quinta-feira, 11 de junho de 2015

Novo Formato+ (sessão especial) : um almoço memorável nas Caldas da Rainha

Mais uma sessão deste grupo de enófilos (4 casais) que se deslocou propositadamente às Caldas da Rainha (Praça 5 de Outubro,40), para almoçar no meu restaurante preferido, o Sabores d' Itália ( em abono da verdade, a ideia foi do João Quintela).
Foi um almoço memorável num restaurante requintado, com a Maria João, em grande forma, à volta dos tachos e o Norberto, na sala, a responsabilizar-se por um serviço de vinhos exemplar (temperaturas correctas, copos Schott e Spiegelau e, ainda, aparatosos decantadores Riedel). Um luxo!
Começámos bem com um amuse bouche (crepe de gorgonzola com parmesão), acompanhado por um Messias Extra Dry, uma simpática oferta dos donos da casa. A seguir, desfilaram:
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2007 magnum (da garrafeira do João) - já aqui referido por diversas vezes, é sem dúvida o melhor branco português provado na minha vida. Servido em copo largo de vinho tinto, mostrou toda a sua nobreza, estando ainda longe da reforma. Nota 18,5 (mais uma vez).
Curiosamente, na Revista de Vinhos de Maio, o Luis Lopes refere este Soalheiro 2007 como "(...) um grande vinho, ainda a crescer na garrafa, capaz de se bater de igual para igual com brancos de topo das mais prestigiadas regiões do mundo." Assino por baixo.
Acompanhou uma deliciosa sopa de peixe e marisco à Sabores d' Itália (apesar de as lulas estarem demasiado "al dente") e um belíssimo risotto de sapateira com coentros. Ligações perfeitas.
.BOCA 2004 (trazido pelo Juca) - também já aqui comentado por diversas vezes, ainda longe da reforma, continua elegante e possuidor de uma invejável e equilibrada acidez. Nota 18.
.Poeira 2007 (também da garrafeira do Juca) - ainda com muita fruta preta, elegante, fresco, harmonioso, algum volume e final longo; a acidez perfeita, vai mantê-lo em forma mais 7/8 anos. Nota 18,5.
.Antónia Adelaide Ferreira 2009 (trazido pelo Alfredo) - nariz exuberante, muito frutado, acidez equilibrada, grande volume e final guloso; um vinho mais ao estilo internacional; a beber nos próximos 4/5 anos. Nota 18.
Estes 3 tintos acompanharam um bom medalhão de lombo de novilho Wellington, molho de Porto com trufa, batata roesti, espargos grelhados e beringela panada.
.Artur Barros e Sousa Moscatel 1963 (da minha garrafeira) - frutos secos, notas de mel, citrinos, caril e brandy, acidez q.b., volume assinalável e final interminável. Uma raridade e um hino à extinta Artur Barros e Sousa. Bebido com todo o respeito, não sobrou uma gota! Nota 19+.
Fez uma feliz maridagem com uma sinfonia de doces sabores (sopa de amoras com gelado de requeijão, framboesas gratinadas com sorvete de limão, panna cotta de baunilha e especiarias, sinfonia de pera rocha e, ainda, tiramisu).
Grande e inesquecível jornada. O restaurante e os participantes estão de parabéns. Obrigado a todos!

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