sábado, 4 de abril de 2015

Grupo dos 3 (44ª sessão) : Bairrada sim, Bairrada não...

Mais um encontro deste núcleo duríssimo, cabendo ao João Quintela trazer os vinhos para a prova e a escolha do restaurante. Regressámos ao As Colunas e provámos/bebemos 1 branco, 2 tintos (todos os 3 da Bairrada) e 1 Madeira.
Desfilaram:
.Qtª das Bageiras Garrafeira 2004 (garrafa nº 205/2338) - com base nas castas Maria Gomes e Bical; brilhante na cor, complexo no aroma, notas de oxidação nobre, acidez evidente, alguma gordura, volume assinalável e bom final de boca. Um grande branco com mais de 10 anos de idade, que cresceu com o tempo. Nota 18 (noutras situações 17/16,5+/17/17,5+).
Ligou muito bem com uma excelente barriga de atum braseada com açorda de ovas de sável.
.Aliás 2013 - ainda demasiado jovem, aroma contido, notas florais, acidez excessiva, alguma agressividade, falta de harmonia, volume médio e final longo. Precisa de tempo para se mostrar. Nota 16,5.
.Vinha Barrosa 2011 - aroma mais exuberante, notas de fruta preta, acidez equilibrada, harmonioso, especiado, taninos civilizados, volume evidente e final longo. O Luis Pato no seu melhor. Nota 18.
Os 2 tintos acompanharam bem um pato mudo no forno com puré de batata.
.Artur Barros e Sousa Reserva Velha Seco (engarrafado em 2002) - nariz preso, notas metálicas, acidez no ponto, excessivamente seco, a lembrar um Xerez. taninos evidentes, volume e final médios. Algo desequilibrado, desiludiu um pouco. Nota 16,5+.
Não ligou minimamente com a sobremesa (arroz doce, aliás muito saboroso).
Mais uma sessão de bom convívio com um branco e um tinto bairradinos de eleição. Obrigado João.

1 comentário:

  1. há vinhos que só mesmo depois de 7 ou 8 anos dão boa prova.

    há outros, que são muito bons até aos 5 anos, mas depois morreram.

    e depois há certos barrosas do sr luís pato, que são bons assim que saem para o mercado e assim continuam anos e anos e anos.

    ResponderEliminar