terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Pintas 2011: será desta vez?

Descodificando o título desta crónica, o que eu me interrogo é se, na próxima atribuição de prémios por parte da Revista de Vinhos, a Sandra T. Silva e o Jorge S. Borges vão, finalmente, subir ao palco na qualidade de enólogos do ano, depois de tantos prémios Excelência conseguidos com os seus vinhos, uns criados em parceria e outros a solo. Já há 2 anos que tenho andado a pôr o dedo na ferida, como se pode constatar nas crónicas "Revista de Vinhos : 15 anos de prémios (III)" e "Rescaldo dos Prémios 2011 da Revista de Vinhos", publicados em 28/1/2013 e 12/2/2012, respectivamente.
Mais ainda, este competentíssimo, simpático e mediático casal, têm a honra de serem os produtores e enólogos do vinho português de mesa/consumo mais pontuado, desde sempre, por uma das revistas especializadas mais conceituadas no mundo.
A notícia vem na Wine Spectator Inside de 22/1/2014, onde o crítico Kim Markus atribuiu 98 pontos ao Pintas 2011, a nota mais alta dada a um vinho português não fortificado! Não é demais sublinhar este feito. Mais: o Pintas Character 2011, também obra do Jorge e da Sandra, apesar de situado noutro patamar, teve uma nota muito alta, 94 pontos.
Para quem não saiba, esta  WS pontuou muito bem mais alguns vinhos do Douro da colheita de 2011, nomeadamente o Vale Meão e o Chryseia, ambos com 97 pontos, e o Vallado Reserva com 96. Noutro patamar e atendendo aos preços muito acessíveis, a WS pontuou o Churchill Estates e o Delaforce (?) T. Nacional, ambos com 93 pontos.
Voltando ao Pintas 2011, o crítico Kim Markus considerou-o com a maior longevidade, podendo ser bebido até 2025 (e, já agora, apenas a partir de 2015), enquanto todos os outros citados se ficam por 2022.
Fico algo surpreendido por a blogosfera, a começar pelo site da Revista de Vinhos, ainda não ter referido o feito do Pintas 2011. A excepção foi o blogue "Poetas do Vinho", cujo autor é o escanção Rodolfo Tristão.
Um conselho aos enófilos: o Pintas 2011 ainda pode ser encontrado nalgumas garrafeiras. Comprem-no antes que esgote ou inflacione o seu preço. Nem todos os dias se pode aceder a um vinho de 98 pontos. Quem vos avisa, vosso amigo é!

domingo, 26 de janeiro de 2014

1300 Taberna revisitada

Já há algum tempo, precisamente em 26/7/2012,  publiquei uma crónica sobre este informal e irreverente espaço (ver "Almoço na 1300 Taberna"). Voltei lá recentemente, para "inspecionar" o local, pois tenciono fazer lá mais uma jornada do Grupo dos 3.
O espaço mantém as suas características e, na cozinha, continua o Chefe Nuno Barros, que também é o dono, agora completamente desligado da 2780 (em Oeiras).
Tem um menú de almoço que pode custar 16 € (entrada ou sobremesa e prato) ou 19 € (com tudo). Em qualquer das modalidades, o preço inclui o couver, bebida da casa e café. Ao contrário do que acontecia, agora o cliente pode escolher entre 5 entradas/sopas/saladas, 6 pratos e 5 sobremesas, uma melhoria significativa em relação ao passado.
Recentemente, a equipa foi reforçada pelo Rodolfo Tristão, director da revista Escanção, presidente dos Escanções de Portugal e autor do blogue "Poetas do Vinho" (tenho um link para lá). Uma inquestionável mais valia. Costuma estar ao jantar e potualmente ao almoço. A carta de vinhos levou uma grande volta, apostando em escolhas originais e nada óbvias. Os vinhos estão agrupados por características e os anos de colheita não foram omitidos. Inventariei 6 espumantes, 3 champanhes, 28 brancos, 52 tintos, 3 Porto, 1 Moscatel, 1 Madeira, 1 Carcavelos e 1 Late Harvest. Para beber a copo (14 cl), pode-se optar entre 3 brancos e 3 tintos, com preços entre 4 e 6 €. Escolha curta, se comparada com a pujança da carta. Tem, ainda, um menú de degustação de vinhos (5 vinhos, 18 €) e a sugestão do escanção (3 vinhos, 12 €). Obviamente a quantidade servida é menor (10 cl). O diploma pelo serviço de qualidade a copo, atribuído pela ViniPortugal, neste caso, foi mais que justo.
Ao longo da refeição tive a oportunidade de provar/beber: Qtª de Ortigão Arinto/Bical 2012 (muito fresco, mineral e elegante), Hobby by Diogo Campilho e Pedro Pinhão 2010 (descomplicado, com alguma estrutura e gastronómico) e Carcavelos Qtª dos Pesos 1990 (agradável, mas longe das minhas referências: Qtª do Barão e Qtª da Belavista).
Em conclusão, um espaço que recomendo (de preferência, com o Rodolfo presente).

