sábado, 13 de junho de 2015

Vinhos em família (LXII) : a moda das séries e ...

Mais uns tantos vinhos provados em família, com o rótulo à vista e sem a pressão da prova cega (3 brancos, 1 tinto e 1 fortificado). Curiosamente os 3 brancos foram incluídos num novo conceito, as séries, sendo 2 da Real Companhia Velha (RCV) e 1 da Fitapreta (com adega na Igrejinha e escritórios no Instituto Superior de Agronomia!?). Mostraram todos uma boa acidez. Quer parecer-me que a moda das séries pegou.
.RCV Séries Samarrinho 2013 (apenas 858 garrafas!) - nariz exuberante, notas florais, frescura e mineralidade, personalidade e originalidade, algum volume e final de boca. Uma raridade a marcar pontos pela diferença. Nota 17,5+.
.RCV Séries Arinto 2012 (1150 garrafas) - estagiou 1 ano em garrafa, antes de ser posto no mercado; presença de citrinos e maçã, fresco a mostrar muita vivacidade, alguma gordura, elegante e equilibrado, volume e final médios. Menos interessante que o Samarrinho. Nota 16,5.
.Signature Séries Arinto dos Açores by António Maçanita 2013 (DO Pico) - presença de citrinos, algum floral, fresco e mineral, notas amanteigadas, algum volume e final médio. A Wine Advogate (a revista do Parker) atribuiu-lhe, recentemente, 89 pontos, menos 2 obtidos pelo Terrantez do Pico 2013, com o mesmo conceito e que já custa mais de 40 €!
.Qtª da Gricha 2007 - ainda com frutos vermelhos, alguma rusticidade, acidez no ponto, taninos firmes, algum volume e final longo; beber daqui a 7/8 anos. Precisa de um prato forte por perto. Nota 17,5+ (noutra situação 17,5).
.Niepoort Colheita 1976 (engarrafado em 1989) - nariz neutro, presença de frutos secos, déficite de acidez, notas de brandy e caril, volume e final médios. Tem mostrado uma grande irregularidade ao longo dos anos e com datas de engarrafamento diferentes. Nota 16 (noutras 17,5/17+/15,5/17).

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