domingo, 10 de maio de 2015

Vinhos em família (LXI) : fortificados em alta

Mais uns tantos vinhos (3 brancos, 1 tinto e 2 fortificados) provados em família com os rótulos à vista. Não houve desilusões, mas os fortificados (1 Colheita e 1 Moscatel) impuseram-se.
Ei-los:
.Aquae Flaviae 2013 (branco DOC Trás os Montes) - enologia de Francisco Baptista; aroma discreto, presença de citrinos, notas tropicais, "aroma de mato", acidez no ponto, alguma gordura e bom final de boca. Gastronómico. Uma boa surpresa de um produtor desconhecido, mas com algum amadorismo (no rótulo consta 2013, mas no contra rótulo 2012!?). Nota 16,5+.
.Ninfa Sauvignon Blanc 2013 - muito fresco e agradável ao palato, sem grandes complicações, citrinos em evidência e notas de espargos. Óptimo para acompanhar comidas ligeiras. Nota 16.
.Vale da Mata 2013 (Vinho Regional Lisboa, uma oferta simpática da Taverna do 8 ó 80, na Nazaré, já referida aqui recentemente) - com base nas castas Arinto, Vital e Viosinho; nariz austero, fruta cozida, acidez equilibrada, notas amanteigadas, acentuado volume de boca, persistência. Todo ele harmonioso. Gastronómico, mas a pedir pratos de peixe no forno ou um queijo de pasta mole. Nota 17.
.Qtª dos Frades Vinhas Velhas 2008 - enologia de Anselmo Mendes e João Silva e Sousa; com base em vinhas com mais de 90 anos e vinificado em lagares de granito; ainda com muita fruta, acidez no ponto, ainda cheio de rusticidade, vinoso, taninos firmes e bom final de boca; algo desequilibrado. Nota 17,5.
.Moscatel Roxo 20 Anos José Maria da Fonseca (engarrafado em 1987) - frutos secos, citrinos, notas de mel, acidez no ponto, alguma gordura, volume de boca e bom final; complexo e harmonioso. Nota 18.
.Porto Krohn 20 Anos (engarrafado em 2009) - nariz exuberante, frutos secos, notas de canela e iodo, acidez q.b., taninos firmes e final de boca muito longo. Concentrado e complexo. Nota 18.

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