sábado, 25 de janeiro de 2014

Vinhos em família (XLVIII)

Mais uns tantos vinhos da minha garrafeira, provados em família ou com amigos, em casa ou em restaurantes que me autorizaram a levá-los. As notas de prova são, como é meu hábito, mais ou menos telegráficas. Ficaram outros tantos para trás, ou porque não tive oportunidade, na altura, de registar as minhas impressões ou porque, simplesmente, não me apeteceu.
.Pai Abel 2010 - uma nova aposta da Qtª das Bageiras, iniciada com a versão de 2009; nariz discreto, fruta madura, boa acidez, alguma gordura, madeira bem casada, volume de boca e final extenso; muito gastronómico, vai aguentar mais alguns anos. De qualquer modo, ligeiramente abaixo das primeiras garrafas provadas (seria a novidade?). Nota 17,5 (noutras situações 18/17,5+).
.Vinha Othon Reserva 2006 - produzido pelo Canto Moniz, o mesmo do Vinha Paz; com base em vinhas velhas estagiou em cascos de carvalho francês; floral, fresco e elegante, notas ténues de chocolate e tabaco, taninos subtis, algum volume e um bom final; tudo isto apesar do ano. Está no ponto para ser bebido. Nota 17,5.
.Qtª do Vallado Reserva 2007 (bebido no Espaço Açores) - estagiou 17 meses em meias pipas de carvalho francês; aroma delicado, acidez equilibrada, elegante e especiado, taninos amaciados pelo tempo, alguma estrutura e final muito longo; muito consistente, ainda está longe da reforma. Nota 17,5+ (noutras 18/17,5/17,5+/17,5/18/18,5).
.Qtª do Vesúvio 2007 (bebido na Enoteca de Belém) - nariz complexo, especiado, notas de pimenta, chocolate e tabaco, acidez q.b., volume de boca e final longo; a beber nos próximos 5/6 anos. Nota 18,5 (noutras 18,5/17,5+).
.Amor de Perdição 2008 (bebido no 1º Direito) - produzido pela Dão Sul, comemorativo do 150º aniversário da publicação da obra com o mesmo nome; garrafa nº 98 de 3102 com um belíssimo rótulo de Maria Antónia Jardim; com base nas castas T. Nacional e Alfrocheiro; notas florais, acentuada frescura, taninos presentes mas não agressivos, apreciável volume e final de boca. Pode ser bebido daqui a 4/5 anos. Nota 17,5+.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Curtas (XXII)

