domingo, 17 de maio de 2015

Chá com Água Salgada : um restaurante democrata

Já aqui me referi a este imperdível restaurante, situado na Manta Rota: "Almoço no Chá com Água Salgada" e "Chá com Água Salgada revisitado", crónicas publicadas em 4/6/2010 e 14/6/2012, respectivamente. É um restaurante democrata, aberto a todos os clientes, desde os mais tradicionais na sala principal aos de pé descalço na esplanada exterior. Os donos são um simpático casal de arquitectos (desempregados?), Sandra Gomes e Paulo Esteves, presença constante no restaurante. Nos tachos mantém-se o chefe Marco Jacó, o que é um bom sinal, a praticar uma cozinha a meio caminho entre a de autor e a tradicional algarvia.
Nesta última visita comi o couvert (que incluia uma curiosa manteiga com alcaparras e anchovas), amuse de bouche , sopa de peixe com camarão (com excesso de batata, pareceu-me) e um delicioso arroz de lingueirão (fresquíssimo, acabado de chegar).
Quanto a vinhos, a carta é muito didáctica, ao incluir para vinho uma série de informações que não é habitual encontrar na maior parte dos restaurantes de referência (perfil, produtor, enólogo, castas, graduação alcoólica e sugestões de comidas para acompanhar). Inventariei (entre parêntesis os vinhos a copo) 2 espumantes (1), 6 champanhes (1), 34 brancos (3), 4 rosés (1) e 30 tintos (3).
Optei pelo Barranco Longo Rosé 2013, a copo, o meu rosé preferido (incluí-o no meu top 10 de brancos e rosés, no âmbito do balanço do ano 2014), uns furos acima da versão 2014. Fresco e, simultaneamente, volumoso. Uma delícia! Nota 17,5.
Obrigatório conhecer este sofisticado restaurante de praia, democraticamente acessível a todos os clientes.

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