeira 2012 branco - explosão aromática inicial que depois se atenua, notas tropicais, excelente acidez, alguma gordura e volume, bom final de boca. Nota 17,5.
Acompanhou bem uma série de bons petiscos (pataniscas, croquetes, presunto e patés).
Os 2 tintos eram da linha Poejo d' Algures, uma selecção de Pedro Garcia e João Quintela, produzidos por Jorge Lourenço, com enologia de Virgílio Loureiro. Há ainda um branco de 2013, produção de Margarida Cabaço e enologia de Susana Esteban, que não foi provado.
.Reserva 2011 - com base nas castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; aroma discreto, presença de fruta vermelha, acidez equilibrada, taninos vigorosos, algum volume de boca, final adocicado e persistente. Muito boa relação preço/qualidade. Nota 17,5+.
Ligou bem com um excelente tornedó de novilho.
.Sousão Grande Reserva 2011 - 100 % varietal, vinificado em lagares de granito, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; aroma mais visível, notas vegetais e algum metálico, taninos vigorosos, volume e final de boca; algo agressivo e pouco harmonioso (a harmonia chegará com o tempo?). Abaixo do esperado. Nota 17.
Maridou com perna de cabrito no forno.
.Moscatel Roxo J P 1987 - nariz exuberante, presença de citrinos e frutos secos, belíssima acidez, notas de mel, volume e bom final de boca. O vinho da tarde. Nota 18.
Casamento feliz com um creme rico queimado.
Mais uma boa sessão de convívio (o chefe João Bandeira veio à mesa e ficou conosco até ao final da refeição), comeres e beberes. Obrigado João!

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