1.Sites e blogues de vinho mais lidos
O site "E Tudo o Vinho Levou", um colectivo de 6 responsáveis (Celma Carreira, Gonçalo Proença, João Chambel, Nuno dos Vieira, Pedro Solano e Rita Bueno Maia), que acabou de ser nomeado, pelo crítico Aníbal Coutinho, o melhor blogue português de vinhos (os meus parabéns à equipa!), publicou uma notícia sobre os 25 sites/blogues portugueses mais lidos. A fonte é, mais uma vez, a Alexa.
Transcrevo os 10 mais:
1.Revista de Vinhos
2.Rui Falcão
3.E Tudo o Vinho Levou
4.Mesa Marcada
5.Essência do Vinho
6.Enófilo Militante
7.Pingas no Copo
8.Copo de 3
9.The Wizard Apprentice (Hugo Mendes)
10.w-aníbal (Anibal Coutinho)
Confesso que não estava à espera deste óptimo posicionamento do enófilo militante. Dos que ficaram à frente deste blogue, só há 1 não profissional e, nos últimos 3 anos de contagem da Alexa, o meu blogue aparece sempre no top 10, honra que apenas os blogues "Copo de 3" e "Pingas no Copo", dois dinaussauros da blogosfera, conseguiram. É sempre um incentivo para continuar.

2.Os prémios do Mesa Marcada
A convite do blogue Mesa Marcada, cujos responsáveis são o Duarte Calvão (antigo jornalista do DN e, actualmente, organizador do "Peixe em Lisboa") e o Miguel Pires (crítico/jornalista que publicou o livro "Lisboa à Mesa"), tendo o Rui Falcão, outro dos fundadores, já abandonado o projecto, fui um dos 79 votantes, entre gastrónomos, profissionais da restauração, críticos de vinhos, etc, que contribuiram para a escolha dos 10 Restaurantes e dos 10 Chefes. Confesso, desde já, que apenas votei  num dos eleitos (o Feitoria do Altis Belém), simplesmente porque não visitei os restantes, por razões orçamentais (como sou reformado da função pública, tenho vindo a ser espoliado já há algum tempo e, daí, ainda não ter conseguido usufruir da cozinha do Belcanto e outros restaurantes estrelados) . Os meus votos foram para restaurantes e chefes alternativos (Assinatura, Casa da Dízima, Manjar do Marquês, restaurante principal do Corte Inglês, Enoteca de Belém, Descobre, Chefe Cordeiro e Jacinto).
A festa decorreu no Vestigius - Wine Bar, situado entre a estação do Cais do Sodré  e o rio Tejo, com muito frio no exterior e muito calor no interior, com bons vinhos e alguns petiscos de referência e onde fui confraternizando com uns tantos participantes. Um relato pormenorizado pode ser visto/lido no blogue Mesa Marcada (há um link no meu blogue).
Este evento, para mim, estava a decorrer muito bem, até que entrou um elemento que faz parte do grupo que nos tem desgovernado e metido as mãos nos nossos bolsos. Nesse momento, por coerência e de acordo com a minha consciência, decidi retirar-me.
Que me perdoem o Duarte Calvão e o Miguel Pires, pessoas que muito prezo e que fizeram um óptimo trabalho. Só lhes peço que compreendam a minha posição.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Enoteca de Belém revisitada

Depois de ter participado em diversos jantares e almoços vínicos, nomeadamente à volta dos vinhos da Madeira, mas também com o grupo Novo Formato+, faltava-me a experiência de uma refeição fora do contexto habitual. E, assim, resolvi, em finais de 2013,fazer um almoço em família neste apelativo espaço.
Foi em cheio! Depositámo-nos nas mãos do chefe Ricardo, que nos foi servindo:
.tataki de atum com pera abacate
.gambas com pimentos padron e maçã
.bacalhau com linguiça picante
.naco de lombo com cogumelos salteados
.leite de creme com gelado de café
Estava tudo num patamar de qualidade muito alto, com alguns pratos ao nivel da excelência.
Para acompanhar as 2 primeiras entradas, o Nelson Guerreiro (escanção e chefe de sala) serviu o Qtª das Marias Encruzado Barricas 2011 e com a sobremesa o Casa Stª Eufémia 30 Anos, ambos uma simpática oferta da casa. Já no início, como bebida de boas vindas, deu-nos a provar um Riesling de 1954, uma curiosidade já a entrar na fase decadente.
Para acompanhar o bacalhau e o naco, trouxe da minha garrafeira uma garrafa de Qtª do Vesúvio 2007. Dela darei conta num próximo "Vinhos em família".
Foi um autêntico banquete. Quem ainda não conhecer esta enoteca não é um bom chefe de família!

