sábado, 24 de janeiro de 2015

Prémios do Mesa Marcada : certezas e dúvidas...

Mais uma edição da festa organizada pelo blogue Mesa Marcada (Duarte Calvão e Miguel Pires), que decorreu no Vestigius, com o apoio da Symington nos vinhos e do Prego da Peixaria, Cevicharia e Cantinho do Avillez nos comeres, contando com a presença de mais de uma centena de pessoas, entre chefes, restauradores, críticos, jornalistas, gastrónomos e bloguistas. Noventa jurados votaram nos 10 melhores restaurantes e chefes e, ainda, no restaurante para o dia a dia. Contados os votos, apuraram-se os mais votados e distribuiram-se os prémios, que podem ser vistos no blogue Mesa Marcada (tenho um link para ele). Nota alta para os organizadores.
Mas...(há sempre um mas) fico com muitas dúvidas sobre o sentido de voto de alguns jurados, que foram para o politicamente correcto, querendo simplesmente ficar bem na fotografia, ao votarem sistematicamente nos mais badalados e estrelados. Custa-me a aceitar que 63 dos 90 jurados (70 % do total) tenham ido ao Belcanto e gasto cerca de 100 € ou 200 € se foram acompanhados, e mais de metade tenham frequentado os restaurantes mais estrelados e caros do Algarve. Mais, alguns votaram em chefes que não trabalharam em Portugal em 2014, como é o caso do Luis Baena e do Henrique Mouro!
Faço votos para que, em futuras edições, se possam eleger restaurantes de qualidade e acessíveis ao bolso de cada um, criando uma categoria cujo consumo médio estivesse abaixo de 40/45 €. É uma ideia que deixo aqui, à atenção dos responsáveis.
Quanto aos meus votos, votei em restaurantes alternativos, pois em 2014 não frequentei nem estrelados nem badalados, tendo escolhido Sabores d' Itália, Avenue, Assinatura, Casa de Pasto, Enoteca de Belém, Descobre, Via Graça, Umai, Paço dos Cunhas de Santar e 1300 Taberna, onde as minhas contas não ultrapassaram os 30 €. Quanto a chefes, eis os meus preferidos: Marlene Vieira, Diogo Noronha, Vitor Areias, Vitor Claro, Paulo Morais, Nuno Barros, Sá Pessoa, Alexandre Silva, Miguel Castro e Silva e João Bandeira.
Nota final: ao contrário do ano pasado, desta vez não estava ninguém do grupo do Ali Bábá...

2 comentários:

  1. Não sei lidar muito bem com comentários de blogs. Por isto, sou o Teixeira que você menciona no Mesa Marcada. De pronto, sabe-se, e não é crime, que a frequência do Belcanto e assemelhados são de estrangeiros. Eu mesmo, brasileiro, que vive, reformado com minha mulher, em Lisboa, por cerca de seis meses e foge para o Rio de Janeiro no Inverno. Tenho casa em Lisboa faz mais de 12 anos e, perto de 70 anos, 25 deles no trajeto Lisboa-Rio, me sinto habilitado a conhecer a gastronomia do país. Só tenho amigos portugueses, e vivo muito feliz na capital lusa. Meus 70 anos serão comemorados em maio de Lisboa. Portanto... Adoro gastronomia e considero os escolhidos anualmente pelo Mesa Marcada elitizados. Posso pagar, e já paguei por restaurantes luxuosos. Todavia, por exemplo, o melhor galo que como em Porgual fica em Leiria. Sou um pouco José Quitério, embora tenha boas experiências na moderna cozinha européia. O que registei foi que somente pessoas de carteira de ouro podem fazer um "tour" pelos escolhidos. Anotei os nomes que você menciona. Chego em março, e me recuso a pagar 300 Euros, se o vinho for bom, para um jantar de pequenas peças. Coisas de quem já viveu alguma coisa pelo mundo todo e chegou a conclusão de que a elitização não constrói. Divide e aprofunda as desigualdades. Mesmo as gastronômicas. Só olhar o exemplo de Paris e seus bistrôs de menu fixo a 34 Euros. Obrigado pela paciência de ler e mais ainda pelo apoio. Não fiz revisão ortográfica.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Caro Teixeira,
      Obrigado pelo seu comentário e disponha.
      Estamos na mesma onda...

      Eliminar