quinta-feira, 14 de maio de 2015

Almoço com Vinhos Fortificados (18ª sessão) : Bastardo do século XIX de respeito

Mais uma apaixonante sessão com este grupo militante de Vinhos da Madeira. Fazendo um pouco de história, o nosso 1º encontro foi em Dezembro 2010, na Enoteca de Belém, tendo todo o repasto sido acompanhado, exclusivamente, por Vinhos da Madeira. Não houve espaço nem para brancos, nem para tintos. Houve mais uma sessão nestes moldes (Fevereiro 2011), tendo entrado os brancos na 3ª sessão (Novembro 2011) e os tintos na 4ª (Março 2012), mantendo-se a omnipresença dos Madeiras até à 8ª sessão, altura em que provámos também outros fortificados (Porto e Moscatel). Este esquema manteve-se até agora, tendo terminado a exclusividade inicial dos Madeiras.  Daí a razão de ter alterado o título da crónica de Vinhos da Madeira para Vinhos Fortificados.
Os anfitriões foram o casal Adelino/Carlota, que assumiram a totalidade dos comeres, exceptuando uma ou outra sobremesa. Quanto aos vinhos, sairam todos da monumental garrafeira do nosso amigo Adelino. Mas ainda lá ficaram mais uns tantos...
Cronologicamente, vieram para a mesa (abstenho-me de grandes descrições, pois o momento foi para usufruir) :
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2008 em magnum - elegância e harmonia total, ainda longe da reforma. Nota 18.
Acompanhou frutos secos, melão com presunto, queijo curado de Fornos de Algodres,...
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2007 em magnum - o melhor branco português desde sempre, não é preciso dizer mais. Nota 18,5.
Maridou com um excelente bacalhau lascado na brasa.
.Qtª Crasto T.Nacional 1996 em magnum - já na curva descendente, acusou o peso dos anos. Nota 17.
.Reserva Especial 1994 - ainda muito vivo, não acusou os mais de 20 anos que já levava. Nota 17,5+.
.Qtª Vale Meão 2007 - muito pujante, volume de boca notável, está no apogeu da sua vida. Nota 18.
Com estes tintos, avançou uma espetada de carne em pau de louro, acompanhada de fruta tropical.
.Taylor´s Vargellas Vintage 1964 - perfil próximo de um tawny, confirmou a expectativa. Nota 18.
.Niepoort Colheita 1934 - dentro da qualidade, foi o elo mais fraco. Nota 17,5 (mesmo assim!).
.Bastardinho 20 Anos JMF (garrafa 0,75) - fácil de gostar, consensual, apaixonou todos os provadores. Nota 18,5.
.Adega do Torreão Bastardo 1880 - muito complexo, leva tempo para se perceber (primeiro estranha-se, depois entranha-se, lá dizia o Pessoa), uma raridade que se bebeu com todo o respeito. Nota 18,5+.
Estes 4 fortificados casaram com queijo de entorna, bolo real, bolo da madeira, mousse de limão, folar dos açores,...
Grande sessão de convívio, comeres e beberes que, esperamos, se repita para o ano. Obrigado Adelino, obrigado Carlota!

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