domingo, 19 de janeiro de 2014

O novo Mercado Campo de Ourique

O mercado de Campo de Ourique levou uma grande volta e, neste momento, é frequentado não só pela população do bairro, como também pelos executivos que trabalham naquela zona. Está no "in"!
Este "novo" espaço tem uma oferta deveras abrangente. Ali se pode fazer uma refeição alargada e diversificada ou apenas beber um copo ou comer um petisco. Passei por lá há pouco tempo e tive a ocasião de inventariar uma dezena de bancas, onde é possível adquirir algo para comer numa das diversas mesas, colocadas no centro do mercado, para esse efeito (Petiscaria, Empadaria, Charcutaria, Chefe do Mercado, Café do Mercado, A Praça Japonesa, Garrafeira, Gelataria, Champanheria/Marisqueira e Bar do Mercado).
A ideia é simpática, com pormenores muito positivos (o serviço de recolha de lixo e a limpeza das mesas estão sempre em cima dos acontecimentos) e outros não tanto (desconforto nesta altura do ano, com correntes de ar por todo o lado, e ausência de tabuleiros para transporte dos comes e bebes, o que não faz sentido).
Nesta minha 1ª visita apontei à Petiscaria (uma antena do restaurante "2 à Esquina", que não conheço), mas não fiquei nada empolgado. Comi caldo verde, favinhas com chouriço (ambos sem graça nenhuma) e pataniscas de bacalhau (saborosas, mas difíceis de comer por ausência de talher apropriado).
Acompanhei com um copo de Herdade do Peso 2011 (4 €) - nariz inexpressivo, frutado, descomplicado, alguma rusticidade, taninos redondos, corpo médio e final curto; agradável, mas para consumo imediato. Nota 15.
Este copo foi "aviado" no Copo d' Ourique, que pertence (?) ou tem uma parceria com a Sogrape. Os vinhos, expostos numa máquina apropriada para a conservação e controlo de temperatura, são todos Douro e Alentejo, das marcas daquela empresa. Segundo informação dada no local, ainda esperam ter o Dão representado. A máquina está aferida para 12,5 cl (é pouco, senhores da Sogrape!), mas o empregado deitou mais um bocado no copo.
Nesta visita, constatei que o espaço central estava praticamente lotado e que o sexo feminino estava em maioria!
Voltarei, concerteza, para outras escolhas e experiências.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Comemorar os 50 anos (versão 2014)

Não há desculpas para se comemorar os 50 anos, seja de nascimento, casamento, divórcio, ou qualquer outro pretexto para se beber um vinho de 1964. A oferta é alargada. O único obstáculo é o orçamento, neste tempo conturbado de assaltos aos bolsos de cada um. Numa volta pela baixa de Lisboa, encontrei uns tantos Porto Colheita, nas seguintes garrafeiras (entre parêntesis o preço de venda ao público em €, embora algumas delas possam fazer um desconto, de acordo com o cliente) :
.Barros
  Casa Macário (250)
  Pérola do Arsenal (127)
  Ruoao Wines (125)
.Cintra
  Estado d' Alma (120)
.Casa do Douro
  Casa Macário (160)
.Kopke
  Casa Macário (210)
  G N Cellar (159,20)
.Krohn branco
  Casa Macário (125)
  Dom Pedro (102,50)
  G N Cellar (149)
  Manuel Tavares (121,80)
.Messias
  Napoleão (132,95)
.Niepoort garrafeira
  G N Cellar (495)
.Noval
  Casa Macário (220)
Quanto a algumas diferenças abismais de preços, cada um que tire a sua conclusão... 
  
