terça-feira, 21 de julho de 2015

No rescaldo da visita à Real Companhia Velha (III): Quinta das Carvalhas

...continuando...
A 3ª etapa teve como destino a RCV, que era o objectivo da visita organizada pela Néctar das Avenidas e com a participação deste grupo de cerca de 30 enófilos, concretamente a Quinta das Carvalhas, onde decorreu o nosso primeiro almoço em conjunto.
A família Reis (Pedro pai, Pedro filho e Manuel, irmão do 1º) estava bem representada e envolveu-se parcialmente nas actividades relativas à visita. Da equipa técnica, o responsável pela enologia, Jorge Moreira, não poude estar, mas o viticultor Alvaro Martinho acompanhou-nos em todo o programa.
Como bebida de boas vindas, foi-nos servido o Qtª Cidrô Gewurztraminer 2014 (com boa acidez e alguma gordura) e o Evel XXI 2013 (mais elegante e sofisticado).
No decorrer do almoço, foi-nos proporcionada uma prova vertical de brancos Carvalhas :
.2013 - fresco, mineral, presença de citrinos, notas fumadas, volume e final médios; precisa de tempo de garrafa para se armonizar. Nota 16,5+.
.2012 - acidez equilibrada, alguma fruta madura, volume e final apreciáveis. Nota 17.
.2011 - belíssima acidez, fruta madura, notas fumadas, alguma gordura, volume notável e bom final de boca; muito gastronómico e longe da reforma. Foi o meu preferido. Nota 18.
.2010 - citrinos e fruta madura, alguma oxidação, acidez nos mínimos, algum volume e final extenso; neste momento faz uma boa prova, mas não vale a pena guardar mais. Nota 17,5.
Estes 4 brancos acompanharam um prato de bacalhau (espiritual?).
Seguiram-se mais 1 tinto e 1 fortificado, todos da marca Carvalhas:
.Tinta Francisca 2012 - estagiou 1 ano em madeira, muita fruta, fresco, acidez no ponto, taninos domesticados, volume e final médios; francamente acima do 2011 (provado no jantar com a RCV, na Casa do Bacalhau, já aqui referido na crónica "Jantar Real Companhia Velha" publicada em 17/3/2015), mas apenas uma curiosidade. Nota 16,5+.
.Tawny Reserva - frutos secos, notas de caril e brandy, volume e final médios. Uma boa surpresa, óptimo para principiantes. Nota 16,5.
Deixando as restantes quintas para a próxima crónica, continuamos nas Carvalhas onde voltámos no dia seguinte para o nosso almoço de despedida, que se desenrolou na mítica Casa Redonda, um dos pontos mais altos do Douro, com uma magnífica vista panorâmica de 360º.
As boas vindas foram acompanhadas pelo Alvarinho 2013 da Qtª de Cidrô, que evoluiu muito bem desde que foi provado no referido jantar com a RCV.
Durante o almoço foram servidos:
.Séries Arinto 2012 - já aqui comentado em "Vinhos em família (LXII)", crónica publicada em 13/6/2015. Mostrou-se mais interessante, mas vou voltar a prová-lo. Nota 17.
.Qtª Cidrô Rufete - cor aberta, fresco, acidez no ponto, notas vegetais, volume e final médios, a faltar-lhe complexidade. Nota 16.
.Carvalhas Vinhas Velhas 2012 - continua em grande forma e mantêm-se as notas de prova constantes no referido jantar na Casa do Bacalhau. Nota 18,5.
.LBV 2010 - também já provado naquele jantar; muito frutado, acidez no ponto, taninos vigorosos, algum volume e final de boca; interessante, mas sem entusiasmar. Nota 16,5.
continua...

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