quinta-feira, 26 de março de 2015

Almoço com Vinhos da Madeira (17ª sessão) : tintos 2007 e 1 Colheita a ultrapassar 3 Madeiras de excelência

Grande jornada que decorreu na Casa da Dízima, com tudo ao mais alto nível, o convívio, os vinhos (1 Alvarinho, 3 tintos 2007, 3 Madeiras e 1 Colheita de alto gabarito), a gastronomia e o serviço de vinhos 5 estrelas, a cargo do Pedro Baptista, gerente deste simpático e nobre espaço de restauração. Copos Schott e temperaturas controladas.
Desfilaram:
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2012 (3 garrafas levadas pelo José Rosa) - aroma exuberante, presença de citrinos, notas tropicais, fresco, mineral, elegante e sofisticado, acidez e alguma gordura, bom final de boca. Aguenta mais meia dúzia de anos. Nota 18.
Fez boa companhia ao couvert (azeite Lagoalva e pão), amuse bouche (fois gras, figo,...), e uma excelente entrada (à base de vieiras).
.Blandy Terrantez 1975 (engarrafado em 2004, saíu da garrafeira do Juca) - aromático, frutos secos, vinagrinho, iodo, notas de brandy e caril, alguma gordura, complexo, grande volume e final longo. Nota 18,5+.
Serviu para limpar o palato, entre as entradas e o prato principal.
.Zambujeiro (levado por mim) - ainda com muita fruta preta, belíssima acidez, fresco, taninos presentes mas civilizados, volume apreciável e final extenso. Ainda longe da reforma, a beber nos próximos 5/6 anos. É, para mim, um dos tintos alentejanos mais entusiasmantes. Nota 18.
.Esporão Private Seleccion Garrafeira (veio com o João Quintela) - mais dócil na boca, acidez q.b., taninos domados, volume assinalável e final persistente. Já muito redondo, não vale a pena guardar mais tempo. Nota 17,5+.
.Qtª Vale Meão (da garrafeira do Modesto Pereira) - ainda muito jóvem e frutado, acidez no ponto, fresco, elegante e harmonioso, volumoso e final ligeiramente adocicado. A beber nos próximos 6/7 anos. Nota 18.
Estes 3 tintos fizeram um bom casamento com um saboroso naco de vitela.
.Burmester Colheita 1955 (engarrafado em 2004, saíu da garrafeira do Adelino Sousa) - frutos secos, acidez equilibrada, alguma doçura, notas de caril, grande volume e final interminável. Este levava-o para uma ilha deserta. Foi a 1ª vez que pus um Porto à frente dos Madeiras. Nota 19.
.Blandy Bual 1977 (engarrafado em 2007, veio com o Alfredo Penetra) - frutos secos, vinagrinho, iodo, especiado, volume assinalável e final longo. Nota 18.
.JBR Bual 1900 (engarrafado em 2013 pelo Francisco Albuquerque, levado pelo Adelino) - aromas complexos, acidez fabulosa, iodo muito presente, taninos ainda vigorosos, volume apreciável e final interminável. A beber com todo o respeito. Nota 18,5.
Estes 3 fortificados acompanharam um trio de sobremesas (queijo, doces e fruta).
Uma sessão memorável! Saimos em estado de graça e prontos a perdoar aos nossos inimigos.

2 comentários:

  1. O meu acordo ao teu texto só não é total porque "não" bebi o tal vinho de 1955 engarrafado em 1944.Burmester Colheita de 1955 : um VP para nunca mais esquecer,está no Top dos Portos Tawny
    Já tinha essa opinião e apenas confirmei.Juca

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    1. Obrigado Juca. Já me tinham avisado sobre a gralha e já está corrigida. O ano de engarrafamento é 2004.

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