 

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Curtas (XXI)

1.Novos espaços vínicos
Novos espaços com uma componenete de vinhos têm nascido, em Lisboa, como cogumelos, sejam garrafeiras, lojas gourmet ou bares de vinho. Que eu tivesse dado conta, abriram no decorrer de 2013, ainda não mencionados neste blogue:
.Garrafeiras
Wines 9297 (R. Prof. Simões Raposo,9 em Telheiras no antigo espaço da Wine & Flavours (?) e Estado d' Alma (R. João Oliveira Miguéns,3 em Alcântara), esta última já visitada por mim.
À atenção do João Paulo Martins.
.Lojas Gourmet
Feito no Céu (R. da Prata,195) e Sisters Gourmet (R. da Madalena,80)
.Wine Bares
Vintage Goumet (R. da Horta Seca,1 à Praça Luis de Camões) e Vestigius (entre a estação do Cais do Sodré e o rio).
2.Restaurante Espaço Açores
Para aqueles que conhecem e queiram recordar a cozinha açoriana ou aqueles que ainda não a conhecem, recomendo o Espaço Açores (Largo da Boa Hora, Ajuda), aberto há uma série de anos e que nunca fecha.
Às quintas feiras servem um bufete, com umas tantas e saborosas especialidades regionais. Em visita recente, serviram couver (queijo da ilha e manteiga açoriana com ervas), favas com enchidos, batata com pimenta da terra, inhame e ananás, sopa de peixe da Ilha da Graciosa, atum com batata doce, polvo guizado em pão de milho, torresmos com feijão, alcatra à Terceirense e 4 sobremesas. Saí de lá almoçado e já jantado! Com excepção do atum, demasiado seco para o meu gosto, estava tudo no ponto.
Só é pena que o sector vínico não esteja à altura da gastronomia. Devidamente autorizado, levei comigo uma garrafa de Vallado Reserva 2007 e copos!

domingo, 12 de janeiro de 2014

Cogumelos em Lisboa

Depois da incursão nos mexilhões, agora é a vez dos cogumelos. O restaurante em causa, "Santa Clara dos Cogumelos" (no 1º andar do antigo mercado) parece-me ser o único espaço em Lisboa que se dedica, quase em exclusivo, aos ditos cogumelos. Apostou nos jantares e apenas ao Sábado é possivel almoçar, paredes meias com a confusão da Feira da Ladra. Ambiente informal, mesas despojadas e, infelizmente, guardanapos de papel.
A ementa apresenta-nos uma dúzia de propostas com base em cogumelos, sejam petiscos, entradas ou pratos. Optei por creme de cogumelos (5 €), ovos mexidos com cogumelos (6), chevre com chutney de cogumelos (7), shitake à Bulhão Pato (7,50) e Mistério de Santa Clara (5,50), uma sobremesa composta por mousse de pera, gelado com crocante de Boletos Edulis e geleia de limão, em doses para partilhar com outra pessoa. Tudo o que veio para a mesa, mostrou grande qualidade, para além da concepção e apresentação dos pratos. A excepção foi o prato com o chevre que abafou completamente o gosto do cogumelo. À reflexão do chefe.
Quanto a vinhos, a lista é curta, mas está tudo datado, pormenor em que muitos restaurantes falham. A copo, só o da casa, que foi a minha escolha:
Opta 2012 branco (produzido pela Soc. Agr. Boas Quintas, do enólogo Nuno Cancella de Abreu) - muito frutado e fresco, algum volume de boca, gastronómico, acompanhou bem toda a refeição. Boa relação preço (3 €)/qualidade.  Nota 15,5+. O serviço esteve á altura e os copos para  os brancos são aceitáveis. Não testei o serviço dos tintos, mas os copos  pareceram-me melhores.
Como balanço final, fiz uma grande refeição, tenciono voltar e recomendo vivamente. Este restaurante poderia ser uma das grandes referências em Lisboa e de visita obrigatória, caso houvesse mais ambição (localização e horário mais favorável, toalhas e guardanapos de pano, etc). Mesmo assim, nota alta!

