sábado, 6 de dezembro de 2014

O 3º aniversário da Adega Mãe

Pelos vistos estamos em maré de aniversários. Recentemente referi-me ao 3º aniversário da Garrafeira Néctar das Avenidas; hoje é a vez da Adega Mãe, já objecto da crónica "Visita à Adega Mãe", publicada em 3 partes, 4, 5 e 6/9/2013.
Desta vez o grupo de visitantes era mais alargado pois, além dos blogues Air Diogo num Copo (Diogo Rodrigues), Comer, Beber e Lazer (Carlos Janeiro), Enófilo Militante (eu próprio), E Tudo o Vinho Levou (Celma Carreira), Joli Wine & Food (Jorge Nunes) e O Vinho é Efémero (Elias Macovela), incluiu a Revista de Vinhos (Nuno Garcia) e representantes de diversos órgãos de comunicação social (Epicur, jornal I, Sol, Jornal de Vinhos, Revista Grande Consumo, Revista New in Town e The Wine Agency).
Fomos recebidos pelo Diogo Lopes, enólogo residente e a alma do projecto, pois o produtor, Bernardo Alves de seu nome, encontrava-se doente e o Anselmo Mendes, enólogo consultor, algures em parte incerta.
Após uma visita à adega (para mim, uma revisita), o Diogo orientou uma prova de vinhos, que incluiu uma vertical do Dory branco (2011, 2012 e 2013), o tinto Dory 2012 e os monocastas Petit Verdot, Merlot e Cabernet Sauvignon, todos de 2012, prontos para irem para o mercado.
Os vinhos deste produtor, quer os brancos, quer os tintos, têm alguns pontos comuns, por um lado são frescos e elegantes, em resultado da proximidade do Atlântico e, por outro lado, uma relação preço/qualidade exemplar.
Durante o almoço, onde foram servidos pastelinhos de bacalhau e 2 pratos do mesmo, lascado com açorda e lombo no forno, qualquer deles excelente, tivemos a oportunidade de os podermos confrontar com todos os vinhos provados anteriormente e, ainda com os Dory Reserva branco 2013 e tinto 2012.
Obviamente não tive a oportunidade para confrontar todos os vinhos à nossa disposição com os pratos de bacalhau, mas experimentei alguns. Maridaram bem com o bacalhau lascado os brancos Dory Reserva e o Chardonnay, e com o lombo os tintos Dory Reserva e o Merlot, que foi o monocasta que mais apreciei. Deste último, anotei : nariz intenso, muito fresco e elegante, acidez equilibrada, especiado, taninos redondos, volume de boca e um final extenso. Nota 17.
Quanto à sobremesa, é que não foi possível estabelecer qualquer boa ligação com os vinhos presentes. Fica aqui um desafio aos responsáveis da Adega Mãe: ou fazem um colheita tardia ou compram uma quinta no Douro (à conta do bacalhau Riberalves) para poderem produzir Vinho do Porto!
À saida, fomos obsequiados com os 3 monocastas (Petit Verdot, Merlot e Cabernet) e o Dory tinto.
Obrigado, pela parte que me toca!

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