sábado, 11 de janeiro de 2014

Mexilhões em Lisboa

Quem goste de mexilhões pode rumar ao Moules & Beer (R. 4 de Infantaria,29 a Campo d' Ourique) ou ao Moules & Gin (R. Nova da Alfarrobeira,14 em Cascais). Foi o que fiz em Lisboa (a entrada é um pouco confusa, pois é necessário atravessar a loja Oil & Vinegar, antes de aceder ao restaurante).
Este Moules tem uma sala ampla e bem iluminada (parcialmente com luz natural) e parte da cozinha está à vista. As mesas, com tampo em pedra, estão muito despojadas, resumindo-se a toalhetes e guardanapos de papel.
A ementa apresenta 11 pratos de mexilhões e 1 de carne (para os indefectíveis da dita). Optei pela versão "meunière", que me soube muito bem, mas sem me fazer subir aos céus. As "moules" pedem cerveja e foi a minha decisão, tendo vindo para a mesa uma garrafa da belga Chimay Blue, boa mas exageradamente cara (7,50 €!). A carta das bebidas contempla 3 cervejas de pressão (2 belgas e 1 alemã) e 15 em garrafa (8 belgas, 3 alemãs, 1 holandesa e 3 variedades da artesanal portuguesa Sovina).
Quem não quizer beber cerveja, pode acompanhar os mexilhões (ou a carne) com vinho, a escolher entre 8 brancos, 9 tintos e 1 rosé. Todos em garrafa, a copo só o da casa. A lista é algo original, mas lamentavelmente ignora os anos de colheita.
Serviço eficiente e profissional, além de simpático. Ficou por testar a componenete vínica.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

2013 : na hora do balanço (VII)

Com esta crónica dou por encerrado o balanço do ano passado. Começo pelas crónicas mais lidas desde sempre, uma vez que o sistema não me permite o acesso às estatísticas de cada ano. Segue-se a indicação dos países de origem, quanto ao acesso ao meu blogue (ou terá a haver com o servidor?). Em qualquer dos casos, indico entre parêntesis a posição obtida em 2012.

- As crónicas mais lidas:
1.Almoço na Maria Pimenta 22/8/2010 (1)
2.Novos vinhos da Casa da Passarela 4/7/2013 *
3.Novo Formato+ (13ª sessão) 18/10/2013 *
4.Júlia Vinagre: uma grande senhora... 13/1/2012 *
5.Prova de vinhos no Ritz com a Decante 5/11/2013 *
6.Dão à Prova, mais uma vez 14/9/2013 *
7.Quadro de Honra dos Vinhos do Porto 12/8/2013 *
8.Almoço no Cantinho do Avillez 10/9/2011 (2)
9.Vinhos do Alentejo 24/10/2013 *
10.Pasmem-se, enófilos de todo o mundo 22/3/2012  (3)
As crónicas assinaladas com * não estavam no top de 2012

-Os países de origem
1.Portugal (1)
2.E.U.A. (2)
3.Ucrânia * (!?)
4.Alemanha (6)
5.França (3)
6.Rússia (5)
7.Brasil (4)
8.Reino Unido (8)
9.Espanha *
10.Indonésia * (!?)
Os países assinalados com * também não constavam no top de 2012

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

2013 : na hora do balanço (VI)

A crónica de hoje é dedicada aos espaços de restauração (restaurantes e bares de vinhos) eleitos, dentro das dezenas que frequentei ao longo do ano 2013. Alguns deles foram cenário de jantares vínicos ou de almoços com grupos de prova. A selecção, por ordem alfabética, foi feita, em primeiro lugar, pela qualidade da componente vínica (serviço, temperaturas, copos, carta de vinhos e oferta a copo), não esquecendo a componente gastronómica, o atendimento e o ambiente.
.Assinatura
.Casa da Dízima
.Chefe Cordeiro
.Corte Inglês (restaurante principal)
.Descobre
.Enoteca de Belém
.Feitoria (Altis Belém)
.Jacinto
.Manjar do Marquês
.Sabores d' Itália
Não estão neste top 10, mas podiam estar: A Commenda, Aura, Guarda Real e Rubro Avenida.
Seria interessante saber quais os espaços de restauração, desta lista, agraciados com um diploma de qualidade, atribuído pela ViniPortugal, mas não tenho informação disponível.
Há alguém que possa ajudar? 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

2013 : na hora do balanço (V)

Chegou a vez dos fortificados (Porto, Madeira e Moscatel), provados exclusivamente ao longo do ano 2013:
1.Blandy Bual 1920
2.FMA Bual 1964
3.FEM Verdelho Muito Velho
4.Blandy Terrantez 1969, 1975 e 1977
5.Fonseca Guimaraes Vintage 1976
6.Moscatel do Douro Secret Spot
7.Adega do Torreão Terrantez 1870
8.Blandy Cerceal 1966
9.Blandy Verdelho 1977
10.Blandy Malvasia 1985
Também poderiam ter sido incluídos o Blandy Bual 1977, Blandy Bual Colheita 1991, Taylor's Vintage 1994 e Moscatel de Setúbal Alambre 20 Anos da José Maria da Fonseca.
De salientar, nesta selecção, a acentuada presença da Blandy, um Madeira do século XIX, um Vintage de uma 2ª marca e um Moscatel do Douro.

domingo, 5 de janeiro de 2014

2013 : na hora do balanço (IV)

A crónica de hoje é dedicada aos tintos que mais me entusiasmaram no decorrer de 2013, uns provados às cegas e outros com o rótulo à vista.
1.Qtª do Crasto T.Nacional 2005 e 2004
2.Três Bagos Grande Escolha 2005
3.Kompassus Private Selection Baga 2005
4.Qtª da Falorca Garrafeira 2004
5.Ferreirinha Reserva Especial 2001
6.Kopke Vinhas Velhas 2008
7.Qtª da Pellada Carrocel 2006
8.Barca Velha 2004
9.Poeira 2004 e 2009
10.Marquês de Borba Reserva 1997
De registar a prestação das colheitas de 2004 e 2005, a confirmação da Qtª do Crasto, dos Lavradores de Feitoria e do Kompassus e a surpresa que foi o posicionamento do Falorca. Surpresa, ainda, quanto à longevidade do alentejano Marquês de Borba e a inclusão nesta selecção do Kopke, marca que não costuma aparecer em tops.
Não ficaram nesta escolha dos 10 mais, mas poderiam ter ficado, os tintos Batuta 2001 (em magnum), Vale Meão 2005, Chryseia 2009 (em magnum), Qtª do Noval 2008, Aneto Grande Reserva 2006 e Qtª da Manoella Vinhas Velhas 2011.

sábado, 4 de janeiro de 2014

2013 : na hora do balanço (III)

Inicio, com esta crónica, o balanço dos vinhos provados ao longo do ano, às claras (em família, e/ou com amigos e em jantares vínicos) ou às cegas (com os grupos de prova, de que faço parte). Deixei de fora as provas alargadas, onde as condições não são as mais favoráveis. Começo pelos brancos. Seguem-se os tintos e os fortificados, em crónicas separadas.
1.Soalheiro Alvarinho Reserva 2007 magnum, 1ª Vinhas 2007 e o colheita 2001
2.Qtª da Sequeira Grande Reserva 2011
3.Parcela Única Alvarinho 2009
4.Redoma Reserva 2003
5.Morgado Stª Catherina 2010
6.Primus 2009
7.Condessa de Santar 2011
8.Vinha Formal 2008
9.Julia Kemper 2011
10.Telhas 2010
De registar, mais uma vez, a presença dos vinhos Soalheiro, a casta Alvarinho e o Morgado Stª Catherina. De referir, ainda, a grande surpresa que foi o alentejano Telhas.
Não ficaram no Top, mas poderiam ter ficado (tiveram a mesma nota que os 6 últimos eleitos) : Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2012, Muros de Melgaço Alvarinho 2010, Vinha da Bouça Alvarinho 2011, VZ 2012, Mirabilis Grande Reserva 2012, Ribeiro Santo Vinha da Nave 2011, Grande Follies 2009 e Esporão Private Seleccion 2011.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

2013 : na hora do balanço (II)

Eventos eleitos, entre os diversos jantares, provas, encontros, etc, em que participei no decorrer de 2013 (por ordem cronológica):

.Jantares vínicos organizados pela Garrafeira Néctar das Avenidas
Esta Garrafeira, cujo principal animador é o João Quintela, veio ocupar (e muito bem) o vazio deixado pelas Coisas do Arco do Vinho. De destacar, com nota muito alta, o último jantar de 2013, com a Sandra e o Jorge, no decorrer do qual fomos (o Juca e eu) homenageados (ver crónica "Jantar Sandra T. Silva / Jorge S. Borges e o regresso às origens", publicada em 5/12/2013. Para quando uma reportagem, mais que merecida, da Revista de Vinhos?
Para memória futura, participei:
.O Colunas - Poeira
.Assinatura - Luis Pato
.Guarda Real - Qtª da Sequeira, Casa da Passarela e Celso Pereira
.Casa da Dízima - Soalheiro
.Ordem dos Engenheiros - Casa de Santar
.A Commenda - Sandra T. Silva e Jorge S. Borges
A registar, ainda, uma visita à Qtª Chocapalha, com provas e almoço.

.Sessões com Vinhos da Madeira (V M)
Participei com o núcleo duríssimo dos V M, cujo principal animador é o nosso amigo madeirense Adelino de Sousa, em 5 almoços, no decorer dos quais, além de espumantes e vinhos brancos e tintos, provaram-se/beberam-se 18 Madeiras, 4 Portos e 1 Moscatel, todos de gama alta.
Estes eventos desenrolaram-se na Enoteca de Belém (2) e nas casas do Adelino, Modesto e Juca. De registar que em casa do Adelino todos os vinhos eram da sua garrafeira (ver "Almoço com Vinhos da Madeira (8ª sessão) : uma jornada vínica inesquecível" , crónica publicada em 16/4/2013) e que, um dos almoços, ocorridos na Enoteca, foi oferta do José Rosa e teve, como convidado especial, o Jorge S. Borges.

.Peixe em Lisboa
À semelhança de anos anteriores, voltei a participar neste curioso e imperdível evento. Em 2 visitas tive a oportunidade de degustar iguarias de 5 restaurantes:
.Assinatura, Nobre, Gspot, Tasca da Esquina e Cantinho do Avillez.

.Eventos extensivos ou dedicados à Blogosfera
Em grande destaque, selecciono:
.O jantar de apresentação dos vinhos do João Portugal Ramos e do José Maria Soares Franco, que decorreu no Feitoria, restaurante do Altis Belém, e foi dedicado à comunicação social e à Blogosfera (ver "Os vinhos do João e os vinhos do José", crónica publicada em 2/5/2013.
.Uma nova visita à J.M.F, com prova de vinhos e almoço, exclusivamente dedicada aos bloguistas e afins (ver crónica "Evento Wine Bloggers na José Maria da Fonseca - versão 2013", publicada em 19/11/2013.
De referir, ainda, embora noutro patamar, as visitas com provas e almoço à Adega Mãe e à Qtª do Gradil.

.Encontro Vinhos e Sabores (EVS) 2013
Foi, mais uma vez, o grande acontecimento vínico do ano. É sempre uma oportunidade de, para além das provas de dezenas de vinhos, reencontrar amigos, produtores ou seus representantes, enólogos e antigos clientes.
De registar, ainda os seguintes encontros (por ordem cronológica):
.Vinhos do Alentejo no CCB
.Wine Ladies no Altis Belém
.Decante no Ritz
.Heritage Wines no CCB
.Herdade das Servas no Chafariz do Vinho





2013 : na hora do balanço (I)

À semelhança de anos anteriores (2010, 2011 e 2012), as primeiras crónicas do novo ano serão dedicadas ao balanço do ano passado. Começo pelos eventos que mais me impressionaram e continuo pelos melhores vinhos provados (brancos, tintos e fortificados, em crónicas separadas), pelos espaços de restauração com um serviço de vinhos de qualidade e termino com a indicação das crónicas mais lidas desde sempre.
De referir que todos os mencionados, quer sejam os vinhos, restaurantes ou eventos, foram provados, visitados ou participados por mim, rigorosamente ao longo do ano 2013.